(São Paulo) Na reunião da Uni Finanças Europa Mediterrâneo, que aconteceu em Portugal nos dias 11 e 12 de março, o presidente da CNB/CUT, Vagner Freitas, inseriu o Brasil nas discussões sobre o contrato coletivo de trabalho, sobre organização sindical e sobre a criação de Comitês Mundiais de Empresa.
A Uni Finanças Europa Mediterrâneo integra a Union Network Internacional – entidade internacional de classe, à qual a CNB é filiada.
O Encontro considerou que em todos os países do mundo, os trabalhadores deveriam ter garantia de emprego nos casos de compra e venda de empresas.
Para isso, é necessário fortalecer a organização sindical no mundo. Uma das soluções encontradas para isso é a criação de Comitês Mundiais de Empresa.
“A idéia já está em discussão no parlamento europeu, mas ainda não foi posta em prática”, informa o presidente da CNB.
Na Era da Globalização, se faz necessário os sindicatos trabalharem de forma unificada. Para isso, as centrais sindicais devem estar unidas.
Para Freitas, esses Comitês Mundiais viriam de encontro às necessidades dos trabalhadores.
“Através dos Comitês, o Brasil poderia negociar diretamente com a matriz de empresas estrangeiras, como é o caso do Santander”, exemplifica.
Exploração – As empresas se aproveitam dos países como o Brasil para ganhar mais e explorar a mão-de-obra. Os investimentos, ou os ativos financeiros, estão concentrados no Brasil, e nem por isso os trabalhadores são melhor remunerados.
Com isso, bancos como o Santander acabam se aproveitando da situação. “O padrão dos salários nos países desenvolvidos deveria ser mantido, e nos países em desenvolvimento, aumentado. E não ao contrário como acontece hoje”, afirma Vagner Freitas. Os Comitês Mundiais viriam a intervir nesse processo.
Presenças – A Uni Finanças Mediterrâneo é composta por Portugal, Espanha, Itália, Grécia, Chipre, Malta e Turquia. Além dos países que integram a Uni Mediterrâneo, estavam presentes como convidados: Brasil, França, Bélgica, Jordânia, Tunísia, Croácia e Hungria. Deveria estar presente ainda a Palestina, que não compareceu ao evento graças a dificuldades com o governo israelense.
Carolina Coronel – CNB/CUT
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Por Mhais• 16 de março de 2004• 12:19• Sem categoria
UNI FINANÇAS MEDITERRÂNEO: SINDICATOS DEVEM SE UNIFICAR
(São Paulo) Na reunião da Uni Finanças Europa Mediterrâneo, que aconteceu em Portugal nos dias 11 e 12 de março, o presidente da CNB/CUT, Vagner Freitas, inseriu o Brasil nas discussões sobre o contrato coletivo de trabalho, sobre organização sindical e sobre a criação de Comitês Mundiais de Empresa.
A Uni Finanças Europa Mediterrâneo integra a Union Network Internacional – entidade internacional de classe, à qual a CNB é filiada.
O Encontro considerou que em todos os países do mundo, os trabalhadores deveriam ter garantia de emprego nos casos de compra e venda de empresas.
Para isso, é necessário fortalecer a organização sindical no mundo. Uma das soluções encontradas para isso é a criação de Comitês Mundiais de Empresa.
“A idéia já está em discussão no parlamento europeu, mas ainda não foi posta em prática”, informa o presidente da CNB.
Na Era da Globalização, se faz necessário os sindicatos trabalharem de forma unificada. Para isso, as centrais sindicais devem estar unidas.
Para Freitas, esses Comitês Mundiais viriam de encontro às necessidades dos trabalhadores.
“Através dos Comitês, o Brasil poderia negociar diretamente com a matriz de empresas estrangeiras, como é o caso do Santander”, exemplifica.
Exploração – As empresas se aproveitam dos países como o Brasil para ganhar mais e explorar a mão-de-obra. Os investimentos, ou os ativos financeiros, estão concentrados no Brasil, e nem por isso os trabalhadores são melhor remunerados.
Com isso, bancos como o Santander acabam se aproveitando da situação. “O padrão dos salários nos países desenvolvidos deveria ser mantido, e nos países em desenvolvimento, aumentado. E não ao contrário como acontece hoje”, afirma Vagner Freitas. Os Comitês Mundiais viriam a intervir nesse processo.
Presenças – A Uni Finanças Mediterrâneo é composta por Portugal, Espanha, Itália, Grécia, Chipre, Malta e Turquia. Além dos países que integram a Uni Mediterrâneo, estavam presentes como convidados: Brasil, França, Bélgica, Jordânia, Tunísia, Croácia e Hungria. Deveria estar presente ainda a Palestina, que não compareceu ao evento graças a dificuldades com o governo israelense.
Carolina Coronel – CNB/CUT
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