fetec@fetecpr.com.br | (41) 3322-9885 | (41) 3324-5636

Por 11:58 Notícias

Fogo no parquinho: Michelle expõe Flávio Bolsonaro machista e autoritário com veto a 3 mulheres nas eleições

Chamada de “autoritária” pelo enteado por interferir nas negociações com Ciro Gomes (PSDB) nas eleições do Ceará, Michelle Bolsonaro (PL) deu o troco e expôs o lado machista e autoritário de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no vídeo em que conta os bastidores da negociata e da briga no núcleo central do clã Bolsonaro divulgado na noite desta quarta-feira (25).

Presidenta do PL Mulher, Michelle Bolsonaro contou que Flávio Bolsonaro e seus aliados, entre eles o coordenador da campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN) trabalham para vetar as três indicações de mulheres para o Senado, feitas por ela, entre 17 que “teríamos direito”.

Michelle cita Carol De Toni (PL-SC), que foi trocada pelo forasteiro Carlos Bolsonaro em Santa Catarina; Bia Kicis, que enfrenta problemas com Ibaneis Rocha (MDB) no Distrito Federal; e Priscila Costa (PL-CE), motivo da briga com André Fernandes (PL-CE) no Ceará, que teve aval de Flávio Bolsonaro para colocar o nome do pai, Alcides Fernandes.

Segundo Michelle, Piscila Costa “dedicou-se integralmente à campanha de André, aproximando o público feminino, diminuindo a rejeição, abrindo portas que estavam fechadas” na eleição à Prefeitura de Fortaleza em 2024.

“E o que ela recebeu recebeu em retribuição é revoltante. Reconhecer, ser grato e retribuir o bem a quem nos ajuda é sinal de nobreza e de lealdade. Mas o agradecimento a Priscila parece estar vindo em forma de perseguição e desprezo”, diz.

Em seguida, Michelle revela o lado autoritário de Flávio Bolsonaro ao desprezar seu trabalho junto ao eleitorado feminino, justamente o eleitorado onde Lula tem grande vantagem e causa derretimento e desespero no senador.

“Deixa eu te mostrar o tamanho dessa injustiça. Em 2026 serão 54 vagas para o Senado Federal. Em comparação, se aplicarmos a regra dos 30% para candidaturas femininas, teríamos direito a 17 vagas para mulheres no partido. Eu pedi apenas três: Priscila Costa, Carol Ditoni e Bia Kicis. Três vagas, de 17 que poderíamos ter e tem sido uma batalha diária para manter essas três. Isso é muito desgastante”, disse Michelle.

Michelle ainda expôs a agressividade do enteado, que vem tentando se pintar como “moderado” para se apresentar às mulheres, ao eleitorado de Centro e à chamada terceira via, consórcio que une Centrão, mídia liberal e Faria Lima.

“á que a aliança com o Ciro é tão boa, por que que o André não disponibiliza a vaga do seu próprio pai? Estranho, né? Por que sua mulher tem que ceder? Não dá para aceitar. E foi exatamente isso que me assustou quando cheguei a Brasília. Vi as postagens do Flávio contra mim nas redes sociais. Palavras duras, tom agressivo, defendendo André Fernandes”, afirmou sobre a publicação de Flávio nas redes.

Depois, Michelle ainda detalha o tom da conversa pelo telefone com o enteado, em que diz que foi humilhada.

“Algumas horas depois da postagem ele retornou a ligação. Mas sinceramente para falar o que ele me falou seria melhor se ele não tivesse ligado. Ele foi muito ríspido, me desrespeitou e me maltratou. telefone. E eu não tinha feito nada contra ele. Ele disse que seria melhor eu ficar fora das decisões do partido. Disse que eu havia chegado ontem e não entendia nada de política. Diante dessa humilhação, eu disse a ele que estava tudo bem. Entendi que ele não queria o meu apoio ou que este era insignificante. E então eu me recolhi. Fiquei na minha e assim permaneço”, afirmou.

Veja o vídeo na íntegra

Texto: Plinio Teodoro

Fonte: Revista Fórum

Close