Valor – Maria Christina Carvalho De São Paulo
Cássio Casseb: “Ganhamos R$ 7 milhões a mais do que o Bradesco”
O aumento das operações de crédito e a redução das despesas com impostos compensaram o impacto da queda dos juros na receita com títulos e contribuíram para que o Banco do Brasil (BB) fechasse o primeiro trimestre com lucro líquido de R$ 616 milhões, 28,6% acima dos R$ 479 milhões de igual período de 2003.
O retorno sobre o patrimônio de R$ 12,686 bilhões ficou estável em 21,3%. O lucro só não foi maior porque o BB fez uma reclassificação de crédito que praticamente dobrou a despesa com provisões.
“Foi um resultado excelente, R$ 7 milhões acima do Bradesco”, comemorou o presidente do BB, Cássio Casseb.
O Bradesco teve um lucro líquido de R$ 608,7 milhões no primeiro trimestre e retorno de 16,4% sobre o patrimônio de R$ 13,6 bilhões, mas é 30% menor, com ativos totais de R$ 160,97 bilhões.
Já o BB fechou março com ativos totais de R$ 231,1 bilhões 10,45% superior aos R$ 209,2 bilhões de março de 2003.
O crescimento veio exclusivamente da carteira da crédito, que deu um salto de 21,2%, de R$ 65,7 bilhões em março de 2003 para R$ 79,6 bilhões em março passado.
Já a carteira de títulos e valores mobiliários foi reduzida em 10,3%, dos R$ 75,6 bilhões para R$ 67,9 bilhões no mesmo espaço de tempo.
“O BB cresceu no crédito mais do que o sistema financeiro. Ganhamos fatia de mercado”, afirmou Casseb.
Somente no primeiro trimestre, a carteira do BB aumentou 2,6% para 1,7% do sistema financeiro como um todo. Ao contrário dos três maiores bancos privados que reduziram a expectativa de expansão do crédito neste ano, o BB está mantendo a previsão de expansão entre 30% e 35%.
“Até março, nossa programação vem sendo cumprida”, explicou o vice-presidente de varejo, Edson Monteiro. Casseb ponderou que os bancos reduziram as projeções baseados no primeiro trimestre mas “foi em abril e maio que começou o trend de crescimento”.
Em algumas linhas, as operações cresceram mais A carteira de varejo, por exemplo, passou de 12,3% para 22,3% do total, aumentando 33%, de R$ 13,3 bilhões para R$ 17,7 bilhões. Somente as operações com pessoas físicas tiveram expansão de 23,2%, de R$ 6,9 bilhões para R$ 8,5 bilhões.
A carteira comercial, diminuiu a participação relativa de 22,2% para 20,2% mas, em volume, cresceu 9,6%, de R$ 14,6 bilhões para R$ 16 bilhões.
O conservadorismo ou o rápido crescimento dessas operações levaram o BB a reclassificar as operações de crédito inferiores a R$ 50 mil.
O vice-presidente Adézio de Almeida Lima informou que o BB seguia a regra do Banco Central que permite que essas operações sejam classificadas como A, o que exige provisão equivalente a 0,5%.
“Para ser mais conservador”, explicou, o BB resolveu reclassificar todo o estoque e as novas operações do primeiro trimestre. Isso exigiu um grande reforço de provisões. As despesas de provisões deram um salto de 92,5% no primeiro trimestre, de R$ 706 bilhões para R$ 1,359 bilhão.
As operações classificadas de C a H aumentou de 14,7% para 21,2% do total. Lima acrescentou que todo o impacto da reclassificação sobre o estoque de crédito já está retratado nesse balanço.
O aumento de 27,5% das receitas de serviços para R$ 1,553 bilhão e a queda de 3,76% nas despesas administrativas para R$ 1,126 bilhão não impediram a redução de 10,8% do resultado operacional, de R$ 1,135 bilhão em março de 2003 para R$ 1,012 bilhão em março passado.
Mas, como a despesa com impostos diminuiu 46%, de R$ 687 milhões para R$ 370 milhões, o “botton line” aumentou.
