MAYRA STACHUK
do Agora
Pouco mais de 20 dias depois da última reunião entre o INSS e os representantes dos bancos e dos aposentados, a medida que concede o direito de fazer empréstimo com desconto direto no benefício ainda está emperrada. Agora, a grande barreira para o acordo é o valor da taxa de juros.
Antes, a maior desculpa que travava a medida, tão esperada pelos aposentados, era a falta de compatibilidade entre os sistemas de processamento de informações da DataPrev (Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social) e dos bancos. Mas, de acordo com a própria Dataprev, esse problema deve estar resolvido até fevereiro.
Para oferecerem uma carteira de 17,5 milhões de pessoas, com um nível baixo de risco, as entidades de aposentados querem um juro médio de 2%. Os bancos, de acordo com os aposentados, acham a taxa baixa demais e dizem que há risco sim –o de morte do segurado.
Outra questão que está atrapalhando as negociações é o prazo. As entidades de aposentados querem que o empréstimo seja pago em até 24 meses, o que é considerado tempo demais pelos bancos, que querem oferecer um prazo de 12 meses.
Os bancos alegam que uma taxa de juros de 2% é inviável, já que a união de sistemas das instituições financeiras e da Previdência gerará custos que esses juros não conseguiriam cobrir.
Os aposentados dizem que não há risco nos empréstimos, já que o desconto na parcela seria feito diretamente no benefício. Em caso de morte, quem recebesse a pensão continuaria a pagar o crédito ao banco.
O que é certo é que o empréstimo mais barato, que deveria ter saído em dezembro, deve demorar para estar nas mãos dos aposentados. Isso se os juros forem mesmo mais baixos.
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Por Mhais• 20 de janeiro de 2004• 11:01• Sem categoria
JUROS DIFICULTAM EMPRÉSTIMO A APOSENTADOS COM DESCONTO DIRETO
MAYRA STACHUK
do Agora
Pouco mais de 20 dias depois da última reunião entre o INSS e os representantes dos bancos e dos aposentados, a medida que concede o direito de fazer empréstimo com desconto direto no benefício ainda está emperrada. Agora, a grande barreira para o acordo é o valor da taxa de juros.
Antes, a maior desculpa que travava a medida, tão esperada pelos aposentados, era a falta de compatibilidade entre os sistemas de processamento de informações da DataPrev (Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social) e dos bancos. Mas, de acordo com a própria Dataprev, esse problema deve estar resolvido até fevereiro.
Para oferecerem uma carteira de 17,5 milhões de pessoas, com um nível baixo de risco, as entidades de aposentados querem um juro médio de 2%. Os bancos, de acordo com os aposentados, acham a taxa baixa demais e dizem que há risco sim –o de morte do segurado.
Outra questão que está atrapalhando as negociações é o prazo. As entidades de aposentados querem que o empréstimo seja pago em até 24 meses, o que é considerado tempo demais pelos bancos, que querem oferecer um prazo de 12 meses.
Os bancos alegam que uma taxa de juros de 2% é inviável, já que a união de sistemas das instituições financeiras e da Previdência gerará custos que esses juros não conseguiriam cobrir.
Os aposentados dizem que não há risco nos empréstimos, já que o desconto na parcela seria feito diretamente no benefício. Em caso de morte, quem recebesse a pensão continuaria a pagar o crédito ao banco.
O que é certo é que o empréstimo mais barato, que deveria ter saído em dezembro, deve demorar para estar nas mãos dos aposentados. Isso se os juros forem mesmo mais baixos.
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