A situação da deputada Carla Zambelli (PL-SP) já era bem delicada desde quando, na véspera do segundo turno da eleição presidencial de 2022, perseguiu, com uma arma em punho, um homem pelas ruas da cidade de São Paulo.
No entanto, a situação de Zambelli se deteriorou ainda mais na manhã desta quarta-feira (2), quando a Polícia Federal deflagrou a Operação 3FA, que realizou busca e apreensão no apartamento funcional e gabinete de Zambelli.
A ação da PF também culminou na prisão preventiva de Walter Delgatti, o “hacker de Araraquara”, que, em depoimento à PF, revelou que invadiu o sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e realizou a inserção de documentos e alvarás de soltura falsos no Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP), sob comando de Carla Zambelli.
Diante de tal cenário e do fato de que o processo de cassação movido pelo PSB contra Carla Zambelli no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, por ter xingado o ministro Flávio Dino, é o primeiro da fila para ser analisado, o Partido Liberal, legenda da parlamentar, dá como certa a cassação da deputada.
Além disso, a direção do PL e boa parte da bancada do partido na Câmara não devem se esforçar para salvar o mandato de Carla Zambelli, que é apontada como responsável pela derrota do ex-presidente Jair Bolsonaro no segundo turno da eleição presidencial de 2022.
Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados
Fonte: Revista Fórum