O Sindicato dos Bancários e Financiários de Curitiba e região recebeu, no dia 19 de março, três representantes da Superintendência de Relações Sindicais do banco Itaú, localizada em São Paulo, para tratar de respostas a diferentes denúncias apuradas na base territorial da entidade.
“Há diversas demandas locais que precisam de outro olhar do banco, principalmente relacionadas à sua responsabilidade social. Um banco com o resultado do Itaú precisa e pode fazer mais pelos trabalhadores, clientes e usuários”, explica Cristiane Paula Zacarias, presidenta do Sindicato.

Atendimento aos aposentados
O Sindicato acompanha denúncias que aposentados estariam esperando, inclusive do lado de fora de portas de agências, tempo superior a 3 horas por atendimento em Curitiba.
O atendimento a esses aposentados são, inclusive, parte de estratégia de negócios do Itaú, que assumiu nacionalmente a carteira de pagamento de benefícios da Previdência Social. Ou seja, se o Itaú pretende tornar os idosos seus clientes, o atendimento está muito longe do adequado.
O Sindicato entende que se o banco Itaú se compromete com uma carteira de pagamento de benefícios como estratégia de negócios, deveria, no mínimo, preventivamente ampliar suas estruturas, como abertura de mais agências, ampliação da infraestrutura e disponibilização de mais funcionários.
Mas, o que acontece é o contrário: concentração de aposentados em determinados locais porque outros foram fechados. “Neste caso, apontamos ao banco a importância reorganizar todas as agências nesse formato, já que seus trabalhadores, assim como os aposentados, ficam submetidos a condições inadequadas, muitas vezes desumanas”, salienta Vandira Martins de Oliveira, dirigente sindical e funcionária do Itaú.
Estrutura inadequada no Polo Empresas
No Polo Empresas Curitiba, o Itaú mantém trabalho presencial sem a estrutura adequada para o número de trabalhadores: são mais de 200 funcionários para menos de 170 cadeiras. Existem relatos que trabalhadores de equipes que se revezam em ilhas com 12 pessoas para seis cadeiras.
Conforme denúncias que chegaram ao Sindicato, os bancários chegam para trabalhar e não têm acesso a uma mesa de trabalho, improvisam em sofás e pufs. E quando tentam pegar uma cadeira extra da sala de reuniões, são ameaçados com advertência por tirar a cadeira do lugar.
Metas para estagiários
Um outro tipo de denúncia recorrente que o Sindicato levou aos representantes da Superintendência de Relações Sindicais do Itaú é a utilização do trabalho dos estagiários, caracterizando desvio de função, para fins de bater metas.
Isso estaria acontecendo pela pressão absurda que os bancários sofrem pelo cumprimento de metas, que acabam dividindo demandas com seus subordinados – entre eles os estagiários – para dar conta da cobrança do banco.
“O Sindicato já havia interpelado o banco sobre a prática. Com a redução brutal de trabalhadores bancários, o fechamento de vagas, o Itaú se utilizou de mão de obra barata e desvio de função”, afirma Junior Cesar Dias, representante do Paraná na COE Itaú, que conduziu a reunião.
Demissão de adoecidos
O Sindicato acompanha com preocupação a situação de trabalhadores adoecidos que são demitidos, como evidente descumprimento da Convenção Coletiva de Trabalho pelo Itaú. Foi levada à Superintendência a dúvida sobre como o banco tem interpretado sua responsabilidade diante das garantias da CCT.
Nessas demissões, aspectos sociais não foram considerados, assim como o entendimento de que o adoecimento está relacionado ao trabalho, e uma decisão objetiva do banco trata a situação como um problema, sem qualquer compromisso social.
Relações Sindicais
Como porta-vozes do banco, os representantes da Superintendência de Relações Sindicais buscaram justificar as diversas questões apresentadas, mas os representantes do Sindicato apontaram a necessidade de medidas efetivas e permanentes de resolução.
Quanto ao atendimento aos aposentados, explicaram que está em análise a situação, pretendem melhorar o atendimento com adequações pontuais, como direcionamento de mais pessoas para o atendimento em dias de muita demanda.
Sobre a estrutura no Polo Empresas, banco informou que vai resolver com a administração do prédio até o final do mês de março para que todos e todas tenham estações de trabalho disponíveis.
Sobre a meta para os estagiários, o Itaú atribuiu a prática a orientações de gestores, dizendo que não compactua com o repasse dessas demandas e que tomará medidas internas para evitar que aconteça.
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Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários de Curitiba e região