A Caravana da Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Paraná (Fetec-CUT/PR) realizou hoje (14) o segundo dia de mobilização nos sindicatos da regional Pactu, com atividades em Toledo. A iniciativa percorre o estado para dialogar com a categoria sobre os desafios da campanha salarial deste ano e fortalecer a organização dos trabalhadores na luta por valorização, respeito e melhores condições de trabalho.
A mobilização reforça que os bancários estão prontos para enfrentar mais uma campanha marcada pela falta de empatia dos banqueiros, que seguem acumulando lucros bilionários enquanto reduzem estruturas, fecham agências, eliminam postos de trabalho e ampliam a sobrecarga sobre os funcionários. O resultado é o aumento das filas, a piora no atendimento à população e o adoecimento crescente da categoria.
Durante a atividade, o presidente do Sindicato dos Bancários, Financiários e Trabalhadores do Ramo Financeiro de Toledo e Região (Sintrafi), Fernando Comasseto, denunciou o impacto do fechamento de agências para trabalhadores e clientes. Segundo ele, “a população enfrenta dificuldades para encontrar atendimento, precisa se deslocar por longas distâncias e encara filas que ultrapassam duas horas”. Comasseto também destacou que os bancários convivem diariamente com assédio e excesso de trabalho, fatores que têm provocado o adoecimento físico e mental dos trabalhadores. “Vamos seguir lutando até mudar essa realidade. Exigimos respeito aos bancários e à população”, afirmou.
O presidente da Fetec-CUT/PR, Deonísio Schmidt, ressaltou que a Campanha Nacional dos Bancários será marcada por uma forte mobilização diante da lógica dos bancos de ampliar os lucros às custas da exploração dos trabalhadores e da precarização do atendimento. Ele criticou o fechamento de agências mesmo diante dos resultados bilionários do setor, citando o lucro do Itaú enquanto a população enfrenta filas, demora no atendimento e falta de estrutura.
Deonísio defendeu a “abertura de novas agências, a contratação de mais bancários, a valorização dos salários e dos benefícios e uma distribuição mais justa dos lucros”. Também criticou a manutenção de juros elevados, que favorecem os ganhos do sistema financeiro e penalizam toda a sociedade. Para o dirigente, a campanha salarial vai além das reivindicações da categoria, pois também defende um atendimento bancário digno e de qualidade para a população.
Texto: Flávio Augusto Laginski
Fonte: Fetec/PR