JB
No ranking da globalização, país fica atrás de Botsuana e Uganda
Apesar de ter subido cinco posições entre o ano passado e este ano, o Brasil ainda é um dos países com a economia mais fechada entre os 62 analisados em estudo anual sobre globalização da consultoria A.T. Kearney em conjunto com a revista Foreign Policy.
Segundo ranking publicado na edição de março/abril da revista, o Brasil ocupa a 53ª colocação, bem atrás de nações africanas como Botsuana (30ª) e Uganda (38ª). No ranking do ano passado, o Brasil estava na 57ª posição, perdendo para países como Bangladesh e Filipinas.
Até mesmo na comparação com os países latino-americanos o nível de abertura econômica do Brasil é baixo. No ranking deste ano, o país ocupa a penúltima colocação entre as nações da região, à frente apenas da Venezuela, 58ª na lista geral.
Dos países latino-americanos, o Panamá é considerado o mais aberto, na 27ª posição geral, em grande parte devido à zona franca da área do canal, destacou o levantamento. Logo depois vêm a Argentina, na 34ª colocação geral, Chile (37ª), México (45ª), Colômbia (50ª) e Peru (52ª).
Pelo terceiro ano seguido, a Irlanda liderou o chamado Índice de Globalização elaborado pela consultoria. O país colhe os frutos de agressiva política de desenvolvimento dos setores de tecnologia da informação e farmacêutico, tendo recebido recorde de US$ 24,7 bilhões em investimentos estrangeiros diretos em 2002, ano de referência da pesquisa.
Completam a elite dos países globalizados, pela ordem, Cingapura, Suíça, Holanda, Finlândia, Canadá e Estados Unidos.
O Índice de Globalização da A.T. Kearney/Foreign Policy leva em conta 14 indicadores agrupados em quatro cestas: Integração econômica; Contatos pessoais; Tecnologias de conectividade; e Engajamento político.
No primeiro grupo, o Brasil ficou no 40º lugar geral, graças principalmente à 21ª posição entre os receptores de investimentos estrangeiros diretos, pois foi considerado apenas o 60º no quesito comércio exterior.
Outro segmento em que o país foi bem foi o da tecnologia. O Brasil despontou no 34º lugar nesse ranking, resultado da 35ª posição no número de usuários da internet, 29ª na quantidade de servidores ligados à grande rede e 33ª na segurança dessas máquinas.
Os EUA, por sua vez, ficaram entre os 10 primeiros do ranking pela primeira vez graças à liderança tecnológica, pois foram os penúltimos na adesão a tratados internacionais.
O presidente George Bush, por exemplo, recusou-se a assinar o chamado Protocolo de Kioto, que visa reduzir a emissão de gases causadores do efeito estufa, que está aquecendo o clima no planeta.
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Por Mhais• 3 de março de 2004• 09:58• Sem categoria
BRASIL AINDA TEM UMA DAS ECONOMIAS MAIS FECHADAS
JB
No ranking da globalização, país fica atrás de Botsuana e Uganda
Apesar de ter subido cinco posições entre o ano passado e este ano, o Brasil ainda é um dos países com a economia mais fechada entre os 62 analisados em estudo anual sobre globalização da consultoria A.T. Kearney em conjunto com a revista Foreign Policy.
Segundo ranking publicado na edição de março/abril da revista, o Brasil ocupa a 53ª colocação, bem atrás de nações africanas como Botsuana (30ª) e Uganda (38ª). No ranking do ano passado, o Brasil estava na 57ª posição, perdendo para países como Bangladesh e Filipinas.
Até mesmo na comparação com os países latino-americanos o nível de abertura econômica do Brasil é baixo. No ranking deste ano, o país ocupa a penúltima colocação entre as nações da região, à frente apenas da Venezuela, 58ª na lista geral.
Dos países latino-americanos, o Panamá é considerado o mais aberto, na 27ª posição geral, em grande parte devido à zona franca da área do canal, destacou o levantamento. Logo depois vêm a Argentina, na 34ª colocação geral, Chile (37ª), México (45ª), Colômbia (50ª) e Peru (52ª).
Pelo terceiro ano seguido, a Irlanda liderou o chamado Índice de Globalização elaborado pela consultoria. O país colhe os frutos de agressiva política de desenvolvimento dos setores de tecnologia da informação e farmacêutico, tendo recebido recorde de US$ 24,7 bilhões em investimentos estrangeiros diretos em 2002, ano de referência da pesquisa.
Completam a elite dos países globalizados, pela ordem, Cingapura, Suíça, Holanda, Finlândia, Canadá e Estados Unidos.
O Índice de Globalização da A.T. Kearney/Foreign Policy leva em conta 14 indicadores agrupados em quatro cestas: Integração econômica; Contatos pessoais; Tecnologias de conectividade; e Engajamento político.
No primeiro grupo, o Brasil ficou no 40º lugar geral, graças principalmente à 21ª posição entre os receptores de investimentos estrangeiros diretos, pois foi considerado apenas o 60º no quesito comércio exterior.
Outro segmento em que o país foi bem foi o da tecnologia. O Brasil despontou no 34º lugar nesse ranking, resultado da 35ª posição no número de usuários da internet, 29ª na quantidade de servidores ligados à grande rede e 33ª na segurança dessas máquinas.
Os EUA, por sua vez, ficaram entre os 10 primeiros do ranking pela primeira vez graças à liderança tecnológica, pois foram os penúltimos na adesão a tratados internacionais.
O presidente George Bush, por exemplo, recusou-se a assinar o chamado Protocolo de Kioto, que visa reduzir a emissão de gases causadores do efeito estufa, que está aquecendo o clima no planeta.
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