Em reunião nesta segunda-feira, 23, com entidades sindicais, o presidente da Nossa Caixa, Carlos Eduardo Monteiro, confirmou a pretensão do banco de promover novas demissões de funcionários. Monteiro, no entanto, não conseguiu explicar os motivos nem os critérios das demissões. Disse apenas que os salários não seriam a causa e que 93% ou 94% dos funcionários não devem temer, uma vez que a empresa pretende demitir os considerados casos “patológicos”.
As contradições do presidente da Nossa Caixa tiveram início tão logo foi informado pelo movimento sindical de que 6% ou 7% representa cerca de 800 funcionários. Daí adiante, Monteiro passou a afirmar a todo momento não haver número de cortes predefinido.
O movimento sindical questionou sobre as listas de dispensas. Monteiro não desmentiu o fato, mesmo reconhecendo o valor dos funcionários como os principais responsáveis pelos resultados do banco, a enorme carência de pessoal e as inúmeras horas extras não pagas. “Nossa conversa com o presidente do banco foi surreal. Pois, ao mesmo tempo em que admitiu as demissões, Monteiro sequer justificou a decisão. Ele se calou sobre a possibilidade dos indicados a demissões serem os funcionários mais velhos de casa e confirmou que os cortes serão efetuados de imediato, mesmo reconhecendo a falta de funcionários”, relata o diretor de Bancos Estaduais da Fetec/CUT-SP, Elias Maalouf.
Na avaliação do dirigente, a reunião reforçou o entendimento de que esta diretoria está coerente com seu projeto de aterrorizar os empregados do banco. “Agora, nós que dedicamos nossas vidas para preservar a Nossa Caixa, estamos, de novo, frente a mais um enorme desafio, o de garantir nossos empregos e nossos projetos de vida. Muito se enganam as pessoas que pensem que estão imunes a este processo”, ressalta Maalouf, ao apontar que a prática deve se tornar rotina na empresa.
A Fetec SP convocou todos os sindicatos para reunião nesta quinta feira, 26/01, às 9h, na sede da entidade, para definir formas de mobilização e luta para impedir o abuso. “Os funcionários devem ficar atentos e informar os sindicatos o que está acontecendo nos locais de trabalho”, reforça o diretor da Fetec SP.
Fonte: Fetec/CUT-SP
Notícias recentes
- Desemprego no 1º trimestre é de 6,1%, o menor já registrado no período
- Contraf-CUT lamenta o falecimento do dirigente sindical Daniel Machado Gaio
- A reação de Lula à decisão do Senado de rejeitar Messias para o STF
- Após estratégias para reduzir os preços da gasolina e do diesel, governo Lula lança pacote para subsidiar o gás de cozinha
- Brasil ultrapassa EUA pela 1ª vez em ranking de liberdade de imprensa
Comentários
Por Mhais• 25 de janeiro de 2006• 14:13• Sem categoria
Nossa Caixa confirma demissões de funcionários
Em reunião nesta segunda-feira, 23, com entidades sindicais, o presidente da Nossa Caixa, Carlos Eduardo Monteiro, confirmou a pretensão do banco de promover novas demissões de funcionários. Monteiro, no entanto, não conseguiu explicar os motivos nem os critérios das demissões. Disse apenas que os salários não seriam a causa e que 93% ou 94% dos funcionários não devem temer, uma vez que a empresa pretende demitir os considerados casos “patológicos”.
As contradições do presidente da Nossa Caixa tiveram início tão logo foi informado pelo movimento sindical de que 6% ou 7% representa cerca de 800 funcionários. Daí adiante, Monteiro passou a afirmar a todo momento não haver número de cortes predefinido.
O movimento sindical questionou sobre as listas de dispensas. Monteiro não desmentiu o fato, mesmo reconhecendo o valor dos funcionários como os principais responsáveis pelos resultados do banco, a enorme carência de pessoal e as inúmeras horas extras não pagas. “Nossa conversa com o presidente do banco foi surreal. Pois, ao mesmo tempo em que admitiu as demissões, Monteiro sequer justificou a decisão. Ele se calou sobre a possibilidade dos indicados a demissões serem os funcionários mais velhos de casa e confirmou que os cortes serão efetuados de imediato, mesmo reconhecendo a falta de funcionários”, relata o diretor de Bancos Estaduais da Fetec/CUT-SP, Elias Maalouf.
Na avaliação do dirigente, a reunião reforçou o entendimento de que esta diretoria está coerente com seu projeto de aterrorizar os empregados do banco. “Agora, nós que dedicamos nossas vidas para preservar a Nossa Caixa, estamos, de novo, frente a mais um enorme desafio, o de garantir nossos empregos e nossos projetos de vida. Muito se enganam as pessoas que pensem que estão imunes a este processo”, ressalta Maalouf, ao apontar que a prática deve se tornar rotina na empresa.
A Fetec SP convocou todos os sindicatos para reunião nesta quinta feira, 26/01, às 9h, na sede da entidade, para definir formas de mobilização e luta para impedir o abuso. “Os funcionários devem ficar atentos e informar os sindicatos o que está acontecendo nos locais de trabalho”, reforça o diretor da Fetec SP.
Fonte: Fetec/CUT-SP
Deixe um comentário