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Caixa quer ter crédito e contas nas lotéricas

A Caixa Econômica Federal vai transformar sua rede de 8.845 lotéricas em correspondentes bancários negociais. Essas unidades passarão a ofertar ativamente serviços bancários mais sofisticados, como seguros e financiamentos. Hoje, elas fazem apenas operações básicas, como saques, depósitos, recebimentos de contas e pagamento de benefícios.
O primeiro passo desse projeto foi dado com a instalação, em São Paulo, de uma experiência piloto. “Essa lotérica está até concedendo empréstimos consignados”, disse o vice-presidente de Transferência de Benefícios da Caixa, Carlos Augusto Borges. A idéia é que os funcionários das lotéricas tenham informações e qualificação para oferecer produtos financeiros mais sofisticados à sua clientela, inclusive a abertura de contas.
A comercialização de produtos financeiros mais sofisticados já era permitida pela legislação dos correspondentes bancários, mas a Caixa, na prática, vinha se utilizando pouco dessa possibilidade, em virtude de limitações impostas pelo seu polêmico contrato com a Gtech, que supre serviços de informática. Pelo contrato, a Caixa pagava a Gtech por transação, o que que elevava os custos e inviabilizava a comercialização de alguns produtos na rede de casas lotéricas.
O banco só está conseguindo ampliar seu portfólio de produtos vendidos nas lotéricas com a instalação de um novo sistema, em substituição ao da Gtech, que será operado por três consórcios. Com exceção do fornecimento de insumos, os trabalhos serão pagos com preços fixos – e não mais por operação. “Ganharemos também maior agilidade para colocar novos produtos na rede de lotéricas”, afirma a vice-presidente de Tecnologia da Caixa, Clarice Coppetti. “Antes, levava cerca de 90 dias para um novo produto ser distribuído.” Os cerca de 25 mil terminais operados pela Gtech serão substituídos gradualmente até maio de 2006.
A Caixa espera também que o novo sistema de informática reduza o tempo de atendimento dos clientes nas loterias, abrindo espaço para a comercialização de novos produtos. Pelo sistema antigo, as lotéricas eram equipadas com dois tipos de terminal, um que recebia apenas apostas e outro com a função única de realizar transações bancárias. “Às vezes, o cliente tinha que entrar em uma fila para pagar uma conta, e em outra para fazer apostas”, afirma Clarice. “Agora, um só terminal vai realizar as duas operações.” Pelos cálculos da Caixa, com a adoção de uma tecnologia mais moderna, o tempo de processamento de transação será reduzido de 8 para 2 segundos.
O uso mais intensivo dos correspondentes bancários faz parte de uma estratégia maior de reposicionamento das agências da Caixa. Pesquisas mostram que sua clientela tem a percepção de que as 1.867 agências da Caixa são muito congestionadas, o que afasta o público de renda mais elevada. A instituição tem atuado em duas frentes para mudar essa imagem: a abertura de 500 novas agências e a expansão da rede de correspondentes bancários. Pelo dado mais recente divulgado pelo BC, referente a dezembro de 2004, a Caixa já havia obtido a autorização para operar 14.268 correspondentes.
Desde 2001 a Caixa tenta assumir os sistemas de informática das lotéricas, que estavam a cargo da Gtech. Mas uma série de decisões judiciais e a dependência tecnológica do banco em relação à empresa impediram que isso fosse feito. Em 2003, já na atual gestão da Caixa, o contrato com a Gtech foi mais uma vez renovado. A prorrogação está sob investigação da CPI dos Bingos, devido à suspeita de tráfico de influência. A Caixa começou a preparar os editais para substituir a Gtech a partir de agosto de 2004, quando caiu a última liminar que impedia o processo. Anteontem, foi dado mais um passo na substituição da Gtech – pela primeira vez, a Caixa processou em seu próprio sistema o sorteio da Mega Sena, com 21,6 milhões de jogos. “Baseado em inteligência própria, estamos rompendo a dependência que a Caixa teve na área de loterias”, disse o presidente do banco, Jorge Mattoso.
Fonte: www.valoronline.com.br

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Caixa quer ter crédito e contas nas lotéricas

A Caixa Econômica Federal vai transformar sua rede de 8.845 lotéricas em correspondentes bancários negociais. Essas unidades passarão a ofertar ativamente serviços bancários mais sofisticados, como seguros e financiamentos. Hoje, elas fazem apenas operações básicas, como saques, depósitos, recebimentos de contas e pagamento de benefícios.

