(São Paulo) A Confederação Nacional dos Bancários (CNB/CUT) vai criar um Comitê Nacional em Defesa dos Bancos Públicos para, já na próxima semana, se reunir com parlamentares e membros do governo. O anúncio foi feito esta manhã, pelo secretário geral da CNB, Carlos Cordeiro, durante um café da manhã para apresentação de estratégias contra a privatização do Banco Estadual do Ceará, em Fortaleza. Segundo Carlos Cordeiro, a Confederação deverá solicitar, ainda, audiência sobre o assunto com o Banco Central e com o ministro do Trabalho e Emprego, Ricardo Berzoini.
Segundo o presidente do Sindicato dos Bancários do Ceará, Vaumik Ribeiro da Silva, o encontro foi muito produtivo, pois além da iniciativa da CNB, parlamentares dos mais diversos partidos participaram da reunião e prometeram se articular contra a privatização do BEC. “O presidente da Assembléia Legislativa do Ceará, Marcos Cals, se comprometeu a fazer uma audiência pública para discutir as formas de impedir a privatização. Inclusive ele vai propor a criação de uma Comissão de Parlamentares para lutar pela manutenção do BEC público”, comentou.
Além do presidente da Assembléia cearense, deputados estaduais e
federais de vários partidos participaram do encontro. Todos se
comprometeram a se engajar na luta. Vereadores de vários municípios do Ceará também entrarão na luta. “A Câmara de Fortaleza, por exemplo, vai debater a possibilidade de incorporação do BEC ao BNB, uma outra alternativa de impedir a privatização”, disse Vaumik.
O sindicalista ressaltou que o BEC tem hoje 850 funcionários e mais 1500 terceirizados. “Se a privatização ocorrer, mais de 2.300 famílias correm o risco do desemprego. Se for preciso vamos em caravana à Brasília para falar com o Lula. Num momento em que o país sofre com a falta de emprego, não podemos aceitar a idéia de ver mais postos de trabalho fechados. Ainda mais numa região onde as dificuldades são maiores”, ressaltou.
Todas as ações sugeridas no café da manhã serão debatidas com os bancários cearenses, em assembléia geral programada para a próxima quinta-feira, dia 4, às 19h, na sede do Sindicato. Dentre as propostas apresentadas estão a realização de audiências com os governos Estadual e Federal; a revogação da Lei Estadual que possibilita a privatização do BEC; a instalação de 100 quiosques do banco em vários pontos da cidade para divulgação e distribuição de material e a dramatização de um leilão anti-privatização.
Dentre as presenças, os deputados federais João Alfredo (PT/CE), Inácio Arruda (PC do B/CE), José Pimentel (PT/CE), Roberto Pessoa (PL/CE), Antônio Cambraia (PSDB/CE); os deputados estaduais Nelson Martins (PT/CE) e Chico Lopes (PC do B/CE).
Fonte: Fábio Jammal Makhoul – CNB/CUT
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Por Mhais• 2 de março de 2004• 18:53• Sem categoria
CNB VAI CRIAR COMITÊ NACIONAL EM DEFESA DOS BANCOS PÚBLICOS
(São Paulo) A Confederação Nacional dos Bancários (CNB/CUT) vai criar um Comitê Nacional em Defesa dos Bancos Públicos para, já na próxima semana, se reunir com parlamentares e membros do governo. O anúncio foi feito esta manhã, pelo secretário geral da CNB, Carlos Cordeiro, durante um café da manhã para apresentação de estratégias contra a privatização do Banco Estadual do Ceará, em Fortaleza. Segundo Carlos Cordeiro, a Confederação deverá solicitar, ainda, audiência sobre o assunto com o Banco Central e com o ministro do Trabalho e Emprego, Ricardo Berzoini.
Segundo o presidente do Sindicato dos Bancários do Ceará, Vaumik Ribeiro da Silva, o encontro foi muito produtivo, pois além da iniciativa da CNB, parlamentares dos mais diversos partidos participaram da reunião e prometeram se articular contra a privatização do BEC. “O presidente da Assembléia Legislativa do Ceará, Marcos Cals, se comprometeu a fazer uma audiência pública para discutir as formas de impedir a privatização. Inclusive ele vai propor a criação de uma Comissão de Parlamentares para lutar pela manutenção do BEC público”, comentou.
Além do presidente da Assembléia cearense, deputados estaduais e
federais de vários partidos participaram do encontro. Todos se
comprometeram a se engajar na luta. Vereadores de vários municípios do Ceará também entrarão na luta. “A Câmara de Fortaleza, por exemplo, vai debater a possibilidade de incorporação do BEC ao BNB, uma outra alternativa de impedir a privatização”, disse Vaumik.
O sindicalista ressaltou que o BEC tem hoje 850 funcionários e mais 1500 terceirizados. “Se a privatização ocorrer, mais de 2.300 famílias correm o risco do desemprego. Se for preciso vamos em caravana à Brasília para falar com o Lula. Num momento em que o país sofre com a falta de emprego, não podemos aceitar a idéia de ver mais postos de trabalho fechados. Ainda mais numa região onde as dificuldades são maiores”, ressaltou.
Todas as ações sugeridas no café da manhã serão debatidas com os bancários cearenses, em assembléia geral programada para a próxima quinta-feira, dia 4, às 19h, na sede do Sindicato. Dentre as propostas apresentadas estão a realização de audiências com os governos Estadual e Federal; a revogação da Lei Estadual que possibilita a privatização do BEC; a instalação de 100 quiosques do banco em vários pontos da cidade para divulgação e distribuição de material e a dramatização de um leilão anti-privatização.
Dentre as presenças, os deputados federais João Alfredo (PT/CE), Inácio Arruda (PC do B/CE), José Pimentel (PT/CE), Roberto Pessoa (PL/CE), Antônio Cambraia (PSDB/CE); os deputados estaduais Nelson Martins (PT/CE) e Chico Lopes (PC do B/CE).
Fonte: Fábio Jammal Makhoul – CNB/CUT
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