Bancários de 24 agências do Centro Velho de São Paulo participarão de assembléia nesta quinta (12/08), a partir das 11h00, na Praça do Patriarca. Mais de quatro mil trabalhadores que atuam na região compreendida pelas ruas São Bento, Boa Vista, 15 de Novembro, da Quitanda e João Brícola apreciarão a proposta feita pela comissão de negociação da Federação Nacional dos Bancos, na tarde de terça-feira (10).
Os banqueiros ofereceram reajuste salarial de 6%, contra os 25% reivindicados pela categoria (6,22% de reposição da inflação mais 17,68% de aumento real). Também propuseram manter a participação nos lucros e resultados nos mesmos moldes do ano passado: 80% do salário mais R$ 690 (aplicando o índice de 6% aos R$ 650 pagos em 2003). Os bancários querem receber um salário mais R$ 1.200 a título de PLR.
“Os sindicatos de todo o país vão indicar aos trabalhadores que rejeitem essa proposta que sequer repõe a inflação do período”, informa o presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Luiz Cláudio Marcolino. O dirigente lembra que a lucratividade dos bancos tem crescido, em média, 20% nos últimos anos. Em contrapartida, os salários dos bancários perdem poder de compra ano a ano. Isso pode ser observado comparando-se o piso da categoria que era de 4,3 salários mínimos em 1994 e que em 2003 chegou a 2,6 mínimos.
“Se há um setor no país em condição de dar aumento real aos seus funcionários é o financeiro. E é isso que os 400 mil bancários de bancos públicos e privados no Brasil vão exigir”, diz Marcolino. A categoria espera que os banqueiros apresentem uma proposta à altura de suas reivindicações até o final de agosto. Caso contrário, em setembro os bancários devem entrar em greve.
Cláudia Motta – Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região
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Por Mhais• 11 de agosto de 2004• 21:35• Sem categoria
Agências do Centro de São Paulo só abrem após às 12h00 nesta quinta
Bancários de 24 agências do Centro Velho de São Paulo participarão de assembléia nesta quinta (12/08), a partir das 11h00, na Praça do Patriarca. Mais de quatro mil trabalhadores que atuam na região compreendida pelas ruas São Bento, Boa Vista, 15 de Novembro, da Quitanda e João Brícola apreciarão a proposta feita pela comissão de negociação da Federação Nacional dos Bancos, na tarde de terça-feira (10).
Os banqueiros ofereceram reajuste salarial de 6%, contra os 25% reivindicados pela categoria (6,22% de reposição da inflação mais 17,68% de aumento real). Também propuseram manter a participação nos lucros e resultados nos mesmos moldes do ano passado: 80% do salário mais R$ 690 (aplicando o índice de 6% aos R$ 650 pagos em 2003). Os bancários querem receber um salário mais R$ 1.200 a título de PLR.
“Os sindicatos de todo o país vão indicar aos trabalhadores que rejeitem essa proposta que sequer repõe a inflação do período”, informa o presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Luiz Cláudio Marcolino. O dirigente lembra que a lucratividade dos bancos tem crescido, em média, 20% nos últimos anos. Em contrapartida, os salários dos bancários perdem poder de compra ano a ano. Isso pode ser observado comparando-se o piso da categoria que era de 4,3 salários mínimos em 1994 e que em 2003 chegou a 2,6 mínimos.
“Se há um setor no país em condição de dar aumento real aos seus funcionários é o financeiro. E é isso que os 400 mil bancários de bancos públicos e privados no Brasil vão exigir”, diz Marcolino. A categoria espera que os banqueiros apresentem uma proposta à altura de suas reivindicações até o final de agosto. Caso contrário, em setembro os bancários devem entrar em greve.
Cláudia Motta – Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região
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