A mobilização do movimento sindical conquistou uma importante vitória na luta contra a terceirização irregular no Santander. Após anos de denúncias, negociações, manifestações e pressão das entidades representativas dos bancários, cerca de 600 trabalhadores contratados de forma irregular pelo banco voltaram a integrar a categoria bancária.
O resultado representa mais um avanço na defesa dos direitos da categoria e reforça a importância da organização dos trabalhadores para combater práticas que precarizam as relações de trabalho e retiram direitos garantidos pela Convenção Coletiva de Trabalho (CCT).
A coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander, Ana Marta Lima, destaca que a conquista é fruto de uma atuação permanente do movimento sindical. “Ao longo dos últimos anos, o movimento sindical realizou atos, manifestações, campanhas e diversas ações para denunciar o processo de terceirização e a contratação irregular de trabalhadores que exerciam atividades tipicamente bancárias, mas sem os direitos garantidos pela Convenção Coletiva de Trabalho da categoria. Esse resultado demonstra que a mobilização coletiva faz a diferença”, afirma.
Apesar do avanço, Ana Marta ressalta que a medida ainda está longe de reparar todos os impactos causados pela política adotada pelo banco. “O retorno de aproximadamente 600 trabalhadores representa apenas uma pequena parcela diante do amplo processo de terceirização implementado pelo Santander nos últimos anos. Esperamos que o banco continue revendo essa prática e reintegre todos os trabalhadores que desempenham atividades bancárias à categoria, assegurando os mesmos direitos e condições de trabalho”, acrescenta.
Para a secretária de Relações Internacionais da Contraf-CUT e funcionária do Santander, Rita Berlofa, a conquista reforça a importância da organização dos trabalhadores na defesa da categoria. “Esse é um resultado importante da atuação firme e persistente do movimento sindical em defesa dos bancários. A terceirização irregular enfraquece direitos, fragmenta a categoria e amplia a precariz
Fonte: Contraf-CUT