Vagner Freitas: Vamos fazer o maior 1º de Maio da nossa história, com uma assembleia nacional em defesa da democracia dos e direitos trabalhistas
Escrito por: CUT Nacional • Publicado em: 18/04/2016 – 01:58 • Última modificação: 18/04/2016 – 02:36

Foto: Edgar Marra
O dia 17 de abril de 2016 foi um dia histórico de mobilizações pelo Brasil em defesa da democracia. Mesmo com a admissão do pedido de abertura de impeachment da presidenta Dilma na Câmara dos Deputados, para a classe trabalhadora, a luta continua.
Agora a ação segue para o Senado, que é quem vai dizer se o processo deve ou não ser instaurado. Antes disso, é montada uma comissão com 42 senadores, sendo 21 titulares e 21 suplentes, que terá dez dias para elaborar um parecer. A presidenta só será intimada e afastada caso o Plenário decida que o processo deve ser instaurado.
Diante de milhares de manifestantes que se encontravam na Esplanada dos Ministérios, o presidente da CUT, Vagner Freitas, fez o primeiro discurso à militância logo após a votação.
“Se estão pensando que vão nos derrotar com o voto desse Congresso corrupto, estão muito enganados. Queremos dizer para esse presidente da Câmara que nós vamos persegui-lo até que seja preso”, disse o dirigente.
A marcha teve início às 13h do Ginásio Nilson Nelson e seguiu rumo à Esplanada dos Ministérios. Lideranças e militantes de entidades dos movimentos social, sindical, do campo e da cidade, partidos e parlamentares, participaram do ato em defesa da democracia.
Vagner, em sua fala a milhares de militantes que ainda estavam presentes no local após a votação, conclamou a todos para a mobilização do 1º de Maio, quando será realizada a assembleia nacional dos trabalhadores e trabalhadoras em defesa da democracia e dos direitos trabalhistas. “Vamos fazer o maior 1º de Maio da nossa história pela democracia e com o Cunha na cadeia”, ressaltou.
O presidente disse também que a CUT fará resistência no Senado a essa tentativa de golpe contra a presidenta Dilma. “Vamos fazer a resistência depois da maior unidade da esquerda. Somos o sal da terra desse Brasil e defensores da democracia. Não vamos aceitar o golpe”, reiterou.
Notícia colhida no sítio http://www.cut.org.br/noticias/a-luta-continua-c39c/
==============================
Vagner Freitas: processo golpista
Em editorial, o presidente nacional da CUT diz que a votação de hoje passará como marco de vergonha para a história. E promete mais luta
Escrito por: Vagner Freitas • Publicado em: 18/04/2016 – 00:15 • Última modificação: 18/04/2016 – 00:24
Foto: Tomaz Silva, Agência Brasil/Fotos Públicas
Sob os arcos da Lapa, militantes acompanharam a votação até o final
A admissão do pedido de abertura de impeachment da presidenta Dilma, na noite deste domingo, configura um golpe, a despeito da larga margem de votos contra o governo.
Prova inconteste disso é que a imensa maioria daqueles que votaram pelo impeachment não tratou do mérito do julgamento, que é o crime de responsabilidade fiscal – que no nosso entendimento não ocorreu.
Com justificativas tolas, indecorosas e desrespeitosas em relação ao eleitorado, como “em nome do meu filho”, “em nome do meu neto”, os golpistas, comandados por um réu, Eduardo Cunha, abriram um processo de impeachment golpista da presidenta democraticamente eleita.
Pessoas de caráter duvidoso ou de ficha suja, como o próprio Cunha e o vice-presidente Michel Temer, devem estar comemorando o resultado. Porém, este dia passará como marco de vergonha na história de nossa jovem democracia. As futuras gerações assim entenderão, assim como hoje os verdadeiros democratas entendem o golpe de 1964 e a perseguição a Getúlio Vargas, para citar apenas episódios recentes de nossa República.
O resultado dessa votação é um desrespeito aos mais de 54 milhões de votos obtidos por Dilma Rousseff em 2014 e a todos aqueles que nas últimas semanas foram às ruas se manifestar contra o golpe e em defesa da democracia.
A CUT não desistirá da luta, jamais. Estamos convencidos que aqueles que pretendem surrupiar o mandato de Dilma têm um programa de governo e um projeto de Estado recessivos, de contenção de investimentos públicos e desmanche de diversas políticas públicas que surgiram apenas a partir do primeiro governo do presidente Lula e que estão sendo mantidos pela presidenta Dilma.
Portanto, concentraremos nossas energias para reverter a decisão no Senado.
Assim como nos manteremos na defesa intransigente dos direitos da classe trabalhadora e dos excluídos, não importa o que o futuro nos reserve.
A hipocrisia hoje demonstrada pela maioria dos deputados e deputadas, muitos acusados de corrupção, ao afirmar que votam pelo impeachment para melhorar o País, será desmascarada pela história. E a marca de golpista ficará gravada em suas testas para sempre.
Vagner Freitas, presidente nacional da CUT
Notícia colhida no sítio http://www.cut.org.br/noticias/vagner-freitas-processo-golpista-b692/