SÍLVIA FREIRE
da Agência Folha
O Grupo Móvel de Fiscalização do Ministério do Trabalho libertou, no sábado passado, 28 operários que estavam em situação análoga à escravidão, trabalhando em duas carvoarias no município de São Raimundo das Mangabeiras (MA), no sul do Estado.
A informação foi divulgada pela Delegacia Regional do Trabalho do Maranhão.
Segundo relato dos integrantes do grupo móvel, os trabalhadores eram impedidos de sair da carvoaria, estavam endividados e não recebiam salário. Muitos estavam com malária e estavam sem assistência médica.
O carvão, segundo nota divulgada pela Delegacia do Trabalho, era totalmente vendido para uma siderúrgica da região.
Hoje, representantes de outra empresa, a Fergusa (Ferro Gusa do Maranhão), que comprava carvão produzido na fazenda Aguilar, em Dom Eliseu (PA), começaram a pagar indenizações a outros 28 trabalhadores localizados na semana passada pelo grupo móvel.
O valor total das indenizações, segundo a informações da Delegacia Regional do Trabalho, deve chegar a R$ 100 mil.
Os 28 trabalhadores, entre eles uma criança de 12 anos, estavam com salários atrasados, endividados e não tinham equipamento de segurança.
O grupo foi informado das irregularidades pela CPT (Comissão Pastoral da Terra) que ouviu relatos de trabalhadores.
Os diretores da Fergusa concordaram em pagar as indenizações, mas exigiram uma declaração de que os operários não tinham vínculo com a empresa.
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Por Mhais• 16 de março de 2004• 09:48• Sem categoria
FISCAIS LIBERTAM 28 OPERÁRIOS EM SITUAÇÃO DE ESCRAVIDÃO NO MA
SÍLVIA FREIRE
da Agência Folha
O Grupo Móvel de Fiscalização do Ministério do Trabalho libertou, no sábado passado, 28 operários que estavam em situação análoga à escravidão, trabalhando em duas carvoarias no município de São Raimundo das Mangabeiras (MA), no sul do Estado.
A informação foi divulgada pela Delegacia Regional do Trabalho do Maranhão.
Segundo relato dos integrantes do grupo móvel, os trabalhadores eram impedidos de sair da carvoaria, estavam endividados e não recebiam salário. Muitos estavam com malária e estavam sem assistência médica.
O carvão, segundo nota divulgada pela Delegacia do Trabalho, era totalmente vendido para uma siderúrgica da região.
Hoje, representantes de outra empresa, a Fergusa (Ferro Gusa do Maranhão), que comprava carvão produzido na fazenda Aguilar, em Dom Eliseu (PA), começaram a pagar indenizações a outros 28 trabalhadores localizados na semana passada pelo grupo móvel.
O valor total das indenizações, segundo a informações da Delegacia Regional do Trabalho, deve chegar a R$ 100 mil.
Os 28 trabalhadores, entre eles uma criança de 12 anos, estavam com salários atrasados, endividados e não tinham equipamento de segurança.
O grupo foi informado das irregularidades pela CPT (Comissão Pastoral da Terra) que ouviu relatos de trabalhadores.
Os diretores da Fergusa concordaram em pagar as indenizações, mas exigiram uma declaração de que os operários não tinham vínculo com a empresa.
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