CUT participa da organização do Fórum Social Temático
Atividade faz parte do Fórum Social Mundial, que completa 15 anos
Escrito por: CUT-RS com informações do FST • Publicado em: 07/01/2016 – 11:17 • Última modificação: 07/01/2016 – 17:03

A CUT está inscrevendo oficinas para o Fórum Social Temático (FST), que acontece de 19 a 23 de janeiro, marcando os 15 anos da realização do 1º Fórum Social Mundial, em 2001, em Porto Alegre.
O FST se propõe a fazer um balanço dos desafios e perspectivas por um outro mundo possível, no sentido de reposicionar e redesenhar as dinâmicas do Fórum frente à nova conjuntura internacional, em especial, os tema das guerras, dos refugiados, da crise climática, das crises econômicas e sociais e da retirada de direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras em todos os continentes.
Na realidade da América Latina e do Brasil será dada uma atenção especial a temas como o extermínio da juventude negra, as questões referentes ao fortalecimento da democracia e contra qualquer possibilidade de retrocesso democrático.
A Central está se mobilizando para pautar os temas trabalhistas e outros que sejam relevantes para a sociedade.
Inscrições de oficinas
As inscrições de atividades auto-gestionadas foram prorrogadas até a próxima segunda-feira (11). A programação completa do FST2016 será divulgada quando se encerrarem as inscrições das atividades.
Inscrições de participantes
Quem deseja participar, pode se inscrever até a abertura do evento, no credenciamento que estará localizado no território central do FST2016, no Parque da Redenção. A taxa de inscrição é de 20 reais e pode ser paga por boleto ou depósito bancário, ou ainda no credenciamento.
Tanto as inscrições das oficinas como de participantes podem ser feitas através do site www.forumsocialportoalegre.org.br.
Marcha de abertura
No dia 19, às 15h00, acontece a tradicional marcha de abertura do Fórum, com concentração no Largo Glênio Peres, no centro de Porto Alegre. “Paz, democracia, direitos dos povos e do planeta” é o lema da caminhada, que vai até o Largo Zumbi dos Palmares.
Notícia colhida no sítio http://cut.org.br/noticias/cut-ajuda-a-organizar-forum-social-tematico-4fef/
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Métodos de gestão e adoecimento: a luta sindical dos bancários por um trabalho digno
O assédio moral será o tema central de oficinas durante o Fórum Social nos dias 21 e 22 de janeiro, quinta e sexta-feira em Porto Alegre. A opção por este tipo de prática das empresas como forma de ampliarem seus lucros, a resistência dos trabalhadores nas negociações sindicais, a poluição do meio ambiente do trabalho e o movimento “Vítimas do HSBC” serão alguns dos temas tratados durante os eventos na capital gaúcha.
“Queremos mostrar que existem métodos de gestão nos bancos que levam ao assédio moral e ao adoecimento dos trabalhados e que isso, logicamente, pode estar acontecendo em outras categorias. Acreditamos ser uma prática contemporânea no mundo do trabalho”, explica o presidente da Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Paraná (Fetec), Júnior César Dias.
Os avanços tecnológicos levaram a uma mudança no perfil dos bancários, que hoje, trabalham exaustivamente com a venda de produtos. Neste caso atingir a meta imposta não significa alívio nenhum, pelo contrário. É a certeza da necessidade de ampliação do número negócios concretizados para o semestre seguinte, sempre com a constante ameaça de demissão.
“Para atingir essa produtividade há um método que pressiona o trabalhador para produzir cada vez mais. Esse cenário tem acarretado o adoecimento do trabalhador, além do problema muito sério que é o assédio moral. O que tentamos mostrar é que ao invés de harmonizar o ambiente de trabalho, esta situação cria rupturas entre os trabalhadores. O gerente fica em cima dos seus subordinados e acima deles há uma carga de pressão desumana”, relata.
Além de demonstrar como esta situação tem sido trabalhada pelas entidades de representação dos trabalhadores bancários, a oficina trará a experiência do movimento “Vítimas do HSBC”. Ele é resultado de uma extensa pesquisa do Instituto Defesa da Classe Trabalhadora (Declatra) em parceria com o Sindicato dos Bancários de Curitiba.
A investigação foi realizada por dois anos com base nas homologações de demissões de bancários no sindicato de Curitiba, ações na Justiça do Trabalho da capital paranaense, além de dados do Ministério da Saúde e do INSS. A conclusão foi de que os métodos de gestão do banco HSBC levam ao assédio moral organizacional e consequentemente ao adoecimento dos trabalhadores.