O primeiro passo desse projeto foi dado com a instalação, em São Paulo, de uma experiência piloto. “Essa lotérica está até concedendo empréstimos consignados”, disse o vice-presidente de Transferência de Benefícios da Caixa, Carlos Augusto Borges. A idéia é que os funcionários das lotéricas tenham informações e qualificação para oferecer produtos financeiros mais sofisticados à sua clientela, inclusive a abertura de contas.

A comercialização de produtos financeiros mais sofisticados já era permitida pela legislação dos correspondentes bancários, mas a Caixa, na prática, vinha se utilizando pouco dessa possibilidade, em virtude de limitações impostas pelo seu polêmico contrato com a Gtech, que supre serviços de informática. Pelo contrato, a Caixa pagava a Gtech por transação, o que que elevava os custos e inviabilizava a comercialização de alguns produtos na rede de casas lotéricas.

O banco só está conseguindo ampliar seu portfólio de produtos vendidos nas lotéricas com a instalação de um novo sistema, em substituição ao da Gtech, que será operado por três consórcios. Com exceção do fornecimento de insumos, os trabalhos serão pagos com preços fixos – e não mais por operação. “Ganharemos também maior agilidade para colocar novos produtos na rede de lotéricas”, afirma a vice-presidente de Tecnologia da Caixa, Clarice Coppetti. “Antes, levava cerca de 90 dias para um novo produto ser distribuído.” Os cerca de 25 mil terminais operados pela Gtech serão substituídos gradualmente até maio de 2006.

A Caixa espera também que o novo sistema de informática reduza o tempo de atendimento dos clientes nas loterias, abrindo espaço para a comercialização de novos produtos. Pelo sistema antigo, as lotéricas eram equipadas com dois tipos de terminal, um que recebia apenas apostas e outro com a função única de realizar transações bancárias. “Às vezes, o cliente tinha que entrar em uma fila para pagar uma conta, e em outra para fazer apostas”, afirma Clarice. “Agora, um só terminal vai realizar as duas operações.” Pelos cálculos da Caixa, com a adoção de uma tecnologia mais moderna, o tempo de processamento de transação será reduzido de 8 para 2 segundos.

O uso mais intensivo dos correspondentes bancários faz parte de uma estratégia maior de reposicionamento das agências da Caixa. Pesquisas mostram que sua clientela tem a percepção de que as 1.867 agências da Caixa são muito congestionadas, o que afasta o público de renda mais elevada. A instituição tem atuado em duas frentes para mudar essa imagem: a abertura de 500 novas agências e a expansão da rede de correspondentes bancários. Pelo dado mais recente divulgado pelo BC, referente a dezembro de 2004, a Caixa já havia obtido a autorização para operar 14.268 correspondentes.

Desde 2001 a Caixa tenta assumir os sistemas de informática das lotéricas, que estavam a cargo da Gtech. Mas uma série de decisões judiciais e a dependência tecnológica do banco em relação à empresa impediram que isso fosse feito. Em 2003, já na atual gestão da Caixa, o contrato com a Gtech foi mais uma vez renovado. A prorrogação está sob investigação da CPI dos Bingos, devido à suspeita de tráfico de influência. A Caixa começou a preparar os editais para substituir a Gtech a partir de agosto de 2004, quando caiu a última liminar que impedia o processo. Anteontem, foi dado mais um passo na substituição da Gtech – pela primeira vez, a Caixa processou em seu próprio sistema o sorteio da Mega Sena, com 21,6 milhões de jogos. “Baseado em inteligência própria, estamos rompendo a dependência que a Caixa teve na área de loterias”, disse o presidente do banco, Jorge Mattoso.

Fonte: www.valoronline.com.br

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