Acontece hoje a primeira rodada de negociações da Campanha Salarial 2005. O Comando Nacional dos Bancários e a Comissão de Negociação da Federação Nacional dos Bancos se encontram às 15h, em São Paulo, para discutir as reivindicações feitas pelos bancários em minuta entregue à Fenaban no dia 11 de agosto.
Em todo o país as mobilizações já tomam conta das ruas. Cada região já está preparada para mais essa batalha. A luta dos bancários já é reconhecida e acolhida pela maioria da população. Isso porque os pedidos feitos a cada ano por esses trabalhadores nunca estiveram em desacordo com o que, efetivamente, era de merecimento.
Além do mais, é de conhecimento de todos os lucros exorbitantes dos bancos. Logo, uma das principais reivindicações deste ano, a da Participação nos Lucros e Resultados pela regra básica (um salário+ 788 fixos)+ 5% do lucro líquido do banco distribuído linearmente pelos empregados, é mais do que justa.
Começou – Cerca de 3 mil funcionários de três grandes agências bancárias da capital paranaense (Caixa Econômica Federal , HSBC e Banco do Brasil), receberam hoje pela manhã, um jornal que chamava os trabalhadores para a Campanha Salarial 2005.
Ainda hoje, inicia também a distribuição da Revista Bancários, que deve atingir 100% dos trabalhadores até o final da semana. “Unificar a Campanha, atingir todos os bancários e trazê-los para a luta. Essa é a maneira mais eficaz de alcançar nossos objetivos”, diz José Paulo Staub, secretário geral do Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região.
Promessas não cumpridas – A minuta de reivindicações entregue a Fenaban no dia 11 de agosto, conta também com antigos pedidos. De acordo com João Leitão, secretário de cultura, esporte e lazer do Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região, e integrante na COE-HSBC, um exemplo de reivindicação que diz respeito a promessas não cumpridas por parte do banco, é o horário de atendimento estendido sem a contratação de novos trabalhadores. “Quando o banco nos apresentou a proposta de aumentar o tempo de atendimento em algumas agências HSBC, a idéia foi vista com bons olhos. Nós deslumbramos a contratação de mais trabalhadores, para assim, melhor atender a população. Mas isso não ocorreu até hoje, sobrecarregando o bancário que, além de trabalhar mais, não recebe nada por isso”, ressalta João.
No Brasil, existem cerca de 1.350 agências HSBC. Deste total, 214 agências funcionam em horário estendido sem a devida renovação do quadro funcional. Ainda de acordo com João, a reivindicação deste ano inclui a contratação de pelo menos dois trabalhadores, preferencialmente caixas, para cada agência que funciona das 9h às 18h. Isso resultaria em mais de 400 admissões. “Não vamos mais permitir a exploração do trabalhador”, enfatiza João.
Mesas específicas – Ocorrem, ainda no início desta semana, as mesas de negociações específicas da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil. Essas negociações específicas passaram a ocorrer a partir de 2003, quando todos os bancários, de bancos públicos e privados, passaram a lutar juntos, em campanhas unificadas. Assim, ficou decidido que as especificidades do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal deveriam ser discutidas separadamente, mas, sem deixar o consenso da campanha unificada.
Segundo Sonia Regina Sperandio Boz, secretária de imprensa e comunicação do Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região, e integrante da Comissão dos Empregados da CAIXA, “na era FHC, foi acumulado um passivo muito grande. Com a categoria unida nesses últimos dois anos, além do passivo não aumentar, houve uma recuperação, ainda que pequena, porém, animadora. Os bancários começaram a reaver o poder de compra perdido durante a era FHC. Agora, o mais importante é lutar para que isso continue a acontecer”, diz Sonia.
A mesa de negociação específica da CAIXA acontece amanhã, 30 de agosto, em Brasília. A mesa do BB está marcada para quarta-feira, 31 de agosto, também em Brasília.
