(Brasília) A CPI do Banestado identificou na última segunda-feira uma nova modalidade de evasão de divisas do Brasil para o exterior, durante a primeira de uma série de diligências das subcomissões criadas para auxiliar os trabalhos da CPI em oito localidades do país. O encontro aconteceu em Santa Catarina.
O relator da CPI, deputado José Mentor (PT-SP), afirmou que foi identificada uma rede em Blumenau operando com o chamado “dólar a cabo”. O esquema consiste em “trocar” depósitos em dólares nos Estados Unidos por depósitos equivalentes em reais no Brasil, ou vice-versa, por meio de fax ou telefone. “Assim, não há venda de moeda, não há como identificar a origem nem como justificar o depósito. É uma continuação, é uma sofisticação do esquema de evasão que identificamos no Banestado em Foz do Iguaçu (PR). Já há registro de doleiros de várias regiões que estão operando o dólar a cabo, inclusive um que operava no Banestado e passou a adotar esse esquema em Blumenau”, afirmou o relator.
Segundo José Mentor, parte da movimentação é feita por meio de casas de câmbio de Blumenau. A CPI recebeu ainda uma relação de nomes de pessoas físicas e jurídicas suspeitas de integrar o esquema. “Já imaginávamos que essa operação existia. Mas o detalhamento das informações nos foi dado sob sigilo”, afirmou.
Em Santa Catarina, a subcomissão se reuniu com juízes de Blumenau e Florianópolis e com procuradores de Blumenau, Florianópolis e Tubarão e recebeu informações adicionais sobre investigações relacionadas à evasão de divisas por meio do Banestado. “Foram reuniões esclarecedoras, mas ainda temos de completar as investigações”, disse o relator.
A segunda diligência será realizada em São Paulo, de amanhã a sábado, e ouvirá os depoimentos da ex-funcionária da Banco Cidade Sheila Abade – apontada como doleira por depoentes na CPI -, do ex-funcionário da Mendes Júnior Joel Guedes Fernandes e de dois ex-diretores do Banco Central, Daniel Gleizer e Demósthenes Madureira de Pinho Neto.
Na seqüência, as subcomissões farão diligências em São José do Rio Preto (SP) entre 20 e 22 de outubro; em Campinas (SP), dias 23, 24 e 25; no Rio de Janeiro (RJ), entre 26 e 28; em Curitiba (PR) e Foz do Iguaçu nos dias 30 e 31 de outubro e 1º de novembro; e em Belo Horizonte (MG), entre 3 e 5 de novembro.
Fonte: Informes PT
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Por Mhais• 15 de outubro de 2003• 12:10• Sem categoria
CPI DO BANESTADO IDENTIFICA NOVO MODELO DE FRAUDE
(Brasília) A CPI do Banestado identificou na última segunda-feira uma nova modalidade de evasão de divisas do Brasil para o exterior, durante a primeira de uma série de diligências das subcomissões criadas para auxiliar os trabalhos da CPI em oito localidades do país. O encontro aconteceu em Santa Catarina.
O relator da CPI, deputado José Mentor (PT-SP), afirmou que foi identificada uma rede em Blumenau operando com o chamado “dólar a cabo”. O esquema consiste em “trocar” depósitos em dólares nos Estados Unidos por depósitos equivalentes em reais no Brasil, ou vice-versa, por meio de fax ou telefone. “Assim, não há venda de moeda, não há como identificar a origem nem como justificar o depósito. É uma continuação, é uma sofisticação do esquema de evasão que identificamos no Banestado em Foz do Iguaçu (PR). Já há registro de doleiros de várias regiões que estão operando o dólar a cabo, inclusive um que operava no Banestado e passou a adotar esse esquema em Blumenau”, afirmou o relator.
Segundo José Mentor, parte da movimentação é feita por meio de casas de câmbio de Blumenau. A CPI recebeu ainda uma relação de nomes de pessoas físicas e jurídicas suspeitas de integrar o esquema. “Já imaginávamos que essa operação existia. Mas o detalhamento das informações nos foi dado sob sigilo”, afirmou.
Em Santa Catarina, a subcomissão se reuniu com juízes de Blumenau e Florianópolis e com procuradores de Blumenau, Florianópolis e Tubarão e recebeu informações adicionais sobre investigações relacionadas à evasão de divisas por meio do Banestado. “Foram reuniões esclarecedoras, mas ainda temos de completar as investigações”, disse o relator.
A segunda diligência será realizada em São Paulo, de amanhã a sábado, e ouvirá os depoimentos da ex-funcionária da Banco Cidade Sheila Abade – apontada como doleira por depoentes na CPI -, do ex-funcionário da Mendes Júnior Joel Guedes Fernandes e de dois ex-diretores do Banco Central, Daniel Gleizer e Demósthenes Madureira de Pinho Neto.
Na seqüência, as subcomissões farão diligências em São José do Rio Preto (SP) entre 20 e 22 de outubro; em Campinas (SP), dias 23, 24 e 25; no Rio de Janeiro (RJ), entre 26 e 28; em Curitiba (PR) e Foz do Iguaçu nos dias 30 e 31 de outubro e 1º de novembro; e em Belo Horizonte (MG), entre 3 e 5 de novembro.
Fonte: Informes PT
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