A CNB (Confederação Nacional dos Bancários, ligada à CUT) informou que que conseguiu marcar para amanhã uma reunião com o ministro Luiz Marinho (Trabalho) para denunciar o que chamou de “truculência” da Polícia Militar durante as manifestações de bancários em greve.
Hoje, primeiro dia da paralisação, a PM entrou em confronto com os bancários na região central de São Paulo. Em outras seis cidades (Assis, Araraquara, Belo Horizonte, Vitória da Conquista, Fortaleza e Curitiba), a polícia foi chamada e retirou os trabalhadores em greve das agências.
O secretário-geral da CNB, Carlos Cordeiro, que viaja amanhã a Brasília para conversar com Marinho, afirmou que o ministro Márcio Thomaz Bastos (Justiça) também foi convidado para participar da reunião e que espera garantir que o direito de greve dos trabalhadores seja respeitado.
De acordo com o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, por volta das 10h30 a PM retirou com violência trabalhadores da porta da agência do Bradesco da rua 15 de Novembro.
O funcionário e sindicalista Marcos do Amaral foi imobilizado e preso pelos policiais, sendo liberado logo em seguida. Além disso, segundo o sindicato, cerca de dez pessoas tiveram ferimentos leves, inclusive clientes do banco e jornalistas que estavam no local.
De acordo com o tenente-coronel Jorge Luiz Alves, chefe de Comunicação da PM em São Paulo, a polícia não usou violência, não houve feridos e a ação foi realizada exclusivamente com o objetivo de garantir o direito de ir-e-vir da população.
Ele afirmou que os sindicalistas foram orientados pela PM a não tentar bloquear a entrada e saída de clientes e funcionários das agências, o que não foi cumprido. Eles podem se manifestar, mas não podem impedir que pessoas entrem ou saiam das agências, afirmou.
O tenente-coronel também afirmou que houve uma tentativa de negociação com os sindicalistas para que eles liberassem os acessos às agências de forma tranqüila e espontânea. Eles se negaram e só então houve o uso da força.
Já o Bradesco disse que “no contexto de uma greve, é legítimo utilizar os dispositivos legais previstos para garantir o direito dos clientes e funcionários”.
“O Bradesco esclarece que não considera corretos eventuais atos de provocação realizados nas portas de algumas agências que têm o objetivo único de confrontar o cumprimento lei”, afirmou o banco por meio de sua assessoria de imprensa.
O sindicato, por sua vez, afirmou que não houve piquetes, que a lei de greve foi cumprida e que muitos bancários não aderiram à paralisação com medo de represálias dos banqueiros.
Na cidade de São Paulo, a PM informou que houve registros de ocorrências em três locais: em uma agência do Banco do Brasil na Chácara Santo Antônio (zona sul), em uma unidade do Unibanco da Raposo Tavares (zona oeste) e na própria região central da cidade.
Turno extra
O sindicato também afirmou que na agência do Bradesco na rua Boa Vista o gerente orientou os funcionários a chegar no trabalho às 3h, evitando assim possíveis piquetes. A PM também foi chamada para garantir a abertura da agência.
Também houve confusão na agência da Nossa Caixa na rua 15 de Novembro, onde o sindicalista Dirceu Travesso foi preso. Ele também já foi liberado.
No último dia 23, bancários e policiais já haviam entrado em confronto, desta vez em Osasco (SP), onde está localizada a sede administrativa do Bradesco.
A PM, que estava no local para garantir a segurança, entrou em confronto com os funcionários devido à retirada de faixas que haviam sido colocadas pelos sindicalistas.
A diretora do sindicato Sandra Regina Vieira da Silva e o funcionário da CUT (Central Única dos Trabalhadores) Marcos Palmanhani foram levados para o 6º Distrito Policial de Osasco. O funcionário do sindicato Cláudio da Silva foi levado ao hospital Cruzeiro do Sul com suspeita de fraturas, segundo a sindicato.
Greve
Os bancários de 20 Estados decidiram entrar em greve hoje para pressionar por reajuste e participação nos lucros maiores neste ano. Segundo a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos), 5% das agências foram fechadas pelo movimento.
Já a CNB (Confederação Nacional dos Bancos, ligada à CUT) informou que cruzaram os braços 100 mil dos 300 mil bancários dos 20 Estados que aderiram ao movimento.