Notícias recentes
- 28ª Conferência Nacional dos Bancários começa nesta sexta (19)
- Lula bate Flávio Bolsonaro e lidera todos os cenários em pesquisa inédita feita por instituto dos EUA
- IBGE: país tem 8,4 milhões de analfabetos, menor número desde 2016
- CNFBB encerra programação de quinta-feira com apresentação das estratégias da Cassi para expansão e sustentabilidade
- Governo veta projeto que retira direitos trabalhistas de jovens no primeiro emprego
Comentários
Por Mhais• 29 de agosto de 2005• 13:24• Sem categoria
Começou: Iniciam as mobilizações em Curitiba e Região
Acontece hoje a primeira rodada de negociações da Campanha Salarial 2005. O Comando Nacional dos Bancários e a Comissão de Negociação da Federação Nacional dos Bancos se encontram às 15h, em São Paulo, para discutir as reivindicações feitas pelos bancários em minuta entregue à Fenaban no dia 11 de agosto.
Em todo o país as mobilizações já tomam conta das ruas. Cada região já está preparada para mais essa batalha. A luta dos bancários já é reconhecida e acolhida pela maioria da população. Isso porque os pedidos feitos a cada ano por esses trabalhadores nunca estiveram em desacordo com o que, efetivamente, era de merecimento.
Além do mais, é de conhecimento de todos os lucros exorbitantes dos bancos. Logo, uma das principais reivindicações deste ano, a da Participação nos Lucros e Resultados pela regra básica (um salário+ 788 fixos)+ 5% do lucro líquido do banco distribuído linearmente pelos empregados, é mais do que justa.
Começou – Cerca de 3 mil funcionários de três grandes agências bancárias da capital paranaense (Caixa Econômica Federal , HSBC e Banco do Brasil), receberam hoje pela manhã, um jornal que chamava os trabalhadores para a Campanha Salarial 2005.
Ainda hoje, inicia também a distribuição da Revista Bancários, que deve atingir 100% dos trabalhadores até o final da semana. “Unificar a Campanha, atingir todos os bancários e trazê-los para a luta. Essa é a maneira mais eficaz de alcançar nossos objetivos”, diz José Paulo Staub, secretário geral do Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região.
Promessas não cumpridas – A minuta de reivindicações entregue a Fenaban no dia 11 de agosto, conta também com antigos pedidos. De acordo com João Leitão, secretário de cultura, esporte e lazer do Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região, e integrante na COE-HSBC, um exemplo de reivindicação que diz respeito a promessas não cumpridas por parte do banco, é o horário de atendimento estendido sem a contratação de novos trabalhadores. “Quando o banco nos apresentou a proposta de aumentar o tempo de atendimento em algumas agências HSBC, a idéia foi vista com bons olhos. Nós deslumbramos a contratação de mais trabalhadores, para assim, melhor atender a população. Mas isso não ocorreu até hoje, sobrecarregando o bancário que, além de trabalhar mais, não recebe nada por isso”, ressalta João.
No Brasil, existem cerca de 1.350 agências HSBC. Deste total, 214 agências funcionam em horário estendido sem a devida renovação do quadro funcional. Ainda de acordo com João, a reivindicação deste ano inclui a contratação de pelo menos dois trabalhadores, preferencialmente caixas, para cada agência que funciona das 9h às 18h. Isso resultaria em mais de 400 admissões. “Não vamos mais permitir a exploração do trabalhador”, enfatiza João.
Mesas específicas – Ocorrem, ainda no início desta semana, as mesas de negociações específicas da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil. Essas negociações específicas passaram a ocorrer a partir de 2003, quando todos os bancários, de bancos públicos e privados, passaram a lutar juntos, em campanhas unificadas. Assim, ficou decidido que as especificidades do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal deveriam ser discutidas separadamente, mas, sem deixar o consenso da campanha unificada.
Segundo Sonia Regina Sperandio Boz, secretária de imprensa e comunicação do Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região, e integrante da Comissão dos Empregados da CAIXA, “na era FHC, foi acumulado um passivo muito grande. Com a categoria unida nesses últimos dois anos, além do passivo não aumentar, houve uma recuperação, ainda que pequena, porém, animadora. Os bancários começaram a reaver o poder de compra perdido durante a era FHC. Agora, o mais importante é lutar para que isso continue a acontecer”, diz Sonia.
A mesa de negociação específica da CAIXA acontece amanhã, 30 de agosto, em Brasília. A mesa do BB está marcada para quarta-feira, 31 de agosto, também em Brasília.
Deixe um comentário