O deputado Carlos Abicalil (PT-MT) contestou nesta sexta-feira a interpretação feita na quinta-feira pelo relator da CPMI dos Correios, deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), de que o Banco do Brasil teria orientado o desvio de cerca de R$ 9 milhões para o PT. “Não aceito essa afirmação do relator. Isso não tem base documentada na CPI”, criticou. Abicalil reafirmou que a atitude do relator foi “precipitada e imprudente”. “Lamento que essa interpretação tenha sido feita em nome da CPMI quando não foi ainda objeto de deliberação por todos os integrantes da comissão”.
Segundo Abicalil, a comissão receberá na próxima semana documentos contábeis da DNA Propaganda, em poder da Polícia Federal, que comprovariam que a empresa executou todos os serviços contratados pelo Banco do Brasil. O relator Serraglio informou à imprensa que, conforme documento do Banco do Brasil, a DNA não teria prestado serviços, já pagos, no valor de pouco mais de R$ 9 milhões. A verba era para a publicidade dos produtos Visanet/Banco do Brasil.
Para Abicalil foi uma “ilação” do relator supor que a DNA não teria prestado o serviço e o dinheiro teria sido desviado para o PT. “O fato de o Banco do Brasil ter notificado extra-judicialmente a DNA, no dia 25 de outubro deste ano, sobre a pendência de conciliação de créditos tomados para serviço de publicidade, não significa que está correta a conclusão do relator de que os serviços não foram prestados. E, menos ainda, de que o dinheiro foi repassado para o PT. Essa é uma afirmação absolutamente imprudente”, reafirmou o deputado.
Abicalil explicou ainda que a dedução do relator de que Marcos Valério precisaria destes quase R$ 10 milhões para emprestar a terceiros também não se sustenta. Segundo o petista, dados da CPI mostram que o saldo da conta de Valério no Banco do Brasil, em abril de 2004, quando foram feitos empréstimos, era de R$ 23 milhões. “Se Valério tinha esse valor em conta, não seria necessário o dinheiro da Visanet”, ressaltou.
O deputado Abicalil também rebateu a afirmação de Serraglio de que a diretoria de marketing do Banco do Brasil teria informado que antes de 2002 nunca houve antecipação de recursos para agências de publicidade que atendiam o Banco do Brasil e a Visanet. “Em 2002, a DNA teve um adiantamento de R$ 4,5 milhões e em 2001 a antecipação foi de R$12,7 milhões. Essa era uma prática comum nas verbas de publicidade justificada pelos descontos que seriam obtidos”, acrescentou.
Para Carlos Abicalil, a conclusão precipitada do relator da CPI “ teve repercussão negativa para o mercado financeiro, para a imagem do BB e provocou instabilidade no mercado de ações”. Um pronunciamento como esse, continuou Abicalil, “que parte de um deputado que é relator, que deve manter imparcialidade até a conclusão do processo investigativo, deveria ser feita com mais reflexão, para evitar que depois não venha a ser desmentida”, finalizou.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.informes.org.br.
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Por Mhais• 4 de novembro de 2005• 23:34• Sem categoria
Serraglio foi imprudente e precipitado, diz Abicalil
O deputado Carlos Abicalil (PT-MT) contestou nesta sexta-feira a interpretação feita na quinta-feira pelo relator da CPMI dos Correios, deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), de que o Banco do Brasil teria orientado o desvio de cerca de R$ 9 milhões para o PT. “Não aceito essa afirmação do relator. Isso não tem base documentada na CPI”, criticou. Abicalil reafirmou que a atitude do relator foi “precipitada e imprudente”. “Lamento que essa interpretação tenha sido feita em nome da CPMI quando não foi ainda objeto de deliberação por todos os integrantes da comissão”.
Segundo Abicalil, a comissão receberá na próxima semana documentos contábeis da DNA Propaganda, em poder da Polícia Federal, que comprovariam que a empresa executou todos os serviços contratados pelo Banco do Brasil. O relator Serraglio informou à imprensa que, conforme documento do Banco do Brasil, a DNA não teria prestado serviços, já pagos, no valor de pouco mais de R$ 9 milhões. A verba era para a publicidade dos produtos Visanet/Banco do Brasil.
Para Abicalil foi uma “ilação” do relator supor que a DNA não teria prestado o serviço e o dinheiro teria sido desviado para o PT. “O fato de o Banco do Brasil ter notificado extra-judicialmente a DNA, no dia 25 de outubro deste ano, sobre a pendência de conciliação de créditos tomados para serviço de publicidade, não significa que está correta a conclusão do relator de que os serviços não foram prestados. E, menos ainda, de que o dinheiro foi repassado para o PT. Essa é uma afirmação absolutamente imprudente”, reafirmou o deputado.
Abicalil explicou ainda que a dedução do relator de que Marcos Valério precisaria destes quase R$ 10 milhões para emprestar a terceiros também não se sustenta. Segundo o petista, dados da CPI mostram que o saldo da conta de Valério no Banco do Brasil, em abril de 2004, quando foram feitos empréstimos, era de R$ 23 milhões. “Se Valério tinha esse valor em conta, não seria necessário o dinheiro da Visanet”, ressaltou.
O deputado Abicalil também rebateu a afirmação de Serraglio de que a diretoria de marketing do Banco do Brasil teria informado que antes de 2002 nunca houve antecipação de recursos para agências de publicidade que atendiam o Banco do Brasil e a Visanet. “Em 2002, a DNA teve um adiantamento de R$ 4,5 milhões e em 2001 a antecipação foi de R$12,7 milhões. Essa era uma prática comum nas verbas de publicidade justificada pelos descontos que seriam obtidos”, acrescentou.
Para Carlos Abicalil, a conclusão precipitada do relator da CPI “ teve repercussão negativa para o mercado financeiro, para a imagem do BB e provocou instabilidade no mercado de ações”. Um pronunciamento como esse, continuou Abicalil, “que parte de um deputado que é relator, que deve manter imparcialidade até a conclusão do processo investigativo, deveria ser feita com mais reflexão, para evitar que depois não venha a ser desmentida”, finalizou.
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