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Piso da categoria bancária cai quase pela metade

Apesar da crescente rentabilidade dos bancos na última década -que passou de 9,8% em 1994 para 20% em 2003-, o piso salarial dos bancários caiu quase pela metade na mesma comparação: passou de 4,3 salários mínimos há dez anos para 2,6 no ano passado. Desde 2000, a categoria não consegue repor a inflação medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) do IBGE.
Os principais motivos, apontam especialistas, são o processo de informatização das instituições financeiras, que cortou milhares de vagas, e a elevada taxa de desemprego no país, que diminui a margem de manobra na negociação salarial.
Em 1995, segundo dados do Ministério do Trabalho, havia 558.692 funcionários de bancos no país. No ano passado, eram 405.453 -27,4% a menos.
“O que determina a transferência da rentabilidade para os salários é a capacidade de organização, que é enfraquecida com o desemprego”, afirma Anselmo Luis dos Santos, do Cesit (Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho), da Unicamp.
“Nos últimos dez anos, a informatização cortou muitas vagas, o que reduziu o montante direcionado à folha de pagamento”, diz Gustavo Pedreira, analista da ABM Consulting.
Segundo Claudio Ferreira, desde 1978 bancário do Banco do Brasil e participante de mais de dez greves, a automação enfraquece as paralisações.
“Mas o principal motivo de não conseguirmos repor a inflação nos últimos anos é o controle excessivo dos bancos sobre os funcionários e a pressão psicológica da grande massa de desempregados no país.”
Fonte: Folha de São Paulo – Maeli Prado

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Piso da categoria bancária cai quase pela metade

Apesar da crescente rentabilidade dos bancos na última década -que passou de 9,8% em 1994 para 20% em 2003-, o piso salarial dos bancários caiu quase pela metade na mesma comparação: passou de 4,3 salários mínimos há dez anos para 2,6 no ano passado. Desde 2000, a categoria não consegue repor a inflação medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) do IBGE.

Os principais motivos, apontam especialistas, são o processo de informatização das instituições financeiras, que cortou milhares de vagas, e a elevada taxa de desemprego no país, que diminui a margem de manobra na negociação salarial.

Em 1995, segundo dados do Ministério do Trabalho, havia 558.692 funcionários de bancos no país. No ano passado, eram 405.453 -27,4% a menos.

“O que determina a transferência da rentabilidade para os salários é a capacidade de organização, que é enfraquecida com o desemprego”, afirma Anselmo Luis dos Santos, do Cesit (Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho), da Unicamp.

“Nos últimos dez anos, a informatização cortou muitas vagas, o que reduziu o montante direcionado à folha de pagamento”, diz Gustavo Pedreira, analista da ABM Consulting.

Segundo Claudio Ferreira, desde 1978 bancário do Banco do Brasil e participante de mais de dez greves, a automação enfraquece as paralisações.

“Mas o principal motivo de não conseguirmos repor a inflação nos últimos anos é o controle excessivo dos bancos sobre os funcionários e a pressão psicológica da grande massa de desempregados no país.”

Fonte: Folha de São Paulo – Maeli Prado

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