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Por 20:07 Notícias

Greve chama atenção da imprensa internacional –

22/09/2004
(São Paulo) Após oito dias de paralisação, a greve dos bancários continua forte em 24 dos 27 estados brasileiros e começa a chamar a atenção da imprensa mundial. A edição de hoje do diário britânico “Financial Times” noticiou que “a greve dos bancários chegou a paralisar as operações financeiras em várias cidades do país”. Na reportagem, o jornal também citou as paralisações dos aeronautas e aeroviários da Vasp e de servidores públicos, no que chamou de “onda de greves” no Brasil. Para o FT, a recuperação da economia brasileira levou a uma “significativa melhora” no mercado de trabalho, o que permitiu aos sindicatos retomarem antigas reivindicações de recomposição salarial. A demanda por melhores salários “é a segunda reivindicação mais importante que os brasileiros fazem ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva”, informou o “Financial Times”.
No Brasil, a greve dos bancários ganhou a grande imprensa desde o primeiro dia. A coluna “Toda Mídia”, do jornal Folha de S. Paulo – que diariamente faz um balanço do noticiário – informou com destaque na edição de hoje que a onde de greves tem tido um grande espaço na imprensa. “Pelas manchetes em série nos telejornais nacionais, mas principalmente pela cobertura regional, de São Paulo, o quadro é de uma onda de greves às vésperas da eleição…. E havia, é claro, a dos bancários. Na manchete do UOL: “Greve cresce e já atinge 24 capitais”.
A própria “Folha de S. Paulo” deu destaque à greve dos bancários, com a manchete do caderno Dinheiro e a principal chamada com foto da capa: “Bancários estendem greve para 24 capitais”. A reportagem da “Folha” diz que “sem acordo na negociação ontem com os bancos, os bancários decidiram manter a greve por tempo indeterminado e ampliar a paralisação, que completa hoje oito dias e já atinge 24 capitais”. O presidente da CNB/CUT, Vagner Freitas, explicou para a “Folha”: “O impasse continua porque os bancos não querem negociar. Depois de uma greve forte, que já dura uma semana, os bancos apresentaram a mesma proposta que já foi rejeitada pela categoria. Isso é apostar no conflito”.
O coordenador de negociações trabalhistas da Fenaban, Magnus Apostólico, tentou se justificar para a “Folha”: “Não temos condições de alterar o custo dessa proposta, que tem impacto de 10% na folha de pagamento, enquanto a inflação foi de 6,6%”. Não disse, no entanto, porque o contrário vale, já que na última década os banqueiros nunca quiseram recompor a inflação para a categoria.
O “Estado de S. Paulo” afirmou que “o movimento grevista indica crescimento, ao contrário do que previu a Fenaban”. A reportagem afirma que “ontem, 354 agências e unidades administrativas na capital paulista permanecem fechadas”.
No Rio de Janeiro, o jornal “O Globo” destacou a entrada dos bancários de Sergipe, Rondônia, Roraima, Espírito Santo, Alagoas e Piauí no movimento e ressaltou que a greve já é “a maior da categoria desde 1990”. Explicou que a paralisação começou em quatro capitais e “agora atinge 24 estados, com mais de 200 mil trabalhadores de braços cruzados”.
Na capital federal, o site do “Correio Brasiliense” também destacou a greve e anunciou: “Polícia prende bancários grevistas em Brasília”. A prisão ocorreu nesta quarta-feira após os trabalhadores reagirem à presença de policiais na sede do Banco do Brasil. “De acordo com o Sindicato dos Bancários de Brasília, policiais militares estão desde a manhã de hoje no local para garantir que os funcionários que não aderiram à paralisação entrem no prédio. Alguns grevistas tentaram impedir a ação policial e foram levados para o 1° Distrito Policial. Eles prestaram depoimento e foram liberados”.
O “Correio da Bahia”, de Salvador, anunciou que a “negociação fracassa e bancários ampliam greve”. Segundo informou o jornal, “a Fenaban manteve a proposta inicial de reajuste, apresentada no início do mês, e agora ameaça os grevistas com desconto na folha de pagamento pelos dias parados. Já a CNB garantiu que a tendência é o fortalecimento da greve a partir de hoje”. O “Correio” ainda disse que “na Bahia, a greve vem sendo ampliada”.
Do outro lado do Brasil, no Acre, “A Gazeta” informou que “a greve dos bancários, iniciada na sexta-feira, ficou mais forte ontem com a adesão do Bradesco e do HSBC. A paralisação começou com o Basa, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Itaú”. De acordo com o jornal, “o Banco do Brasil estava se articulando para abrir pelo menos uma de suas agências com os funcionários que não aderiram a greve” em Rio Branco.
No Sul, o “Correio do Povo” de Porto Alegre disse que “na tarde de ontem, cerca de 300 bancários caminharam pelo Centro da Capital, da Praça da Alfândega até a sede do Banco Central (BC), na rua Sete de Setembro. Depois, seguiram até o Clube do Comércio, para a assembléia”. O jornal destacou que “a maioria das agências do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal e das instituições privadas está paralisada”.
Além da imprensa escrita, a greve tem tido destaque desde o primeiro dia nas páginas principal de todos os sites de notícia – como UOL, Terra, Globo Online, Folha Online – e nas rádios – CBN e Jovem Pan, por exemplo. Também deve ser notícia das revistas semanais, que estão procurando a CNB/CUT atrás de informações.
Fonte: Fábio Jammal Makhoul – CNB/CUT
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Greve chama atenção da imprensa internacional –

