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15 de dezembro – Dia Nacional da Economia Solidária

O capital neoliberal jamais ultrapassará sua crise de acumulação sem levar até as últimas conseqüências o uso absurdo, ilegal e perverso da informalidade. Inclusive, nos países do centro chega a quase 30% do mercado de trabalho e na periferia ultrapassa os 60%.Por outro lado, com seus programas de responsabilidade social, nunca conseguirá esconder a tragédia do crescimento do desemprego estrutural e da exclusão social, conseqüências funestas da detonação de mais de um bilhão de postos de trabalho em todo o mundo.
O uso ilimitado do avanço tecnológico pelo modelo econômico capitalista neoliberal transformou profundamente o mundo do trabalho e o próprio planeta. Além de alcançar a globalização de sua exploração e opressão, sua moderna tecnologia alcançou também a mega produtividade e lucratividade. Inclusive, com redução ao invés de ampliação da força de trabalho.
No Paraná, dos seis milhões de trabalhadores (população ativa), 45% estão na informalidade. Somente 38% são formais, ou seja, possuem carteira assinada. E no desemprego estrutural e exclusão social estão aproximadamente um milhão. O agronegócio exportador, altamente produtivo e lucrativo, expulsa os trabalhadores do campo com o emprego de tecnologia ultramoderna. Isto faz com que nas periferias das cidades a miséria aumente, dado o crescimento contínuo do número de desempregados e excluídos. É no interior do estado onde o absurdo acontece. As cidades são ilhas de miséria cercadas pela mega riqueza de campos cobertos de soja.
Os trabalhadores paranaenses já iniciaram a construção de um espaço socioeconômico alternativo sob égide da igualdade, cooperação, da solidariedade e do trabalho. No estado, a economia solidária torna-se hoje uma das principais ferramentas da classe trabalhadora para gerar emprego e renda, como também para levá-la de volta à luta pela ultrapassagem da sociedade do capital.
No Paraná e no Brasil, a CUT apóia e participa dessa luta por meio da ADS, UNISOL BRASIL e ECOSOL. Estas entidades são a base do cooperativismo autogestionário cutista, como também do viés sindical da emancipação do novo sindicalismo, cuja palavra de ordem é a de: A CUT é todos os trabalhadores, dos com e sem carteria assinada.
Dessa maneira, a Central se junta neste dia 15 de dezembro de 2005 aos trabalhadores paranaenses, brasileiros e de todo o mundo para festejar o crescimento da economia solidária no Paraná, no Brasil e no mundo. E reafirma o compromisso histórico que tem com a classe trabalhadora brasileira e internacional de juntos lutarmos pela construção do socialismo no Brasil e no mundo.
Por Sérgio Athayde Silva, bancário aposentado, vice-presidente da CUT-PR e coordenador da ADS no Paraná.

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15 de dezembro – Dia Nacional da Economia Solidária

O capital neoliberal jamais ultrapassará sua crise de acumulação sem levar até as últimas conseqüências o uso absurdo, ilegal e perverso da informalidade. Inclusive, nos países do centro chega a quase 30% do mercado de trabalho e na periferia ultrapassa os 60%.Por outro lado, com seus programas de responsabilidade social, nunca conseguirá esconder a tragédia do crescimento do desemprego estrutural e da exclusão social, conseqüências funestas da detonação de mais de um bilhão de postos de trabalho em todo o mundo.

O uso ilimitado do avanço tecnológico pelo modelo econômico capitalista neoliberal transformou profundamente o mundo do trabalho e o próprio planeta. Além de alcançar a globalização de sua exploração e opressão, sua moderna tecnologia alcançou também a mega produtividade e lucratividade. Inclusive, com redução ao invés de ampliação da força de trabalho.

No Paraná, dos seis milhões de trabalhadores (população ativa), 45% estão na informalidade. Somente 38% são formais, ou seja, possuem carteira assinada. E no desemprego estrutural e exclusão social estão aproximadamente um milhão. O agronegócio exportador, altamente produtivo e lucrativo, expulsa os trabalhadores do campo com o emprego de tecnologia ultramoderna. Isto faz com que nas periferias das cidades a miséria aumente, dado o crescimento contínuo do número de desempregados e excluídos. É no interior do estado onde o absurdo acontece. As cidades são ilhas de miséria cercadas pela mega riqueza de campos cobertos de soja.

Os trabalhadores paranaenses já iniciaram a construção de um espaço socioeconômico alternativo sob égide da igualdade, cooperação, da solidariedade e do trabalho. No estado, a economia solidária torna-se hoje uma das principais ferramentas da classe trabalhadora para gerar emprego e renda, como também para levá-la de volta à luta pela ultrapassagem da sociedade do capital.

No Paraná e no Brasil, a CUT apóia e participa dessa luta por meio da ADS, UNISOL BRASIL e ECOSOL. Estas entidades são a base do cooperativismo autogestionário cutista, como também do viés sindical da emancipação do novo sindicalismo, cuja palavra de ordem é a de: A CUT é todos os trabalhadores, dos com e sem carteria assinada.

Dessa maneira, a Central se junta neste dia 15 de dezembro de 2005 aos trabalhadores paranaenses, brasileiros e de todo o mundo para festejar o crescimento da economia solidária no Paraná, no Brasil e no mundo. E reafirma o compromisso histórico que tem com a classe trabalhadora brasileira e internacional de juntos lutarmos pela construção do socialismo no Brasil e no mundo.

Por Sérgio Athayde Silva, bancário aposentado, vice-presidente da CUT-PR e coordenador da ADS no Paraná.

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