São Paulo) De acordo com a BBC, o banco HSBC – operador na Grã-Bretanha, Brasil, Argentina, México, Estados Unidos, Europa e Ásia – anunciou um lucro tributável anual recorde de US$ 14,4 bilhões (cerca de R$ 42 bilhões) no ano passado. “O Brasil contribuiu com mais da metade do lucro antes dos impostos de US$ 126 milhões obtidos na América Latina”, informa o jornal Valor Econômico.
O Valor acrescenta que “o Brasil foi um dos mercados escolhidos para replicar a experiência da Household, adquirida no ano passado por US$ 14,2 bilhões e que já contribuiu com US$ 2,2 bilhões ou 15,3% do lucro bruto do ano passado, antes da amortização dos ágios”. No entanto, a estratégia do Banco não é a melhor para seus funcionários. Os investimentos do HSBC em patrimônio (um aumento declarado de 28,2% ou R$ 1,637 bilhão), fizeram com que o lucro despencasse. A rentabilidade ficou em 11,9%, inferior aos 14,5% de 2002.
Esses investimentos em patrimônio, aliados a diminuição de 45% do valor da PPR ilustram a má situação em que estão os funcionários do Banco Inglês. “A exploração dos funcionários no Brasil continua a todo vapor”, diz o diretor executivo da CNB, Sérgio Siqueira. Ele se refere aos esforços dos funcionários que suaram muito para que o banco obtivesse esse resultado.
Pelo ranking de setembro do Banco Central, o HSBC é o sétimo maior em ativos do mercado brasileiro e tem a quarta maior rede privada do país com 939 agências. O HSBC, de acordo com o BC, também está entre os maiores em número de reclamações da parte de seus usuários, o HSBC instituiu o “Dia de Reclamação Zero”. Nesse dia, conta Siqueira, os bancários se desdobraram para fazer o melhor possível e mesmo depois disso o HSBC resolve pagar o PPR com redutor de 45%. “Ninguém conseguiu entender como foi calculado esse percentual”, explica o diretor da CNB.
A insatisfação está explícita em pesquisa elaborada pelo próprio banco: a maioria dos funcionários está insatisfeita com sua remuneração. “Questionamos se por acaso os bônus dos diretores irão ser reduzidos no HSBC”, indaga Sérgio Siqueira.
COE – A Comissão dos Empregados do HSBC estará reunida nos dias 5,6 e 7 em Atibaia (SP) para discutir os problemas do banco e traçar o planejamento das ações para o ano.
Carolina Coronel – CNB/CUT
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Por Mhais• 2 de março de 2004• 19:01• Sem categoria
HSBC BRASIL: FUNCIONÁRIOS ESTÃO EM MAUS LENÇÓIS
São Paulo) De acordo com a BBC, o banco HSBC – operador na Grã-Bretanha, Brasil, Argentina, México, Estados Unidos, Europa e Ásia – anunciou um lucro tributável anual recorde de US$ 14,4 bilhões (cerca de R$ 42 bilhões) no ano passado. “O Brasil contribuiu com mais da metade do lucro antes dos impostos de US$ 126 milhões obtidos na América Latina”, informa o jornal Valor Econômico.
O Valor acrescenta que “o Brasil foi um dos mercados escolhidos para replicar a experiência da Household, adquirida no ano passado por US$ 14,2 bilhões e que já contribuiu com US$ 2,2 bilhões ou 15,3% do lucro bruto do ano passado, antes da amortização dos ágios”. No entanto, a estratégia do Banco não é a melhor para seus funcionários. Os investimentos do HSBC em patrimônio (um aumento declarado de 28,2% ou R$ 1,637 bilhão), fizeram com que o lucro despencasse. A rentabilidade ficou em 11,9%, inferior aos 14,5% de 2002.
Esses investimentos em patrimônio, aliados a diminuição de 45% do valor da PPR ilustram a má situação em que estão os funcionários do Banco Inglês. “A exploração dos funcionários no Brasil continua a todo vapor”, diz o diretor executivo da CNB, Sérgio Siqueira. Ele se refere aos esforços dos funcionários que suaram muito para que o banco obtivesse esse resultado.
Pelo ranking de setembro do Banco Central, o HSBC é o sétimo maior em ativos do mercado brasileiro e tem a quarta maior rede privada do país com 939 agências. O HSBC, de acordo com o BC, também está entre os maiores em número de reclamações da parte de seus usuários, o HSBC instituiu o “Dia de Reclamação Zero”. Nesse dia, conta Siqueira, os bancários se desdobraram para fazer o melhor possível e mesmo depois disso o HSBC resolve pagar o PPR com redutor de 45%. “Ninguém conseguiu entender como foi calculado esse percentual”, explica o diretor da CNB.
A insatisfação está explícita em pesquisa elaborada pelo próprio banco: a maioria dos funcionários está insatisfeita com sua remuneração. “Questionamos se por acaso os bônus dos diretores irão ser reduzidos no HSBC”, indaga Sérgio Siqueira.
COE – A Comissão dos Empregados do HSBC estará reunida nos dias 5,6 e 7 em Atibaia (SP) para discutir os problemas do banco e traçar o planejamento das ações para o ano.
Carolina Coronel – CNB/CUT
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