FABIANA FUTEMA
da Folha Online
A CUT se prepara para apresentar ao governo federal uma proposta de recuperação do poder de compra do salário mínimo, fixado hoje em R$ 240.
Pelos cálculos da central sindical –com base em dados do Dieese–, o mínimo deveria valer pelo menos R$ 1.436.
Como não há espaço no Orçamento federal para elevar o mínimo para este patamar no curto prazo, a CUT defende um pacto para recuperar o valor do salário nos próximos 15 anos ou 20 anos.
“Não dá para todo ano ficarmos brigando por um aumento maior e o governo liberar um índice mínimo. Está na hora de elaborarmos uma política de longo prazo para o salário mínimo”, disse o presidente da CUT, Luiz Marinho.
O salário mínimo deste ano deve ser elevado para R$ 256, embora o Orçamento tenha espaço para um reajuste maior, de R$ 276.
Sabendo que qualquer um destes valores será considerado insuficiente pela classe trabalhadora, a CUT vai defender a recuperação gradual do poder de compra do mínimo.
“Podemos não chegar no valor ideal neste ano ou no próximo. Mas o governo já pode começar a articular agora com o Ministério do Planejamento uma forma de aplicar um reajuste maior nos próximos anos”, disse Marinho.
Segundo ele, esta política de elevação gradual do salário mínimo poderá ser seguida não só pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva, mas por qualquer outro representante do país.
“É interesse do Brasil elevar o poder de compra do mínimo, pois isto aumenta o mercado de consumo interno e melhora a distribuição de renda no país”, afirmou Marinho.
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Por Mhais• 16 de março de 2004• 09:59• Sem categoria
CUT DEFENDE PACTO PARA ELEVAR SALÁRIO MÍNIMO EM 20 ANOS
FABIANA FUTEMA
da Folha Online
A CUT se prepara para apresentar ao governo federal uma proposta de recuperação do poder de compra do salário mínimo, fixado hoje em R$ 240.
Pelos cálculos da central sindical –com base em dados do Dieese–, o mínimo deveria valer pelo menos R$ 1.436.
Como não há espaço no Orçamento federal para elevar o mínimo para este patamar no curto prazo, a CUT defende um pacto para recuperar o valor do salário nos próximos 15 anos ou 20 anos.
“Não dá para todo ano ficarmos brigando por um aumento maior e o governo liberar um índice mínimo. Está na hora de elaborarmos uma política de longo prazo para o salário mínimo”, disse o presidente da CUT, Luiz Marinho.
O salário mínimo deste ano deve ser elevado para R$ 256, embora o Orçamento tenha espaço para um reajuste maior, de R$ 276.
Sabendo que qualquer um destes valores será considerado insuficiente pela classe trabalhadora, a CUT vai defender a recuperação gradual do poder de compra do mínimo.
“Podemos não chegar no valor ideal neste ano ou no próximo. Mas o governo já pode começar a articular agora com o Ministério do Planejamento uma forma de aplicar um reajuste maior nos próximos anos”, disse Marinho.
Segundo ele, esta política de elevação gradual do salário mínimo poderá ser seguida não só pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva, mas por qualquer outro representante do país.
“É interesse do Brasil elevar o poder de compra do mínimo, pois isto aumenta o mercado de consumo interno e melhora a distribuição de renda no país”, afirmou Marinho.
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