A Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Paraná (Fetec-CUT/PR) e seus dez sindicatos filiados (Curitiba, Apucarana, Arapoti, Campo Mourão, Cornélio Procópio, Campo Mourão, Guarapuava, Londrina, Paranavaí, Toledo e Umuarama) vem a público repudiar os ataques machistas e misóginos sofridos pela ministra do Meio Ambiente Marina Silva.
Silva foi vítima de uma ação covarde perpetrada pelos senadores Plínio Valério (PSDB-AM) e Marcos Rogério (PL-RO) durante uma audiência na Comissão de Infraestrutura do Senado, à qual ela havia sido chamada para falar da criação de áreas de conservação na região Norte.
Os dois senadores tentaram deslegitima-la e a desrespeitaram. A ministra cobrou respeito dos dois políticos e, diante da recusa de trata-la de forma justa, ela encerrou sua participação na audiência.
Em pleno 2025, é triste constatar que a extrema direita age de forma misógina, tentando rebaixar as mulheres e fazendo pouco caso do espaço conquistado por elas, espaço este que veio com muita luta, sangue, suor e lágrimas. A secretária da Mulher da Fetec/PR, Lucimara Carnietto Ferreira Alberini, reagiu indignada ao tratamento dispensado para Marina Silva. “Não podemos ficar caladas diante de um ataque tão vil e covarde como este. A ministra, uma mulher negra da Amazônia, tem uma trajetória de luta, de ética, de coragem. Os extremistas não aceitam que uma mulher com estas características tenha chegado tão longe e parte para a agressão. Toda a nossa solidariedade para Marina Silva e que sua voz possa ecoar e se fortalecer diante de tanta covardia”, encerra.
Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
Texto: Flávio Augusto Laginski
Fonte: Fetec/PR