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ACORDOS SALARIAIS REPÕEM A INFLAÇÃO E PAGAM GANHO REAL

Raquel Salgado | Valor Econômico
SÃO PAULO – A queda nos níveis de inflação e o início da retomada econômica têm ajudado o trabalhador brasileiro a repor perdas inflacionárias e obter aumento real de salário, ainda que pequeno.
No primeiro semestre deste ano, trabalhadores de diferentes categorias e regiões – metalúrgicos de Resende, Porto Alegre e Joinville, têxteis de Criciúma e sapateiros de Franca, entre outros – assinaram acordos salariais com reposição integral pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) mais uma parcela real entre 1% e 2%, na média.
A inflação acumulada nos últimos 12 meses pelo INPC – calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e sempre o principal parâmetro para as negociações salariais – vem declinando.
Em maio, somou 4,99%. No ano passado, categorias importantes como os metalúrgicos do ABC paulista negociaram o INPC acumulado em 12 meses utilizado como base para os acordos (mês de outubro) estava em 16,15%.
Os metalúrgicos empregados na Volkswagen na cidade de Resende, no Rio de Janeiro, têm data-base em maio e conseguiram um reajuste de 5,6%, proporcional à inflação acumulada em doze meses até abril, segundo o INPC, mais um aumento real de 3,4%, a ser concedido em dezembro.
Além disso, receberam abono de R$ 1,5 mil e antecipação da participação nos lucros e resultados também de R$ 1,5 mil. Isso vale para quem ganha até R$ 2,5 mil mensais.
Os trabalhadores com salários superiores a esse valor tiveram R$ 1 mil de abono, R$ 1,5 mil de participação nos lucros e um valor fixo de R$ 55,75 a partir de dezembro, ao invés do reajuste real de 3,4%,
Outra montadora da região que concedeu aumento real de salário foi a Pegeout-Citroën, com um reajuste de 8,62% que repôs as perdas inflacionárias e significou também um ganho real de 2,35% para cerca de 1,2 mil metalúrgicos.
De acordo com a assessoria do Sindicato dos Metalúrgicos de Volta Redonda, esse resultado só foi obtido após uma paralização de cinco dias no mês de fevereiro – data-base dos trabalhadores.
No sul do país, em Joinville, tanto os mecânicos quanto os metalúrgicos tiveram reajuste de 8% em abril, porcentagem que representou aumento real de 1,38%. Juntas essas duas categorias somam mais de 20 mil trabalhadores.
Também na região sul, o Sindicato dos Trabalhadores do Vestuário e Calçados de Criciúma, com data-base em maio, obteve um aumento real de 1,4%, além dos 5,6% do INPC.
Houve ainda acordo por um abono de R$ 60 dividido em três parcelas a serem pagas entre outubro e dezembro.
Milton Horn, assessor político do sindicato afirma que essa bonificação somará um ganho real de cerca de 2% aos salários dos trabalhadores, além do 1,4%. ” Em termos salariais estamos satisfeitos ” , complementa.
As indústrias de calçados de Franca, com cerca de 22 mil empregados, trabalham em um cenário de expansão da produção.
Segundo Paulo Afonso Ribeiro, presidente do sindicatos dos trabalhadores do setor, a produção para o mercado externo cresceu significativamente nos últimos três anos, o que implicou em maior lucratividade e produtividade das empresas.
Com base nisso, a categoria, que tem data-base em fevereiro, reivindicou 25% de aumento salarial.
Após muita negociação e uma greve que paralisou um terço dos funcionários por uma semana, no mês passado chegou-se a um reajuste de 10%, sendo 8,62% equivalente s à inflação dos últimos doze meses mais 1,38% de ganho real.
O Sindicato dos Borracheiros da Grande São Paulo também conseguiu aumento real. Acordo fechado pela categoria em maio concedeu reajuste de 6% a partir de 1º de junho. Com isso, o novo piso do setor passou para R$ 547.
Para o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o pequeno crescimento da economia ajudou os trabalhadores a fecharem acordos melhores do que os do ano passado. ” Apesar de o emprego não crescer, as empresas não estão demitindo e isso facilita as negociações ” , esclarece.

