Nesta terça-feira, 19 de agosto, foi realizada na Câmara dos Deputados, em Brasília, uma audiência pública para discutir os altos valores cobrados no plano de saúde dos aposentados do Itaú. A iniciativa foi provocada pelo movimento sindical, apresentada pela deputada federal Érika Kokay (PT) e contou com a participação de dirigentes sindicais de todo o País, inclusive do Paraná.
O objetivo foi expor os prejuízos sofridos pelos aposentados do banco após as mudanças nas regras do plano, além de construir soluções coletivas que garantam a manutenção desse direito fundamental: o acesso à saúde. Muitos ex-bancários enfrentam, atualmente, mensalidades que chegam a R$ 2.135,71 por pessoa, valor que pode ultrapassar R$ 4.271,42 para um casal. Esse cenário decorre do fim da contribuição parcial do Itaú, prevista na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), tornando o custeio inviável para a maioria.
Desde outubro de 2023, o tema vem sendo debatido em um processo mediado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT). A principal reivindicação é que os valores sejam compatíveis com a renda dos aposentados e que haja isonomia em relação aos funcionários da ativa, com os mesmos critérios de subsídio aplicados pelo banco, pela Fundação Itaú Unibanco de Previdência Complementar e pela Fundação Saúde Itaú.
“Ao longo da vida, esses trabalhadores contribuíram para o crescimento do Itaú. Agora, quando mais precisam de amparo, são penalizados com cobranças abusivas que inviabilizam o acesso à saúde. O banco tem total capacidade de assegurar esse direito, e é isso que estamos reivindicando: respeito e dignidade para quem dedicou anos de trabalho à instituição”, afirma Vanderleia de Paula, secretária de Saúde e Condições de Trabalho da Fetec-CUT/PR.
Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários de Curitiba e região