s juros bancários médios terminaram 2005 mais elevados do que no ano anterior, passando 44,6% para 45,9% ao ano. O encarecimento do crédito é explicado pela ampliação das margens dos bancos, e não pelo aperto na política monetária.
Embora tenha pressionado os juros bancários nos primeiros meses de 2005, a política restritiva do Banco Central foi desarmada no decorrer do ano, reduzindo custos de captação das instituições financeiras. Em dezembro de 2005, o custo médio de captação era de 17,1% ao ano, ante 17,8% ao ano no fim de 2004.
O ganho representado pela redução do custo de captação não foi, entretanto, integralmente repassado para os clientes; foram incorporados nas margens dos bancos, o que fez com que o “spread” bancário subisse de 26,8 pontos percentuais (pp.) para 28,8 pp. no período.
“Seguramente esses ganhos nos custos de captação serão repassados aos clientes”, avalia o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes. “A experiência mostra que há certa defasagem entre a redução dos custos de captação e a queda dos juros bancários.”
O que influenciou negativamente as taxas foram os empréstimos a empresas, cujos juros passaram de 31% para 31,7%, sempre entre dezembro de 2004 e dezembro de 2005 . Essa alta é explicada sobretudo pelo aumento do “spread” bancário, de 13 para 14 pp. O custo de captação caiu discretamente, de 18% para 17,7% ao ano.
Para pessoas físicas, houve queda na taxa média, de 60,5% para 59,3%. O “spread” desse segmento ficou estável, oscilando de 42,9% para 42,8%. Os juros às famílias foram favorecidos tanto pelo crescimento no volume de operações com custos menores quanto pela queda nas taxas nessas modalidades de crédito.
É o caso, por exemplo, do crédito pessoal, que cresceu 46,6% no ano, para R$ 63,566 bilhões. Paralelamente, a taxa média caiu de 68,4% para 67,3%. Dentro do crédito pessoal, o destaque continua a ser o crédito consignado, com avanço de 82,7%, para R$ 32,036 bilhões. A taxa de juros dessa modalidade encolheu de 39,2% para 36,4% no período.
Houve crescimento forte em outras linhas com juros baixos, como financiamento a veículos e aquisição de bens. Já a mais cara das linhas para pessoas físicas – o cheque especial – cresceu 11,9%, chegando a R$ 10,967 bilhões. A contida expansão atenuou os efeitos da alta dos juros do cheque especial, que subiram de 144% para 147,5% ao ano no período. (AR)
Fonte: Valor Econômico
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Por Mhais• 25 de janeiro de 2006• 14:30• Sem categoria
Bancos ampliam margens e juros ficam mais elevados
s juros bancários médios terminaram 2005 mais elevados do que no ano anterior, passando 44,6% para 45,9% ao ano. O encarecimento do crédito é explicado pela ampliação das margens dos bancos, e não pelo aperto na política monetária.
Embora tenha pressionado os juros bancários nos primeiros meses de 2005, a política restritiva do Banco Central foi desarmada no decorrer do ano, reduzindo custos de captação das instituições financeiras. Em dezembro de 2005, o custo médio de captação era de 17,1% ao ano, ante 17,8% ao ano no fim de 2004.
O ganho representado pela redução do custo de captação não foi, entretanto, integralmente repassado para os clientes; foram incorporados nas margens dos bancos, o que fez com que o “spread” bancário subisse de 26,8 pontos percentuais (pp.) para 28,8 pp. no período.
“Seguramente esses ganhos nos custos de captação serão repassados aos clientes”, avalia o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes. “A experiência mostra que há certa defasagem entre a redução dos custos de captação e a queda dos juros bancários.”
O que influenciou negativamente as taxas foram os empréstimos a empresas, cujos juros passaram de 31% para 31,7%, sempre entre dezembro de 2004 e dezembro de 2005 . Essa alta é explicada sobretudo pelo aumento do “spread” bancário, de 13 para 14 pp. O custo de captação caiu discretamente, de 18% para 17,7% ao ano.
Para pessoas físicas, houve queda na taxa média, de 60,5% para 59,3%. O “spread” desse segmento ficou estável, oscilando de 42,9% para 42,8%. Os juros às famílias foram favorecidos tanto pelo crescimento no volume de operações com custos menores quanto pela queda nas taxas nessas modalidades de crédito.
É o caso, por exemplo, do crédito pessoal, que cresceu 46,6% no ano, para R$ 63,566 bilhões. Paralelamente, a taxa média caiu de 68,4% para 67,3%. Dentro do crédito pessoal, o destaque continua a ser o crédito consignado, com avanço de 82,7%, para R$ 32,036 bilhões. A taxa de juros dessa modalidade encolheu de 39,2% para 36,4% no período.
Houve crescimento forte em outras linhas com juros baixos, como financiamento a veículos e aquisição de bens. Já a mais cara das linhas para pessoas físicas – o cheque especial – cresceu 11,9%, chegando a R$ 10,967 bilhões. A contida expansão atenuou os efeitos da alta dos juros do cheque especial, que subiram de 144% para 147,5% ao ano no período. (AR)
Fonte: Valor Econômico
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