Wagner Gomes – GloboNews.com
SÃO PAULO – O Tribunal Regional do Trabalho vai fazer uma última tentativa de conciliação entre os sindicatos e a Volkswagen antes de julgar no final da tarde a greve, que já dura mais de uma semana. Uma audiência de reconciliação foi marcada para às 12h30m na sede do Tribunal, na rua da Consolação, no centro da cidade. Se não houver acordo a greve será julgada às 17 horas.
Ontem, a Volkswagen informou que não vai negociar diretamente com os metalúrgicos o reajuste salarial e que vai esperar a decisão do TRT. Segundo a diretora de Assuntos Corporativos da montadora, Júnia Nogueira de Sá, ao não oferecer aumento real de salário aos metalúrgicos a empresa está sendo coerente com a reestruturação, que prevê a demissão de 3.910 trabalhadores nas unidades de Taubaté e São Bernardo do Campo. Em São Bernardo do Campo, os metalúrgicos têm garantia de emprego até novembro de 2006. Em Taubaté, apenas até fevereiro de 2004.
– Vamos aguardar o julgamento, é uma questão de coerência com as ações que temos tomado até agora – afirmou a diretora, acrescentando que a montadora costuma seguir a determinação da Justiça do Trabalho, mas ainda poderá recorrer ao Tribunal Superior do Trabalho (TST), em Brasília.
A Volkswagen aceita repor integralmente a inflação acumulada nos últimos doze meses, concedendo reajuste de 15,7%. As três fábricas da montadora em São Paulo – São Bernardo do Campo, São Carlos e Taubaté – estão paradas. Somente a Volkswagen não apresentou proposta aos trabalhadores. Scania, Ford, Mercedes-Benz, Honda, Toyota e General Motors já fecharam acordo na semana passada.
O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, José Lopez Feijóo, acusou a montadora de contratar mais de 120 homens para intimidar os trabalhadores na fábrica. Ele disse que o sindicato não está fazendo um movimento violento, como acusa a Volkswagen.
Os trabalhadores da Volkswagen em São Bernardo decidiram em assembléia nesta terça-feira manter a greve. Os 4 mil metalúrgicos que participaram da assembléia resolveram permanecer na fábrica o dia inteiro fazendo passeatas internas. A linha de produção está totalmente parada. Em Taubaté, os metalúrgicos voltaram hoje de licença remunerada, mas não puderam trabalhar porque falta peças para a montagem dos carros. Os componentes são fabricados nas fábricas de São Bernardo e São Carlos.
Nesta manhã, acontece uma nova rodada de negociações entre a Federação Estadual dos Metalúrgicos da CUT e o grupo 3, que representa as autopeças, forjarias e indústrias de parafusos, na tentativa de se chegar a um acordo coletivo da categoria. Dos 260 mil metalúrgicos representados pela Federação dos Metalúrgicos da CUT 90 mil estão nas autopeças. Pode acontecer hoje também uma contraproposta patronal do grupo 9, de máquinas, equipamentos e eletroeletrônicos.
Notícias recentes
- Desemprego no 1º trimestre é de 6,1%, o menor já registrado no período
- Contraf-CUT lamenta o falecimento do dirigente sindical Daniel Machado Gaio
- A reação de Lula à decisão do Senado de rejeitar Messias para o STF
- Após estratégias para reduzir os preços da gasolina e do diesel, governo Lula lança pacote para subsidiar o gás de cozinha
- Brasil ultrapassa EUA pela 1ª vez em ranking de liberdade de imprensa
Comentários
Por Mhais• 4 de novembro de 2003• 11:19• Sem categoria
VOLKS: TRT FAZ ÚLTIMA TENTATIVA DE CONCILIAÇÃO ANTES DE JULGAR GREVE
Wagner Gomes – GloboNews.com
SÃO PAULO – O Tribunal Regional do Trabalho vai fazer uma última tentativa de conciliação entre os sindicatos e a Volkswagen antes de julgar no final da tarde a greve, que já dura mais de uma semana. Uma audiência de reconciliação foi marcada para às 12h30m na sede do Tribunal, na rua da Consolação, no centro da cidade. Se não houver acordo a greve será julgada às 17 horas.
Ontem, a Volkswagen informou que não vai negociar diretamente com os metalúrgicos o reajuste salarial e que vai esperar a decisão do TRT. Segundo a diretora de Assuntos Corporativos da montadora, Júnia Nogueira de Sá, ao não oferecer aumento real de salário aos metalúrgicos a empresa está sendo coerente com a reestruturação, que prevê a demissão de 3.910 trabalhadores nas unidades de Taubaté e São Bernardo do Campo. Em São Bernardo do Campo, os metalúrgicos têm garantia de emprego até novembro de 2006. Em Taubaté, apenas até fevereiro de 2004.
– Vamos aguardar o julgamento, é uma questão de coerência com as ações que temos tomado até agora – afirmou a diretora, acrescentando que a montadora costuma seguir a determinação da Justiça do Trabalho, mas ainda poderá recorrer ao Tribunal Superior do Trabalho (TST), em Brasília.
A Volkswagen aceita repor integralmente a inflação acumulada nos últimos doze meses, concedendo reajuste de 15,7%. As três fábricas da montadora em São Paulo – São Bernardo do Campo, São Carlos e Taubaté – estão paradas. Somente a Volkswagen não apresentou proposta aos trabalhadores. Scania, Ford, Mercedes-Benz, Honda, Toyota e General Motors já fecharam acordo na semana passada.
O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, José Lopez Feijóo, acusou a montadora de contratar mais de 120 homens para intimidar os trabalhadores na fábrica. Ele disse que o sindicato não está fazendo um movimento violento, como acusa a Volkswagen.
Os trabalhadores da Volkswagen em São Bernardo decidiram em assembléia nesta terça-feira manter a greve. Os 4 mil metalúrgicos que participaram da assembléia resolveram permanecer na fábrica o dia inteiro fazendo passeatas internas. A linha de produção está totalmente parada. Em Taubaté, os metalúrgicos voltaram hoje de licença remunerada, mas não puderam trabalhar porque falta peças para a montagem dos carros. Os componentes são fabricados nas fábricas de São Bernardo e São Carlos.
Nesta manhã, acontece uma nova rodada de negociações entre a Federação Estadual dos Metalúrgicos da CUT e o grupo 3, que representa as autopeças, forjarias e indústrias de parafusos, na tentativa de se chegar a um acordo coletivo da categoria. Dos 260 mil metalúrgicos representados pela Federação dos Metalúrgicos da CUT 90 mil estão nas autopeças. Pode acontecer hoje também uma contraproposta patronal do grupo 9, de máquinas, equipamentos e eletroeletrônicos.
Deixe um comentário