Fonte: www.folha.com.br
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Por Mhais• 7 de outubro de 2005• 09:45• Sem categoria
Bancários vão denunciar “truculência” da PM ao ministro do Trabalho
A CNB (Confederação Nacional dos Bancários, ligada à CUT) informou que que conseguiu marcar para amanhã uma reunião com o ministro Luiz Marinho (Trabalho) para denunciar o que chamou de “truculência” da Polícia Militar durante as manifestações de bancários em greve.
Hoje, primeiro dia da paralisação, a PM entrou em confronto com os bancários na região central de São Paulo. Em outras seis cidades (Assis, Araraquara, Belo Horizonte, Vitória da Conquista, Fortaleza e Curitiba), a polícia foi chamada e retirou os trabalhadores em greve das agências.
O secretário-geral da CNB, Carlos Cordeiro, que viaja amanhã a Brasília para conversar com Marinho, afirmou que o ministro Márcio Thomaz Bastos (Justiça) também foi convidado para participar da reunião e que espera garantir que o direito de greve dos trabalhadores seja respeitado.
De acordo com o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, por volta das 10h30 a PM retirou com violência trabalhadores da porta da agência do Bradesco da rua 15 de Novembro.
O funcionário e sindicalista Marcos do Amaral foi imobilizado e preso pelos policiais, sendo liberado logo em seguida. Além disso, segundo o sindicato, cerca de dez pessoas tiveram ferimentos leves, inclusive clientes do banco e jornalistas que estavam no local.
De acordo com o tenente-coronel Jorge Luiz Alves, chefe de Comunicação da PM em São Paulo, a polícia não usou violência, não houve feridos e a ação foi realizada exclusivamente com o objetivo de garantir o direito de ir-e-vir da população.
Ele afirmou que os sindicalistas foram orientados pela PM a não tentar bloquear a entrada e saída de clientes e funcionários das agências, o que não foi cumprido. Eles podem se manifestar, mas não podem impedir que pessoas entrem ou saiam das agências, afirmou.
O tenente-coronel também afirmou que houve uma tentativa de negociação com os sindicalistas para que eles liberassem os acessos às agências de forma tranqüila e espontânea. Eles se negaram e só então houve o uso da força.
Já o Bradesco disse que “no contexto de uma greve, é legítimo utilizar os dispositivos legais previstos para garantir o direito dos clientes e funcionários”.
“O Bradesco esclarece que não considera corretos eventuais atos de provocação realizados nas portas de algumas agências que têm o objetivo único de confrontar o cumprimento lei”, afirmou o banco por meio de sua assessoria de imprensa.
O sindicato, por sua vez, afirmou que não houve piquetes, que a lei de greve foi cumprida e que muitos bancários não aderiram à paralisação com medo de represálias dos banqueiros.
Na cidade de São Paulo, a PM informou que houve registros de ocorrências em três locais: em uma agência do Banco do Brasil na Chácara Santo Antônio (zona sul), em uma unidade do Unibanco da Raposo Tavares (zona oeste) e na própria região central da cidade.
Turno extra
O sindicato também afirmou que na agência do Bradesco na rua Boa Vista o gerente orientou os funcionários a chegar no trabalho às 3h, evitando assim possíveis piquetes. A PM também foi chamada para garantir a abertura da agência.
Também houve confusão na agência da Nossa Caixa na rua 15 de Novembro, onde o sindicalista Dirceu Travesso foi preso. Ele também já foi liberado.
No último dia 23, bancários e policiais já haviam entrado em confronto, desta vez em Osasco (SP), onde está localizada a sede administrativa do Bradesco.
A PM, que estava no local para garantir a segurança, entrou em confronto com os funcionários devido à retirada de faixas que haviam sido colocadas pelos sindicalistas.
A diretora do sindicato Sandra Regina Vieira da Silva e o funcionário da CUT (Central Única dos Trabalhadores) Marcos Palmanhani foram levados para o 6º Distrito Policial de Osasco. O funcionário do sindicato Cláudio da Silva foi levado ao hospital Cruzeiro do Sul com suspeita de fraturas, segundo a sindicato.
Greve
Os bancários de 20 Estados decidiram entrar em greve hoje para pressionar por reajuste e participação nos lucros maiores neste ano. Segundo a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos), 5% das agências foram fechadas pelo movimento.
Já a CNB (Confederação Nacional dos Bancos, ligada à CUT) informou que cruzaram os braços 100 mil dos 300 mil bancários dos 20 Estados que aderiram ao movimento.
Fonte: www.folha.com.br
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