SÉRGIO RIPARDO
da Folha Online
Dobrou a participação dos cheques roubados, clonados e fraudados no universo dos cheques devolvidos no Brasil nos últimos três anos. Em 2003, eles representaram 20% do total de cheques devolvidos no país, acima da fatia de 10% registrada em 2001.
Os dados foram divulgados hoje pela Abracheque (Associação Brasileira das Empresas de Informação, Verificação e Garantia de Cheques). No ano passado, houve cerca de 49 milhões de devoluções de cheques, acima dos 41 milhões em 2001.
Ou seja, o número de cheques devolvidos por causa de fraudes, clonagens e roubos somou 9,8 milhões em 2003 — um aumento de 139% em relação ao desempenho em 2001 (4,1 milhões de cheques). A Abracheque não divulgou os dados de 2002.
A atuação de quadrilhas especializadas nesse tipo de crime e a sofisticação dos métodos de falsificação ajudam a explicar esses números.
A associação recomenda ao consumidor alguns cuidados com o manuseio do cheque, a fim de evitar golpes: eliminar espaços vazios, evitar rasuras, controlar sempre a movimentação na conta, guardar com cuidado o talão de cheques, procurar não usar canetas que borrem, não usar canetas de desconhecidos, preencher sempre que possível os cheques nominalmente e cruzados.
Segundo a Abracheque, existem dois tipos de clonagem: manual e mecânica. Na manual, os fraudadores utilizam uma folha de cheque verdadeira e simplesmente apagam o nome e números do RG e CPF originais e trocam por outras informações.
A outra forma de clonagem é a impressão a laser de folhas de cheque em nome de usuários verdadeiros ou não. Utilizando as informações verdadeiras do cheque do cliente, os fraudadores podem emitir outras folhas falsas.
Já a falsificação ocorre com os cheques roubados, em que os ladrões falsificam assinaturas no caso dos cheques não-preenchidos, ou falsificam os valores para mais, no caso dos cheques já preenchidos.
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Por Mhais• 17 de fevereiro de 2004• 12:41• Sem categoria
CHEQUES ROUBADOS, CLONADOS E FRAUDADOS DOBRAM PARTICIPAÇÃO EM 3 ANOS
SÉRGIO RIPARDO
da Folha Online
Dobrou a participação dos cheques roubados, clonados e fraudados no universo dos cheques devolvidos no Brasil nos últimos três anos. Em 2003, eles representaram 20% do total de cheques devolvidos no país, acima da fatia de 10% registrada em 2001.
Os dados foram divulgados hoje pela Abracheque (Associação Brasileira das Empresas de Informação, Verificação e Garantia de Cheques). No ano passado, houve cerca de 49 milhões de devoluções de cheques, acima dos 41 milhões em 2001.
Ou seja, o número de cheques devolvidos por causa de fraudes, clonagens e roubos somou 9,8 milhões em 2003 — um aumento de 139% em relação ao desempenho em 2001 (4,1 milhões de cheques). A Abracheque não divulgou os dados de 2002.
A atuação de quadrilhas especializadas nesse tipo de crime e a sofisticação dos métodos de falsificação ajudam a explicar esses números.
A associação recomenda ao consumidor alguns cuidados com o manuseio do cheque, a fim de evitar golpes: eliminar espaços vazios, evitar rasuras, controlar sempre a movimentação na conta, guardar com cuidado o talão de cheques, procurar não usar canetas que borrem, não usar canetas de desconhecidos, preencher sempre que possível os cheques nominalmente e cruzados.
Segundo a Abracheque, existem dois tipos de clonagem: manual e mecânica. Na manual, os fraudadores utilizam uma folha de cheque verdadeira e simplesmente apagam o nome e números do RG e CPF originais e trocam por outras informações.
A outra forma de clonagem é a impressão a laser de folhas de cheque em nome de usuários verdadeiros ou não. Utilizando as informações verdadeiras do cheque do cliente, os fraudadores podem emitir outras folhas falsas.
Já a falsificação ocorre com os cheques roubados, em que os ladrões falsificam assinaturas no caso dos cheques não-preenchidos, ou falsificam os valores para mais, no caso dos cheques já preenchidos.
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