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Senador (ex-PSOL) que cobrava “mensalinho” tenta acordo

Geraldo Mesquita Júnior ofereceu dinheiro a ex-auxiliar, que recusou proposta
O ex-senador do P-SOL do Acre Geraldo Mesquita Júnior (atualmente sem partido) enviou dois emissários ao Acre na última sexta-feira, carregando um pacote de R$ 5 mil. Eles estavam incumbidos de devolver o mensalinho que o senador cobrou ilegalmente, durante um ano, do ex-assistente parlamentar Paulo dos Santos Freire. Mas Paulo não recebeu o dinheiro. Segundo ele, o texto do recibo inocentava o senador da cobrança do mensalinho.
– O recibo que ele trouxe dizia o seguinte: que eu declarava que não tinha passado dinheiro nenhum para as mãos do senador e que eu estava tirando a responsabilidade dele – afirmou Paulo.
Ao dar a primeira olhada no recibo proposto pelos dois emissários de Geraldinho, o ex-assistente parlamentar diz que o texto, na prática, desmentia o teor das conversas que ele gravou com a atual chefe do escritório do senador no município de Sena Madureira, Maria das Dores Siqueira da Silva, a Dóris. Ela confirma a existência da cobrança mensal. Dóris continuou bancando as despesas com parte do salário.
Se assinasse o texto do recibo proposto por Geraldinho, Paulo diz que estaria assumindo ser farsante, mentiroso, que estava querendo apenas o dinheiro do senador. O ex-assistente parlamentar disse que se recusou a livrar a cara do parlamentar e lamentou que o senador tenha tentado comprar a própria inocência.
– É uma atitude no mínimo irresponsável. A responsabilidade é toda dele – diz Paulo.
O senador confirmou ter enviado dois emissários ao Acre para devolver o dinheiro ao ex-assistente parlamentar, mas não detalhou o texto do recibo que apresentou a Paulo. Mesquita nega que tenha tentado calar o antigo auxiliar.
– Me coloquei à disposição para pagar os R$ 5 mil. É a quitação de uma quantia que ele reivindica. Sempre assumi a responsabilidade, só não assumo a culpa.
Esta semana, o Conselho de Ética deve instaurar processo para julgar a cassação do senador. Na defesa prévia que entregou ao Conselho na sexta-feira, o senador anexou cópia de uma carta assinada por Dóris, onde a auxiliar assume a culpa pela contratação de Paulo e pelo acordo ilegal para descontar parcela do salário. Geraldo Mesquita não soube explicar por que não demitiu a auxiliar envolvida com fraude.
– Ela está muito abalada. Ela fez tudo de boa fé. Não vou tomar decisões no calor dos fatos. Não vou demiti-la – avisou o senador.
Na defesa ao Conselho de Ética, o senador se dispõe a fazer uma acareação com os ex-servidores. Avalia, no entanto, acha que Paulo está sendo instruído por algum grupo político. O ex-funcionário nega a acusação com veemência.
O ex-assistente parlamentar também nega a versão do senador, de que a parcela do salário era usada para comprar camisas para times de futebol ou para pagar os toioteiros do Acre – os donos de Toyota que cobram para transportar simpatizantes do político. Para o senador, o desconto do salário era uma contribuição militante. Paulo nega.
– Não é nada disso. Quando deixei de repassar os R$ 410 em janeiro, fui exonerado em seguida. Você acha que isto é contribuição militante? – pergunta.
Fonte: Jornal do Brasil

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Senador (ex-PSOL) que cobrava “mensalinho” tenta acordo

Geraldo Mesquita Júnior ofereceu dinheiro a ex-auxiliar, que recusou proposta
O ex-senador do P-SOL do Acre Geraldo Mesquita Júnior (atualmente sem partido) enviou dois emissários ao Acre na última sexta-feira, carregando um pacote de R$ 5 mil. Eles estavam incumbidos de devolver o mensalinho que o senador cobrou ilegalmente, durante um ano, do ex-assistente parlamentar Paulo dos Santos Freire. Mas Paulo não recebeu o dinheiro. Segundo ele, o texto do recibo inocentava o senador da cobrança do mensalinho.
– O recibo que ele trouxe dizia o seguinte: que eu declarava que não tinha passado dinheiro nenhum para as mãos do senador e que eu estava tirando a responsabilidade dele – afirmou Paulo.
Ao dar a primeira olhada no recibo proposto pelos dois emissários de Geraldinho, o ex-assistente parlamentar diz que o texto, na prática, desmentia o teor das conversas que ele gravou com a atual chefe do escritório do senador no município de Sena Madureira, Maria das Dores Siqueira da Silva, a Dóris. Ela confirma a existência da cobrança mensal. Dóris continuou bancando as despesas com parte do salário.
Se assinasse o texto do recibo proposto por Geraldinho, Paulo diz que estaria assumindo ser farsante, mentiroso, que estava querendo apenas o dinheiro do senador. O ex-assistente parlamentar disse que se recusou a livrar a cara do parlamentar e lamentou que o senador tenha tentado comprar a própria inocência.
– É uma atitude no mínimo irresponsável. A responsabilidade é toda dele – diz Paulo.
O senador confirmou ter enviado dois emissários ao Acre para devolver o dinheiro ao ex-assistente parlamentar, mas não detalhou o texto do recibo que apresentou a Paulo. Mesquita nega que tenha tentado calar o antigo auxiliar.
– Me coloquei à disposição para pagar os R$ 5 mil. É a quitação de uma quantia que ele reivindica. Sempre assumi a responsabilidade, só não assumo a culpa.
Esta semana, o Conselho de Ética deve instaurar processo para julgar a cassação do senador. Na defesa prévia que entregou ao Conselho na sexta-feira, o senador anexou cópia de uma carta assinada por Dóris, onde a auxiliar assume a culpa pela contratação de Paulo e pelo acordo ilegal para descontar parcela do salário. Geraldo Mesquita não soube explicar por que não demitiu a auxiliar envolvida com fraude.
– Ela está muito abalada. Ela fez tudo de boa fé. Não vou tomar decisões no calor dos fatos. Não vou demiti-la – avisou o senador.
Na defesa ao Conselho de Ética, o senador se dispõe a fazer uma acareação com os ex-servidores. Avalia, no entanto, acha que Paulo está sendo instruído por algum grupo político. O ex-funcionário nega a acusação com veemência.
O ex-assistente parlamentar também nega a versão do senador, de que a parcela do salário era usada para comprar camisas para times de futebol ou para pagar os toioteiros do Acre – os donos de Toyota que cobram para transportar simpatizantes do político. Para o senador, o desconto do salário era uma contribuição militante. Paulo nega.
– Não é nada disso. Quando deixei de repassar os R$ 410 em janeiro, fui exonerado em seguida. Você acha que isto é contribuição militante? – pergunta.
Fonte: Jornal do Brasil

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