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Por Mhais• 18 de maio de 2004• 09:28• Sem categoria
LUCRO DO BB CRESCE 28,6% E ATINGE R$ 616 MILHÕES
Valor – Maria Christina Carvalho De São Paulo
Cássio Casseb: “Ganhamos R$ 7 milhões a mais do que o Bradesco”
O aumento das operações de crédito e a redução das despesas com impostos compensaram o impacto da queda dos juros na receita com títulos e contribuíram para que o Banco do Brasil (BB) fechasse o primeiro trimestre com lucro líquido de R$ 616 milhões, 28,6% acima dos R$ 479 milhões de igual período de 2003.
O retorno sobre o patrimônio de R$ 12,686 bilhões ficou estável em 21,3%. O lucro só não foi maior porque o BB fez uma reclassificação de crédito que praticamente dobrou a despesa com provisões.
“Foi um resultado excelente, R$ 7 milhões acima do Bradesco”, comemorou o presidente do BB, Cássio Casseb.
O Bradesco teve um lucro líquido de R$ 608,7 milhões no primeiro trimestre e retorno de 16,4% sobre o patrimônio de R$ 13,6 bilhões, mas é 30% menor, com ativos totais de R$ 160,97 bilhões.
Já o BB fechou março com ativos totais de R$ 231,1 bilhões 10,45% superior aos R$ 209,2 bilhões de março de 2003.
O crescimento veio exclusivamente da carteira da crédito, que deu um salto de 21,2%, de R$ 65,7 bilhões em março de 2003 para R$ 79,6 bilhões em março passado.
Já a carteira de títulos e valores mobiliários foi reduzida em 10,3%, dos R$ 75,6 bilhões para R$ 67,9 bilhões no mesmo espaço de tempo.
“O BB cresceu no crédito mais do que o sistema financeiro. Ganhamos fatia de mercado”, afirmou Casseb.
Somente no primeiro trimestre, a carteira do BB aumentou 2,6% para 1,7% do sistema financeiro como um todo. Ao contrário dos três maiores bancos privados que reduziram a expectativa de expansão do crédito neste ano, o BB está mantendo a previsão de expansão entre 30% e 35%.
“Até março, nossa programação vem sendo cumprida”, explicou o vice-presidente de varejo, Edson Monteiro. Casseb ponderou que os bancos reduziram as projeções baseados no primeiro trimestre mas “foi em abril e maio que começou o trend de crescimento”.
Em algumas linhas, as operações cresceram mais A carteira de varejo, por exemplo, passou de 12,3% para 22,3% do total, aumentando 33%, de R$ 13,3 bilhões para R$ 17,7 bilhões. Somente as operações com pessoas físicas tiveram expansão de 23,2%, de R$ 6,9 bilhões para R$ 8,5 bilhões.
A carteira comercial, diminuiu a participação relativa de 22,2% para 20,2% mas, em volume, cresceu 9,6%, de R$ 14,6 bilhões para R$ 16 bilhões.
O conservadorismo ou o rápido crescimento dessas operações levaram o BB a reclassificar as operações de crédito inferiores a R$ 50 mil.
O vice-presidente Adézio de Almeida Lima informou que o BB seguia a regra do Banco Central que permite que essas operações sejam classificadas como A, o que exige provisão equivalente a 0,5%.
“Para ser mais conservador”, explicou, o BB resolveu reclassificar todo o estoque e as novas operações do primeiro trimestre. Isso exigiu um grande reforço de provisões. As despesas de provisões deram um salto de 92,5% no primeiro trimestre, de R$ 706 bilhões para R$ 1,359 bilhão.
As operações classificadas de C a H aumentou de 14,7% para 21,2% do total. Lima acrescentou que todo o impacto da reclassificação sobre o estoque de crédito já está retratado nesse balanço.
O aumento de 27,5% das receitas de serviços para R$ 1,553 bilhão e a queda de 3,76% nas despesas administrativas para R$ 1,126 bilhão não impediram a redução de 10,8% do resultado operacional, de R$ 1,135 bilhão em março de 2003 para R$ 1,012 bilhão em março passado.
Mas, como a despesa com impostos diminuiu 46%, de R$ 687 milhões para R$ 370 milhões, o “botton line” aumentou.
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