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O DESEMPENHO DO BANCO DO BRASIL S.A. – BANCO MÚLTIPLO — PRIMEIRO SEMESTRE

Por Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos – Ss/Seeb-DF – Rede Bancários
ALGUNS DESTAQUES:
1. O Banco do Brasil (BB) encerrou o primeiro semestre de 2005 com um lucro líquido de R$ 1,9 bilhões – crescimento de 39,3% em relação ao resultado do mesmo período do ano anterior (R$ 1,4 bi). Com isso, a administração do banco projeta uma rentabilidade patrimonial anualizada de 28,6% — mais de cinco vezes a inflação prevista para 2005, estimada pelo mercado em 5,4%(1);
2. O expressivo lucro do banco deve-se, sobretudo, ao resultado da intermediação financeira, que apresentou uma evolução positiva de 13,8% nesse período. A maior fonte de receita são as operações de crédito, que no primeiro semestre cresceu 7,8%, contabilizando R$ 9,2 bi. O resultado com operações de tesouraria (títulos públicos e aplicações interfinanceiras de liquidez) obteve um crescimento de 8,6%, alcançando R$ 6,0 bi;
3. Em relação às despesas financeiras, a despesa de provisão para créditos de liquidação duvidosa registrou uma ligeira redução de 3,8%. Por outro lado, as despesas com operações de captação no mercado aumentaram 19,6%;
4. A administração do banco tem destinado para as operações de crédito e de tesouraria, respectivamente 33,4% e 37,5% do ativo total. No entanto, as taxas que remuneram as aplicações em créditos são muito superiores àquelas que remuneram as aplicações em títulos e valores mobiliários. A propósito, no último semestre a carteira de crédito obteve um crescimento de 17,5%, enquanto as operações de tesouraria ficaram praticamente estáveis com redução de 1,4%;
5. Entre as operações de crédito, a carteira rural é a prioridade do Banco do Brasil. Com um crescimento de 24,5% no semestre, os empréstimos rurais representam quase um terço do crédito total do BB. Em seguida vem a carteira da indústria, com crescimento de 19,3%, e as operações de pessoa física que cresceram 16,8%. Juntos, os três segmentos representam 75,3% do crédito total do banco. Sobre o crédito consignado, o banco informou um crescimento de 146,0%, totalizando R$ 2,6 bilhões em junho de 2005. Esse volume representa 15,3% do mercado de crédito consignado(2).
6. As receitas de prestação de serviços (RPS) registraram um aumento de 14,6%, acumulando R$ 3,4 bilhões no primeiro semestre. A principal fonte de arrecadação dessas receitas é o plano ouro(3), que contabilizou um ganho de R$ 746,7 milhões. À semelhança de outras instituições bancárias, no Banco do Brasil, as RPS representam a terceira maior fonte de lucro, perdendo apenas para as receitas de crédito e o resultado das aplicações em tesouraria. Além disso, essas receitas são suficientes para “cobrir” 97,4% das despesas de pessoal do banco que ficaram praticamente estáveis, atingindo R$ 3,5 bi;
7. A diferença entre o maior e o menor salário do BB reduziu de 19,4 para 18,8 vezes, no entanto ainda continua alta. Essa redução reflete a inclusão da parcela fixa de R$ 30,00 nos salários até o teto de R$ 1.500,00. Desse modo, o reajuste linear de 8,5% mais a parcela fixa de R$ 30,00 gerou um aumento total de 11,87% sobre o salário inicial, enquanto os salários superiores ao teto foram reajustados em 8,5%4;
8. Com relação ao valor destinado ao pagamento de Participações nos Lucros e/ou Resultados (PLR), o balanço registra um aumento de 40,5%, totalizando R$ 253 milhões. No entanto, a participação desse montante sobre o lucro líquido semestral não foi alterado, permanecendo o mesmo do primeiro semestre do ano passado, ou seja, 12,7%;
9. Registra-se ainda o crescimento de 10,1% das outras despesas administrativas. Entre elas, o valor mais expressivo destina-se às despesas de comunicações, que evoluiu 14,5%. Por fim, o Banco do Brasil ampliou seu quadro de pessoal, agora com 86.291 empregados — um crescimento de 5,3% em relação a junho de 2004.
(1) Conforme o Relatório de Mercado do Banco Central divulgado em 29 de julho referente ao IPCA/IBGE.
(2) Para uma amostra de 13 instituições financeiras que operam com crédito consignado, o estoque desses empréstimos no último mês de Maio era de R$ 17 bilhões, conforme Relatório de Inflação do Banco Central em junho de 2005.
(3) Pacote de serviços oferecido aos clientes mediante a cobrança de uma tarifa mensal debitada de sua conta corrente. Entre os serviços estão: talão de cheque, extrato de conta, manutenção de conta corrente, etc.
(4) Conforme dissídio coletivo referente a última data-base (2004/05).
INDICADORES DO PRIMEIRO SEMESTRE DE 2005
BANCO DO BRASIL – Banco Múltiplo
Indicadores
1.Sem/2005
1.Sem/2004
Variação
Lucro Líquido (R$ Mil)
1.978.835
1.420.752
39,28%
Patrimônio Líquido (R$ Mil)
15.392.613
12.863.546
19,66%
Operações de Crédito por Empregado (R$ Mil)
976,8
789,4
23,74%
Depósito Total por Empregado (R$ Mil)
1.462,0
1.399,2
4,49%
Lucro Líquido por Empregado (R$ Mil)
24,2
16,5
46,68%
Participação Lucro por Empregado (R$ Mil)
3,1
2,1
47,99%
Despesa de Pessoal na Receita Prestação Serviços
102,68%
117,78%
-12,82%
Despesa de Pessoal no Ativo Total
1,46%
1,48%
-1,62%
(Desp.Pessoal + Administrativas)/Rec.Prest.Serv.
183,06%
201,41%
-9,11%
(Desp.Pessoal + Administrativas)/Res.Bruto Intermediação
118,24%
129,17%
-8,46%
PLR / Lucro Líquido
12,79%
12,68%
0,89%
Rentabilidade do Ativo Total (LL/AT)
0,83%
0,60%
37,16%
Rentabilidade Patrimonial Líquida* (LL/PL médio)
28,6%
23,9%
19,7%
*anualizada
Fonte: Demonstrações Contábeis
Elaborado por DIEESE – Rede Bancários

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