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Financeiras de Curitiba e Londrina permanecem fechadas

Seis financeiras de Curitiba e uma em Londrina aderiram à greve 

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Financeiras de Curitiba aderiram à greve nacional.

 

 

 

 

 

 

 

 

Nesta quarta-feira (14), os financiários completam três dia de greve nacional e reforçam a greve dos bancários. Em Curitiba e Região, seis estabelecimentos estão fechados: BV Financeira da capital e de São José dos Pinhais, Banco Alfa, Losango e Aymoré, além do escritório da plataforma de crédito geral da BV que tem em média 180 trabalhadores. Os financiários reivindicam  a reposição da inflação, mais 5% de aumento real (15,81%). Além disso, pedem que haja avanços nas cláusulas de emprego, saúde, condições de trabalho e segurança.

Com data-base em 1º de junho, na semana passada os trabalhadores rejeitaram a proposta apresentada pela Federação Interestadual das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Fenacrefi). O índice proposto foi de apenas 7,86% (correspondendo a 80% do INPC de 9,83%), referente a junho de 2016, mais R$ 1.000 de abono. Ainda não foi marcada uma data para a próxima negociação.

Segundo Katlin Salles, secretária do Ramo Financeiro do Sindicato dos Bancários e Financiários de Curitiba e região, a Fenacrefi aguarda a negociação final entre a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e bancários para usar como base para os financiários, “até porque os donos dos bancos são praticamente os mesmos donos da financeiras”, observou. Ela denuncia que os financiários estão sofrendo muita pressão para furar a greve e afirma que que se o trabalhador não entender que somente com a resistência eles conseguirão algum avanço, a pressão patronal vai aumentar ainda mais. Katlin participa do Comando Nacional dos Financiários .

“Os banqueiros – também donos da financeiras  – não estão preocupados com os trabalhadores, estão focados somente no lucro, pois não estão interessados nem em negociar. Isso é uma falta de interesse no ser humano, no trabalhador. Vamos manter a greve, crescer cada vez mais e fortalecer o movimento. A luta também é contra a terceirização. Nas financeiras, sabemos que os terceirizados ganham um terço do piso dos financiários, executando serviços semelhantes. Se a terceirização for aprovada no Senado, significa desemprego e precarização. É contra isso também que temos que lutar”, afirmou Katlin.

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Bv Financeira de Londrina fechada. Greve dos financiários é nacional.

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Financeiras fechadas em Curitiba

Autor: Cinthia Alves

Fonte: FETEC-CUT-PR

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Denuncie abusos das financeiras 

O Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região orienta que os trabalhadores das financeiras não se sintam intimidados pelos boatos e ameaças dos gestores, pois a greve é um direito garantido por lei. Além disso, é importante guardar todo tipo de prova do assédio, como mensagens de celular, e-mails, fotos ou gravações. As denúncias de contingência e de coerção também devem ser encaminhadas ao Sindicato para que a entidade possa tomar as providências necessárias. O telefone para denúncias é: (41) 3015-0523. Leia mais orientações:

• O Artigo 9 do Capítulo II da Constituição Federal e a Lei de Greve (7.783/89) garantem o direito à greve.

• A greve é de todos, mas é importante que cada bancário faça a sua parte para a categoria alcançar seus objetivos.

• Denuncie ao Sindicato o assédio moral e a coação dos superiores para furar a greve ou trabalhar em outro local ou por acesso remoto.

• Se você for convidado para trabalhar durante a paralisação, não aceite. Grave o registro da mensagem ou e-mail, com hora e data, e encaminhe ao Sindicato.

• Trabalhar em casa durante a greve, além de desrespeitar e enfraquecer a luta da categoria, pode trazer problemas jurídicos, uma vez que isso não está previsto no contrato de trabalho.

• Os boatos vão tentar confundir a categoria. Acredite apenas nas informações divulgadas oficialmente pelo Sindicato. Acesse www.bancariosdecuritiba.org.br.

• Convença os demais bancários sobre a importância da greve e da unidade da categoria.

• Informe os clientes dos motivos da greve, da exploração e desrespeito dos bancos com clientes e usuários e das reivindicações dos bancários.

• Vá às atividades, passeatas, reuniões e assembleias convocadas pelo Sindicato. Elas são importantes para debater e fortalecer a estratégia de mobilização para pressionar os banqueiros.

• Tenha sempre em mãos o telefone do Sindicato: (41) 3015-0523.

Autor: Renata Ortega

Fonte: SEEB Curitiba

 

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