Ogoverno Lula publicou uma nova medida provisória que autoriza a liberação de um novo aporte de R$ 330 milhões em crédito extraordinário a fim de subsidiar o consumo do gás de cozinha importado, em vista da crise internacional no setor de hidrocarbonetos causada pelo fechamento do Estreito de Ormuz.
A medida tem como objetivo reduzir a transmissão da inflação de preços para o consumidor doméstico.
Antes, o governo já havia adotado uma medida de isenção dos impostos federais sobre o diesel importado, atendendo à demanda do setor de logística de transportes dependente do insumo, e financiou, por meio da União, a subvenção ao consumo estadual do combustível com o auxílio dos estados.
Essas medidas funcionam como “amortecedores” de choques internacionais num contexto de alta geral do petróleo cru, cujo preço por barril atingiu cerca de US$ 115 nesta segunda-feira (28), média bem acima do usual (que varia entre uma faixa de US$ 69–75).
A Medida Provisória nº 1.351/2026 libera o crédito emergencial para subsidiar o consumo do gás de cozinha, item básico para a cesta de famílias de baixa renda.
Os aumentos no GLP (o gás de cozinha) impactam de forma direta o índice geral de preços da economia. O Brasil é parcialmente dependente das importações do insumo, e compra o equivalente a cerca de 25% de toda a demanda consumida nacionalmente.
O subsídio sobre o GLP importado é de R$ 850 por tonelada, para equipará-lo ao preço nacional.
A subvenção ao gás de cozinha estava inicialmente prevista para abril e maio, mas admite possibilidade de prorrogação de acordo com os acontecimentos internacionais.
Foto: Ricardo Stuckert/PR
Texto: Anne Silva
Fonte: Revista Fórum