Mais quatro agências bancárias estão fechadas hoje, 15 de setembro, em Curitiba. Desta vez, as agências são do Banco HSBC localizadas em quatro bairros da cidade: Água Verde, Batel, Centro e Centro Cívico. Todas essas agências paralisadas funcionam com o horário estendido das 9h às 18h. Logo, são algumas das agências onde o assédio moral, a pressão psicológica, o estresse e as doenças ocupacionais são ainda mais freqüentes entre os trabalhadores bancários.
Desde as 7h30 os bancários estão de braços cruzados em frente às agências e, assim como ontem, faixas, panfletos e carros de som estão chamando os trabalhadores para a luta e alertando a população para o descaso dos banqueiros quanto às reivindicações dos bancários por condições de trabalho e de salários mais justos. A manifestação deve durar até às 12h.
Ontem, na terceira rodada de negociação entre o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban, mais uma vez ficou clara a postura de intransigência e desrespeito dos bancos. Novamente os banqueiros disseram não a tudo. Quando perguntados se teriam alguma proposta concreta para avançar nas negociações, não apresentaram nada. Não disseram sim nem mesmo para a data da próxima reunião, que o Comando indicou para o próximo dia 20.
Porém o descaso e a intransigência do HSBC vai além. No início da tarde de ontem, o Banco entrou com uma demanda de Interdito Proibitório com o pedido de Liminar contra o Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região. Com esta liminar, o HSBC pretende impedir – a qualquer momento – manifestações do movimento sindical em frente à agência localizada na Travessa Oliveira Belo, 34, 2º andar, no centro de Curitiba.
Com essa atitude, o Banco HSBC demonstrou prepotência e total desconhecimento jurídico. Isso porque nenhuma manifestação no sentido de fechar a agência citada havia ocorrido até o momento. Além deste pedido de liminar inteiramente equivocado -uma vez que não é amparado pela lei vigente no país e foi impetrado na Justiça Civil, que não é competente para julgar tal matéria – o Banco ainda acusou o Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região de agir, repetidas vezes, com truculência, incitando o esbulho e a posse violenta dentro das agências bancárias.
Ainda não contente, mais uma vez o Banco ameaçou o Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região com um novo interdito proibitório no dia de hoje. “O Banco age novamente com autoritarismo e prepotência, tentando fazer uso de medidas como essas para calar os bancários. Agindo assim, eles levam mais uma vez, as decisões que poderiam acontecer amigavelmente para a justiça”, diz o presidente da FETEC-CUT-PR, Adilson Stuzata.
Vale ressaltar que estamos na data-base dos trabalhadores bancários e, até o momento, os banqueiros não se manifestaram favoráveis ao avanço das negociações que já se estendem por mais de 30 dias. Além disso, os bancários, regidos de acordo com a lei, têm o direito à greve. E apenas ao Ministério do Trabalho compete julgar uma possível greve. Apenas ele pode alegar que uma greve é legal ou ilegal, abusiva ou não abusiva.
A determinação do Comando Nacional dos Bancários é para que as manifestações sejam intensificadas em todo o país.
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Por Mhais• 15 de setembro de 2005• 10:48• Sem categoria
Mais quatro agências são paralisadas em Curitiba
Mais quatro agências bancárias estão fechadas hoje, 15 de setembro, em Curitiba. Desta vez, as agências são do Banco HSBC localizadas em quatro bairros da cidade: Água Verde, Batel, Centro e Centro Cívico. Todas essas agências paralisadas funcionam com o horário estendido das 9h às 18h. Logo, são algumas das agências onde o assédio moral, a pressão psicológica, o estresse e as doenças ocupacionais são ainda mais freqüentes entre os trabalhadores bancários.
Desde as 7h30 os bancários estão de braços cruzados em frente às agências e, assim como ontem, faixas, panfletos e carros de som estão chamando os trabalhadores para a luta e alertando a população para o descaso dos banqueiros quanto às reivindicações dos bancários por condições de trabalho e de salários mais justos. A manifestação deve durar até às 12h.
Ontem, na terceira rodada de negociação entre o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban, mais uma vez ficou clara a postura de intransigência e desrespeito dos bancos. Novamente os banqueiros disseram não a tudo. Quando perguntados se teriam alguma proposta concreta para avançar nas negociações, não apresentaram nada. Não disseram sim nem mesmo para a data da próxima reunião, que o Comando indicou para o próximo dia 20.
Porém o descaso e a intransigência do HSBC vai além. No início da tarde de ontem, o Banco entrou com uma demanda de Interdito Proibitório com o pedido de Liminar contra o Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região. Com esta liminar, o HSBC pretende impedir – a qualquer momento – manifestações do movimento sindical em frente à agência localizada na Travessa Oliveira Belo, 34, 2º andar, no centro de Curitiba.
Com essa atitude, o Banco HSBC demonstrou prepotência e total desconhecimento jurídico. Isso porque nenhuma manifestação no sentido de fechar a agência citada havia ocorrido até o momento. Além deste pedido de liminar inteiramente equivocado -uma vez que não é amparado pela lei vigente no país e foi impetrado na Justiça Civil, que não é competente para julgar tal matéria – o Banco ainda acusou o Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região de agir, repetidas vezes, com truculência, incitando o esbulho e a posse violenta dentro das agências bancárias.
Ainda não contente, mais uma vez o Banco ameaçou o Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região com um novo interdito proibitório no dia de hoje. “O Banco age novamente com autoritarismo e prepotência, tentando fazer uso de medidas como essas para calar os bancários. Agindo assim, eles levam mais uma vez, as decisões que poderiam acontecer amigavelmente para a justiça”, diz o presidente da FETEC-CUT-PR, Adilson Stuzata.
Vale ressaltar que estamos na data-base dos trabalhadores bancários e, até o momento, os banqueiros não se manifestaram favoráveis ao avanço das negociações que já se estendem por mais de 30 dias. Além disso, os bancários, regidos de acordo com a lei, têm o direito à greve. E apenas ao Ministério do Trabalho compete julgar uma possível greve. Apenas ele pode alegar que uma greve é legal ou ilegal, abusiva ou não abusiva.
A determinação do Comando Nacional dos Bancários é para que as manifestações sejam intensificadas em todo o país.
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