(São Paulo) Bancários do Banrisul realizam na próxima terça-feira (10) um Dia Nacional de Luta contra a discriminação da empresa, que na véspera do Natal creditou um prêmio de dois salários para apenas 253 funcionários. De lá para cá, os empregados já realizaram uma série de manifestações, com paralisações e protestos em frente ao edifício sede do banco, mas prometem intensificar as atividades no dia 10 em toda a rede de agências.
Os 253 funcionários contemplados são da Direção Geral e o prêmio para eles totaliza R$ 1.357.068,05. Os outros 8.200 banrisulenses, que igualmente trabalharam arduamente para o atingimento das metas, foram esquecidos pela diretoria do banco. “Não temos dúvidas que os agraciados pelo banco merecem o prêmio. Mas os demais banrisulenses também contribuíram, e muito, para o crescimento do banco e nada mais justo que o Banrisul estenda o pagamento a todos”, afirmou Paulo Stekel, secretário de Finanças da CNB/CUT.
Além dos protestos, o Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e a Federação do Rio Grande do Sul já adotaram outras medidas para garantir a igualdade de tratamento para os funcionários do Banrisul. Os bancários enviaram denúncias para a Delegacia Regional do Trabalho (DRT), Ministério Público do Trabalho e Assembléia Legislativa do RS; protocolaram um documento na presidência do Banrisul exigindo o pagamento do prêmio a todos; e publicaram uma nota nos jornais gaúchos denunciando a discriminação. Também pediram uma audiência com o governador Germano Rigotto para discutir a situação.
Repercussão – Os protestos já realizados e a nota publicada na imprensa local já começaram a repercutir negativamente para o Banrisul. Com exceção do jornal Zero Hora, a imprensa gaúcha criticou a decisão do banco. Os jornais O Sul e Correio do Povo divulgaram os questionamentos do movimento sindical bancário e até as desculpas furadas dadas pelo banco pelo pagamento discriminatório.
Os protestos também agitaram Porto Alegre; foram quatro em menos de dez dias. Na terceira grande manifestação, dia 29, mais de 500 bancários reivindicaram o prêmio em frente ao edifício-sede do banco, no centro da capital gaúcha.
No mesmo dia, os banrisulenses paralisaram as agências até as 11h. Munidos de carro de som, apitos e com adesivo “Papai Noel para todos”, os bancários tomaram as principais ruas do centro. Vários bancários protestaram contra o Código de Ética recentemente remetido pela diretoria do Banrisul para cada funcionário. Nele consta que um dos princípios do banco é o de “reconhecer o mérito de cada empregado e propiciar igualdade de oportunidades para o desenvolvimento profissional, não admitindo qualquer atitude que possa afetar a carreira profissional de subordinados, baseado apenas em relacionamento pessoal ou em qualquer tipo de discriminação”.
No dia 3 de janeiro, os bancários fizeram seu primeiro protesto do ano, das 12h às 13h.
Preparação – Para preparar o Dia Nacional de Lutas, na terça-feira, os bancários farão uma assembléia no dia anterior. Confira o horário no seu sindicato e participe das atividades. Só com luta é possível reverter esta situação.
Fonte: Fábio Jammal Makhoul – CNB/CUT
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Por Mhais• 5 de janeiro de 2006• 15:59• Sem categoria
Bancários do Banrisul promovem um Dia de Luta na terça
(São Paulo) Bancários do Banrisul realizam na próxima terça-feira (10) um Dia Nacional de Luta contra a discriminação da empresa, que na véspera do Natal creditou um prêmio de dois salários para apenas 253 funcionários. De lá para cá, os empregados já realizaram uma série de manifestações, com paralisações e protestos em frente ao edifício sede do banco, mas prometem intensificar as atividades no dia 10 em toda a rede de agências.
Os 253 funcionários contemplados são da Direção Geral e o prêmio para eles totaliza R$ 1.357.068,05. Os outros 8.200 banrisulenses, que igualmente trabalharam arduamente para o atingimento das metas, foram esquecidos pela diretoria do banco. “Não temos dúvidas que os agraciados pelo banco merecem o prêmio. Mas os demais banrisulenses também contribuíram, e muito, para o crescimento do banco e nada mais justo que o Banrisul estenda o pagamento a todos”, afirmou Paulo Stekel, secretário de Finanças da CNB/CUT.
Além dos protestos, o Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e a Federação do Rio Grande do Sul já adotaram outras medidas para garantir a igualdade de tratamento para os funcionários do Banrisul. Os bancários enviaram denúncias para a Delegacia Regional do Trabalho (DRT), Ministério Público do Trabalho e Assembléia Legislativa do RS; protocolaram um documento na presidência do Banrisul exigindo o pagamento do prêmio a todos; e publicaram uma nota nos jornais gaúchos denunciando a discriminação. Também pediram uma audiência com o governador Germano Rigotto para discutir a situação.
Repercussão – Os protestos já realizados e a nota publicada na imprensa local já começaram a repercutir negativamente para o Banrisul. Com exceção do jornal Zero Hora, a imprensa gaúcha criticou a decisão do banco. Os jornais O Sul e Correio do Povo divulgaram os questionamentos do movimento sindical bancário e até as desculpas furadas dadas pelo banco pelo pagamento discriminatório.
Os protestos também agitaram Porto Alegre; foram quatro em menos de dez dias. Na terceira grande manifestação, dia 29, mais de 500 bancários reivindicaram o prêmio em frente ao edifício-sede do banco, no centro da capital gaúcha.
No mesmo dia, os banrisulenses paralisaram as agências até as 11h. Munidos de carro de som, apitos e com adesivo “Papai Noel para todos”, os bancários tomaram as principais ruas do centro. Vários bancários protestaram contra o Código de Ética recentemente remetido pela diretoria do Banrisul para cada funcionário. Nele consta que um dos princípios do banco é o de “reconhecer o mérito de cada empregado e propiciar igualdade de oportunidades para o desenvolvimento profissional, não admitindo qualquer atitude que possa afetar a carreira profissional de subordinados, baseado apenas em relacionamento pessoal ou em qualquer tipo de discriminação”.
No dia 3 de janeiro, os bancários fizeram seu primeiro protesto do ano, das 12h às 13h.
Preparação – Para preparar o Dia Nacional de Lutas, na terça-feira, os bancários farão uma assembléia no dia anterior. Confira o horário no seu sindicato e participe das atividades. Só com luta é possível reverter esta situação.
Fonte: Fábio Jammal Makhoul – CNB/CUT
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