Brasília – O ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, disse hoje que apesar de não ter havido acordo na reunião da OMC, em Cancún, com relação ao fim dos subsídios agrícolas pelos países desenvolvidos, os países em desenvolvimento saíram fortalecidos. “O assunto não foi resolvido, mas a rodada não acabou”, disse Rodrigues, referindo-se a uma nova reunião marcada para dezembro. Segundo ele, nesse novo encontro a idéia é buscar um acordo que já foi desenhado em Cancún, sobre a redução dos subsídios agrícolas.
“Entre as regras definidas pelo acordo agrícola em 94, uma delas que se chama cláusula de paz, termina este ano, em 31 dezembro, e diz o seguinte: a partir de primeiro de janeiro do ano que vem, todo e qualquer subsídio agrícola que represente distorção de mercado pode ser contestado nos tribunais da OMC e pode ser eliminado. Esse é o grande instrumento de que o Brasil e os países em desenvolvinento ainda dispõem para enfrentar os países ricos”, disse o ministro, em entrevista ao programa Bom Dia Brasil, da TV Globo.
Para o ministro, a reunião em Cancún não foi um fracasso. “Eu acho que fracasso seria um acordo negativo para o Brasil. Nós deixamos de ganhar, mas não perdemos nada”. Na avaliação de Rodrigues, o G-21, que representa os países em desenvolvimento, foi a gande novidade da reunião da OMC e de Cancún e a grande vitória do Brasil como condutor do grupo.
“Todo documento do G-21 nasceu no Brasil, foi proposto pelo Brasil em Genebra, e a entrada no grupo de países como a China, a Índia, a África do Sul, o México, a Argentina e a Colômbia foi um projeto extraordinário que o Brasil comandou e deu ao País um destaque internacional muito grande, enquanto capacidade negociadora.
Rosana de Cassia
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Por Mhais• 15 de setembro de 2003• 09:22• Sem categoria
PAÍSES EM DESENVOLVIMENTO SAÍRAM FORTALECIDOS, DIZ MINISTRO
Brasília – O ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, disse hoje que apesar de não ter havido acordo na reunião da OMC, em Cancún, com relação ao fim dos subsídios agrícolas pelos países desenvolvidos, os países em desenvolvimento saíram fortalecidos. “O assunto não foi resolvido, mas a rodada não acabou”, disse Rodrigues, referindo-se a uma nova reunião marcada para dezembro. Segundo ele, nesse novo encontro a idéia é buscar um acordo que já foi desenhado em Cancún, sobre a redução dos subsídios agrícolas.
“Entre as regras definidas pelo acordo agrícola em 94, uma delas que se chama cláusula de paz, termina este ano, em 31 dezembro, e diz o seguinte: a partir de primeiro de janeiro do ano que vem, todo e qualquer subsídio agrícola que represente distorção de mercado pode ser contestado nos tribunais da OMC e pode ser eliminado. Esse é o grande instrumento de que o Brasil e os países em desenvolvinento ainda dispõem para enfrentar os países ricos”, disse o ministro, em entrevista ao programa Bom Dia Brasil, da TV Globo.
Para o ministro, a reunião em Cancún não foi um fracasso. “Eu acho que fracasso seria um acordo negativo para o Brasil. Nós deixamos de ganhar, mas não perdemos nada”. Na avaliação de Rodrigues, o G-21, que representa os países em desenvolvimento, foi a gande novidade da reunião da OMC e de Cancún e a grande vitória do Brasil como condutor do grupo.
“Todo documento do G-21 nasceu no Brasil, foi proposto pelo Brasil em Genebra, e a entrada no grupo de países como a China, a Índia, a África do Sul, o México, a Argentina e a Colômbia foi um projeto extraordinário que o Brasil comandou e deu ao País um destaque internacional muito grande, enquanto capacidade negociadora.
Rosana de Cassia
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