“A nossa investigação apontou, claramente, que o estresse e a depressão são as doenças que mais atingem os bancários. Há também estatísticas relacionadas a mortes e suicídios”, alerta o presidente do Instituto Declatra, Mauro Auache. Outro dado que chamou a atenção dos pesquisadores é o fato de que, dos trabalhadores que citaram problemas de saúde em decorrência do trabalho, a maioria não tinha histórico de afastamento por doenças.
O estudo, além de transformar-se em um livro chamado “Assédio Moral Organizacional – As vítimas dos Métodos de Gestão nos Bancos”, também embasou uma ação civil pública contra o banco que tramita na Justiça do Trabalho de Curitiba e no movimento “Vítimas do HSBC” (www.vitimasdohsbc.com.br | www.facebook.com/VitimasdoHSBC).
SERVIÇO: Oficinas sobre assédio moral – Métodos de gestão e adoecimento: a luta sindical dos bancários por um trabalho digno
Data: Quinta e sexta-feira, 21 e 22 de janeiro de 2016
Local: Sindicato dos Bancários de Porto Alegre, R. Gen. Câmara, 424 – Centro, Porto Alegre.
Horário: 10h00 às 12h00.
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Livro que relata pesquisa sobre assédio moral será lançado em Porto Alegre no dia 18 de janeiro
Material traz análises jurídicas, sobre a saúde dos trabalhadores e dados que resultaram no movimento “Vítimas do HSBC”
No dia 18 de janeiro, véspera do primeiro dia do Fórum Social, será lançado em Porto Alegre o livro “Assédio Moral Organizacional – As vítimas dos Métodos de Gestão nos Bancos”. A publicação é fruto de uma extensa pesquisa realizada em Curitiba pelo Instituto Defesa da Classe Trabalhadora (Declatra) e o Sindicato dos Bancários da capital paranaense.
Na obra estão presente artigos de advogados, médicos e especialistas de outras áreas que traçam uma análise sobre os métodos de gestão, o assédio moral e suas consequências na vida dos trabalhadores. O livro ainda contém estatísticas levantadas pelos pesquisadores junto à Justiça do Trabalho, Ministério da Saúde, INSS e dados de homologações demissões de bancários.
“A ideia deste livro é apresentar de forma científica a forma perversa como o assédio moral reflete-se no ambiente de trabalho e também na vida dos trabalhadores. A publicação traz números, estatísticas, análises técnicas que comprovam de forma acadêmica a tese desenvolvida ao longo dos últimos dois anos”, explica o presidente do Instituto Declatra, Mauro Auache.
O trabalho foi desenvolvido por uma equipe multidisciplinar por meio da coleta de dados de órgãos oficiais. A constatação é de que os métodos de gestão dos bancos estão levando seus trabalhadores ao adoecimento em virtude do assédio moral organizacional.
Desta mesma pesquisa resultou o movimento “Vítimas do HSBC” que apresenta os dados aliado a depoimentos de trabalhadores que mostram como suas vidas foram transformadas. Uma delas, por exemplo, relata a sensação de peso quando acorda para ir ao trabalho e a forma como isso afeta sua vida pessoal, com a ausência de ânimo para sair de casa, se relacionar e, por exemplo, o medo de ficar em locais públicos. Por mais que a exaustão física e mental tente convence-la a descansar, o medo das constantes ameaças de demissão que sofre quase que diariamente, a impedem de qualquer estímulo neste sentido.
Segundo o advogado Nasser Allan, um dos coordenadores da pesquisa e do livro, não se trata de um modelo exclusivo do HSBC: relatos de trabalhadores em outros bancos são bem parecidos. “Mas demos ao movimento o nome de Vitimas do HSBC, pois ele é um dos grandes representantes dessa prática”, fala. Além disso, a saída do banco do país torna a pauta urgente, ao trazer insegurança aos mais de 22 mil trabalhadores.
O ASSÉDIO MATA – O abuso em dados
O estresse e a depressão são as doenças que mais atingem os bancários. As funcionárias mulheres são as que mais sofrem: dos trabalhadores que deixaram o banco acusando problemas de saúde, 62% são mulheres. Elas também representam 59% dos casos de assédio por danos morais.
Os fatos mais assustadores são sobre mortes e suicídios. Entre 2006 e 2013, houveram 7074 mortes de bancários no Brasil. A principal causa de morte, de acordo com dados do Ministério da Saúde, foi o infarto.
Outro dado que chamou a atenção dos pesquisadores é o fato de que, dos trabalhadores que citaram problemas de saúde em decorrência do trabalho, a maioria não tinha histórico de afastamento por doenças.
SERVIÇO: Lançamento do livro “Assédio Moral Organizacional – As vítimas dos Métodos de Gestão nos Bancos”
Data: Segunda-feira, 18 de janeiro de 2016.
Local: Sindicato dos Bancários de Porto Alegre, R. Gen. Câmara, 424 – Centro, Porto Alegre.
Horário: 19h00