22/09/2004
(São Paulo) Após oito dias de paralisação, a greve dos bancários continua forte em 24 dos 27 estados brasileiros e começa a chamar a atenção da imprensa mundial. A edição de hoje do diário britânico “Financial Times” noticiou que “a greve dos bancários chegou a paralisar as operações financeiras em várias cidades do país”. Na reportagem, o jornal também citou as paralisações dos aeronautas e aeroviários da Vasp e de servidores públicos, no que chamou de “onda de greves” no Brasil. Para o FT, a recuperação da economia brasileira levou a uma “significativa melhora” no mercado de trabalho, o que permitiu aos sindicatos retomarem antigas reivindicações de recomposição salarial. A demanda por melhores salários “é a segunda reivindicação mais importante que os brasileiros fazem ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva”, informou o “Financial Times”.

No Brasil, a greve dos bancários ganhou a grande imprensa desde o primeiro dia. A coluna “Toda Mídia”, do jornal Folha de S. Paulo – que diariamente faz um balanço do noticiário – informou com destaque na edição de hoje que a onde de greves tem tido um grande espaço na imprensa. “Pelas manchetes em série nos telejornais nacionais, mas principalmente pela cobertura regional, de São Paulo, o quadro é de uma onda de greves às vésperas da eleição…. E havia, é claro, a dos bancários. Na manchete do UOL: “Greve cresce e já atinge 24 capitais”.

A própria “Folha de S. Paulo” deu destaque à greve dos bancários, com a manchete do caderno Dinheiro e a principal chamada com foto da capa: “Bancários estendem greve para 24 capitais”. A reportagem da “Folha” diz que “sem acordo na negociação ontem com os bancos, os bancários decidiram manter a greve por tempo indeterminado e ampliar a paralisação, que completa hoje oito dias e já atinge 24 capitais”. O presidente da CNB/CUT, Vagner Freitas, explicou para a “Folha”: “O impasse continua porque os bancos não querem negociar. Depois de uma greve forte, que já dura uma semana, os bancos apresentaram a mesma proposta que já foi rejeitada pela categoria. Isso é apostar no conflito”.

O coordenador de negociações trabalhistas da Fenaban, Magnus Apostólico, tentou se justificar para a “Folha”: “Não temos condições de alterar o custo dessa proposta, que tem impacto de 10% na folha de pagamento, enquanto a inflação foi de 6,6%”. Não disse, no entanto, porque o contrário vale, já que na última década os banqueiros nunca quiseram recompor a inflação para a categoria.

O “Estado de S. Paulo” afirmou que “o movimento grevista indica crescimento, ao contrário do que previu a Fenaban”. A reportagem afirma que “ontem, 354 agências e unidades administrativas na capital paulista permanecem fechadas”.

No Rio de Janeiro, o jornal “O Globo” destacou a entrada dos bancários de Sergipe, Rondônia, Roraima, Espírito Santo, Alagoas e Piauí no movimento e ressaltou que a greve já é “a maior da categoria desde 1990”. Explicou que a paralisação começou em quatro capitais e “agora atinge 24 estados, com mais de 200 mil trabalhadores de braços cruzados”.

Na capital federal, o site do “Correio Brasiliense” também destacou a greve e anunciou: “Polícia prende bancários grevistas em Brasília”. A prisão ocorreu nesta quarta-feira após os trabalhadores reagirem à presença de policiais na sede do Banco do Brasil. “De acordo com o Sindicato dos Bancários de Brasília, policiais militares estão desde a manhã de hoje no local para garantir que os funcionários que não aderiram à paralisação entrem no prédio. Alguns grevistas tentaram impedir a ação policial e foram levados para o 1° Distrito Policial. Eles prestaram depoimento e foram liberados”.

O “Correio da Bahia”, de Salvador, anunciou que a “negociação fracassa e bancários ampliam greve”. Segundo informou o jornal, “a Fenaban manteve a proposta inicial de reajuste, apresentada no início do mês, e agora ameaça os grevistas com desconto na folha de pagamento pelos dias parados. Já a CNB garantiu que a tendência é o fortalecimento da greve a partir de hoje”. O “Correio” ainda disse que “na Bahia, a greve vem sendo ampliada”.

Do outro lado do Brasil, no Acre, “A Gazeta” informou que “a greve dos bancários, iniciada na sexta-feira, ficou mais forte ontem com a adesão do Bradesco e do HSBC. A paralisação começou com o Basa, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Itaú”. De acordo com o jornal, “o Banco do Brasil estava se articulando para abrir pelo menos uma de suas agências com os funcionários que não aderiram a greve” em Rio Branco.

No Sul, o “Correio do Povo” de Porto Alegre disse que “na tarde de ontem, cerca de 300 bancários caminharam pelo Centro da Capital, da Praça da Alfândega até a sede do Banco Central (BC), na rua Sete de Setembro. Depois, seguiram até o Clube do Comércio, para a assembléia”. O jornal destacou que “a maioria das agências do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal e das instituições privadas está paralisada”.

Além da imprensa escrita, a greve tem tido destaque desde o primeiro dia nas páginas principal de todos os sites de notícia – como UOL, Terra, Globo Online, Folha Online – e nas rádios – CBN e Jovem Pan, por exemplo. Também deve ser notícia das revistas semanais, que estão procurando a CNB/CUT atrás de informações.

Fonte: Fábio Jammal Makhoul – CNB/CUT

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