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Por 13:29 Itaú, Recentes

Itaú: Great Place to Work não condiz com a realidade de assédio e metas

O Itaú Unibanco obteve o primeiro lugar no Great Place to Work, uma certificação internacional que atesta os melhores lugares para se trabalhar. Esse selo é amplamente divulgado pelas empresas e usado como instrumento de atração de trabalhadores no LinkedIn. Mas, no mundo real, não é isso que bancários estão vivendo no banco. A cobrança exacerbada das metas vem acompanhada de assédio moral, afastando diversos trabalhadores por problemas de saúde mental, como depressão, síndrome do pânico e burnout.

Nas agências físicas do novo modelo “Espaço Itaú de Negócios”, soma-se ao problema das metas, a ausência de vigilantes e de porta giratória, criando um clima de medo entre os bancários, que ficam vulneráveis a assaltos e outras situações de risco. “Um ambiente de uma empresa Great Place to Work deveria ser construído com respeito às pessoas, sejam os trabalhadores, sejam os clientes, sem adoecimentos e com condições adequadas de trabalho. Mas essa não é a realidade que vemos no Itaú!”, pontua a representante do Paraná na COE/Itaú, Vandira Martins. “Vamos exigir agora, de forma muito mais enérgica, que o Itaú seja realmente um ótimo lugar para se trabalha”, completa.

O movimento sindical vem comunicando o Itaú há vários meses sobre os problemas enfrentados pelos trabalhadores nas agências físicas e digitais. Além disso, os representantes dos trabalhadores cobram uma ação imediata para que essas situações sejam resolvidas. A última reunião de negociação com o banco foi realizada em 13 de abril. “Precisamos que o banco pare de fechar agências, de demitir bancários e de contratar terceirizados”, finaliza Vandira Martins.

Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários de Curitiba e região, com informações do SP Bancários

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