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ACORDOS SALARIAIS REPÕEM A INFLAÇÃO E PAGAM GANHO REAL

Raquel Salgado | Valor Econômico

SÃO PAULO – A queda nos níveis de inflação e o início da retomada econômica têm ajudado o trabalhador brasileiro a repor perdas inflacionárias e obter aumento real de salário, ainda que pequeno.

No primeiro semestre deste ano, trabalhadores de diferentes categorias e regiões – metalúrgicos de Resende, Porto Alegre e Joinville, têxteis de Criciúma e sapateiros de Franca, entre outros – assinaram acordos salariais com reposição integral pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) mais uma parcela real entre 1% e 2%, na média.

A inflação acumulada nos últimos 12 meses pelo INPC – calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e sempre o principal parâmetro para as negociações salariais – vem declinando.

Em maio, somou 4,99%. No ano passado, categorias importantes como os metalúrgicos do ABC paulista negociaram o INPC acumulado em 12 meses utilizado como base para os acordos (mês de outubro) estava em 16,15%.

Os metalúrgicos empregados na Volkswagen na cidade de Resende, no Rio de Janeiro, têm data-base em maio e conseguiram um reajuste de 5,6%, proporcional à inflação acumulada em doze meses até abril, segundo o INPC, mais um aumento real de 3,4%, a ser concedido em dezembro.

Além disso, receberam abono de R$ 1,5 mil e antecipação da participação nos lucros e resultados também de R$ 1,5 mil. Isso vale para quem ganha até R$ 2,5 mil mensais.

Os trabalhadores com salários superiores a esse valor tiveram R$ 1 mil de abono, R$ 1,5 mil de participação nos lucros e um valor fixo de R$ 55,75 a partir de dezembro, ao invés do reajuste real de 3,4%,

Outra montadora da região que concedeu aumento real de salário foi a Pegeout-Citroën, com um reajuste de 8,62% que repôs as perdas inflacionárias e significou também um ganho real de 2,35% para cerca de 1,2 mil metalúrgicos.

De acordo com a assessoria do Sindicato dos Metalúrgicos de Volta Redonda, esse resultado só foi obtido após uma paralização de cinco dias no mês de fevereiro – data-base dos trabalhadores.

No sul do país, em Joinville, tanto os mecânicos quanto os metalúrgicos tiveram reajuste de 8% em abril, porcentagem que representou aumento real de 1,38%. Juntas essas duas categorias somam mais de 20 mil trabalhadores.

Também na região sul, o Sindicato dos Trabalhadores do Vestuário e Calçados de Criciúma, com data-base em maio, obteve um aumento real de 1,4%, além dos 5,6% do INPC.

Houve ainda acordo por um abono de R$ 60 dividido em três parcelas a serem pagas entre outubro e dezembro.

Milton Horn, assessor político do sindicato afirma que essa bonificação somará um ganho real de cerca de 2% aos salários dos trabalhadores, além do 1,4%. ” Em termos salariais estamos satisfeitos ” , complementa.

As indústrias de calçados de Franca, com cerca de 22 mil empregados, trabalham em um cenário de expansão da produção.

Segundo Paulo Afonso Ribeiro, presidente do sindicatos dos trabalhadores do setor, a produção para o mercado externo cresceu significativamente nos últimos três anos, o que implicou em maior lucratividade e produtividade das empresas.

Com base nisso, a categoria, que tem data-base em fevereiro, reivindicou 25% de aumento salarial.

Após muita negociação e uma greve que paralisou um terço dos funcionários por uma semana, no mês passado chegou-se a um reajuste de 10%, sendo 8,62% equivalente s à inflação dos últimos doze meses mais 1,38% de ganho real.

O Sindicato dos Borracheiros da Grande São Paulo também conseguiu aumento real. Acordo fechado pela categoria em maio concedeu reajuste de 6% a partir de 1º de junho. Com isso, o novo piso do setor passou para R$ 547.

Para o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o pequeno crescimento da economia ajudou os trabalhadores a fecharem acordos melhores do que os do ano passado. ” Apesar de o emprego não crescer, as empresas não estão demitindo e isso facilita as negociações ” , esclarece.

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