Folha de S. Paulo
Os bancários do Banco do Brasil rejeitaram a proposta da instituição, que ofereceu reajustes diferenciados dependendo da faixa salarial dos empregados, e ameaçam entrar em greve por tempo indeterminado a partir de terça-feira. No país, são 79 mil funcionários, informa a Confederação Nacional dos Bancários.
A greve seria em conjunto com os petroleiros, que também recusaram a proposta do Petrobras -10,7% de reajuste, índice inferior ao aumento de 22,3% reivindicado pelos 35 mil petroleiros.
“Se até segunda-feira não houver outra proposta de acordo, só nos resta parar”, disse José Ricardo Sasseron, coordenador da comissão de empresa dos funcionários do Banco do Brasil. Na segunda, está prevista nova reunião entre bancários e do BB. Sem acordo, a categoria deve deflagar greve na noite de segunda.
Os empregados reivindicam a mesma proposta da Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) aprovada pelos bancários do setor privado: reajuste de 12,6% sobre os salários, abono de R$ 1.500 e participação nos lucros e resultados (PLR) de 80% do salário mais R$ 650 fixos.
Segundo a confederação, a proposta do BB foi de conceder reajuste de 12,6% para quem recebem piso salarial (R$ 798) -11 mil funcionários- e para metade dos 20 mil comissionados (ganham salário fixo mais comissão, que varia de acordo com o cargo). Para os 48 mil empregados fora dessas faixas salariais, o reajuste proposto varia entre 4% e 11%. O abono de R$ 1.500 foi oferecido para todas as faixas salariais e a PLR é vinculada a metas.
O BB informou que a maioria das reivindicações da categoria é atendida pela proposta da instituição, que oferece 6% de reajuste sobre o salário base de quem ganha acima do piso e nenhum aumento sobre o comissionamento do funcionário.
A Confederação Nacional dos Bancários vai orientar os 56 mil funcionários da Caixa a aprovarem a proposta de reajuste da instituição financeira em assembléias marcadas para a próxima semana. “[A proposta] não é nenhuma Brastemp, mas estamos há oito anos sem reajuste”, disse Fernando Neiva, membro da comissão executiva de empregados da CEF. A proposta prevê reajuste de 12,6% sobre o salário, R$ 1.500 de abono, PLR de 80% sobre o piso mais R$ 650 fixos e cesta-alimentação de R$ 80.
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Por Mhais• 8 de fevereiro de 2003• 09:31• Sem categoria
BANCÁRIOS E PETROLEIROS MARCAM GREVE
Folha de S. Paulo
Os bancários do Banco do Brasil rejeitaram a proposta da instituição, que ofereceu reajustes diferenciados dependendo da faixa salarial dos empregados, e ameaçam entrar em greve por tempo indeterminado a partir de terça-feira. No país, são 79 mil funcionários, informa a Confederação Nacional dos Bancários.
A greve seria em conjunto com os petroleiros, que também recusaram a proposta do Petrobras -10,7% de reajuste, índice inferior ao aumento de 22,3% reivindicado pelos 35 mil petroleiros.
“Se até segunda-feira não houver outra proposta de acordo, só nos resta parar”, disse José Ricardo Sasseron, coordenador da comissão de empresa dos funcionários do Banco do Brasil. Na segunda, está prevista nova reunião entre bancários e do BB. Sem acordo, a categoria deve deflagar greve na noite de segunda.
Os empregados reivindicam a mesma proposta da Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) aprovada pelos bancários do setor privado: reajuste de 12,6% sobre os salários, abono de R$ 1.500 e participação nos lucros e resultados (PLR) de 80% do salário mais R$ 650 fixos.
Segundo a confederação, a proposta do BB foi de conceder reajuste de 12,6% para quem recebem piso salarial (R$ 798) -11 mil funcionários- e para metade dos 20 mil comissionados (ganham salário fixo mais comissão, que varia de acordo com o cargo). Para os 48 mil empregados fora dessas faixas salariais, o reajuste proposto varia entre 4% e 11%. O abono de R$ 1.500 foi oferecido para todas as faixas salariais e a PLR é vinculada a metas.
O BB informou que a maioria das reivindicações da categoria é atendida pela proposta da instituição, que oferece 6% de reajuste sobre o salário base de quem ganha acima do piso e nenhum aumento sobre o comissionamento do funcionário.
A Confederação Nacional dos Bancários vai orientar os 56 mil funcionários da Caixa a aprovarem a proposta de reajuste da instituição financeira em assembléias marcadas para a próxima semana. “[A proposta] não é nenhuma Brastemp, mas estamos há oito anos sem reajuste”, disse Fernando Neiva, membro da comissão executiva de empregados da CEF. A proposta prevê reajuste de 12,6% sobre o salário, R$ 1.500 de abono, PLR de 80% sobre o piso mais R$ 650 fixos e cesta-alimentação de R$ 80.
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