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HSBC já fez 4 compras na A. Latina neste ano

Em menos de dois meses, em 26 de maio, Michael Geoghegan assumirá o segundo cargo mais importante do HSBC Bank Holdings. Geoghegan será o de principal executivo (CEO) do banco, o maior em valor de mercado da Europa, com US$ 1,5 trilhão em ativos, duas vezes maior do que todo o sistema financeiro brasileiro.
Quem conheceu o ritmo de Geoghegan nos sete anos em que dirigiu o HSBC Bank no Brasil sabe que dinamismo e energia são alguns de seus traços marcantes. Geoghegan fazia duas vezes por ano a de “presidents tour”, visitando 25 cidades em 22 estados em duas semanas.
O mesmo ritmo frenético será imprimido agora – só que em escala mundial. Dois meses depois da posse, entre a última semana de agosto e a primeira de setembro, Geoghegan vai visitar 16 países, em 15 dias. Na primeira semana, visitará a Argentina, Brasil, México, três cidades dos Estados Unidos, Canadá e voltará à Inglaterra. Na segunda, visitará a França, Turquia, Arábia Saudita, Dubai, Índia, Cingapura, Malásia, Hong Kong, e duas cidades chinesas. “Se você dormir cinco noites no avião, dá”, responde Geoghegan a quem se espanta com o roteiro apertado.
Forma física Geoghegan tem para isso. Com 52 anos, vai correr a maratona de Londres, dia 23, cujo objetivo é angariar recursos para entidades da área de saúde. Sua meta é levantar 100 mil libras. No ano passado, subiu pela escada os 44 andares da torre do HSBC em Canary Wharf, em Londres, em apenas 11 minutos.
Em rápida visita ao Brasil, na semana passada, Geoghegan disse ao Valor que uma de suas principais tarefas no novo cargo será promover cada vez mais a sinergia das operações do HSBC nos 76 países onde atua e de seus 280 mil funcionários.
Geoghegan não quis se estender sobre os planos futuros, em respeito ao atual ocupante do cargo, Stephen Green, que, por sua vez, assumirá o cargo de presidente do conselho de administração, substituindo Sir John Bond, que vai se aposentar.
Mas acredita-se que seu novo posto será muito favorável ao desenvolvimento dos negócios no Brasil. Geoghegan chegou ao país em 1997 para plantar as operações locais do banco, após a compra do Bamerindus. Ficou no cargo até dezembro de 2003, para ser o principal executivo das operações na Inglaterra, sua terra natal.
Em sua gestão à frente do HSBC Bank Brasil, administrou as repercussões locais de duas aquisições internacionais (CCF e Republic) e realizou outras três (Matone, Valeu e Lloyds Bank), investindo um total de US$ 2 bilhões, incluindo o Bamerindus. Ao sair, deixou o banco especialmente azeitado para surfar a onda da expansão do crédito
“Os resultados do banco estão muito melhores agora com o Emilson”, disse elogiando o atual presidente, Emilson Alonso, que contabilizou, no ano passado, o melhor resultado do banco no país, R$ 850,2 milhões de lucro, 61,5% maior do que o de 2004, e um retorno de 28%.
Geoghegan continua otimista com o Brasil. “Há quatro anos eu dizia que tinha mais confiança no Brasil do que os brasileiros. De fato, os últimos quatro anos foram excepcionais. O governo está controlando os gastos. Com as reservas que possui, tem oportunidade de fazer investimentos”.
O banqueiro também vê com otimismo o futuro do HSBC no Brasil: “Com uma população de 180 milhões de pessoas, há muitas oportunidades de usar a indústria bancária. Estamos aqui com chuva e sem chuva”.
O banco continua atento a novas oportunidades de aquisições. As alternativas, porém, disse Alonso, estão salgadas. “O mercado está caro agora, depois dos últimos resultados”, afirmou.
O HSBC dispõe, porém, de caixa. O banco teve um lucro líquido de US$ 15,1 bilhões no ano passado e um retorno de 15,9%. O capital atingiu US$ 105,5 bilhões.
Apenas neste ano já fez quatro investimentos na América Latina. Pagou US$ 155 milhões pelo BNL na Argentina, reforçando as operações no país do qual chegou a pensar em sair após o calote da dívida, agregando 91 agências às 58 que já possui. Comprou também as operações do Lloyds TSB no Paraguai por US$ 15 milhões. Pediu às autoridades licença para abrir um banco no Peru. E, sexta-feira, comprou 20% da mexicana Financiera Independencia, por US$ 60 milhões, entrando na área de financiamento ao consumo para as classes mais baixas. “Vamos investir onde houver oportunidade, especialmente nos grandes países, com maior população”, afirmou.
Geoghegan, que fez na Inglaterra uma liquidação de crédito imobiliário, oferecendo recursos a juros mais baixos do que o mercado, disse que o sistema financeiro tem que se inspirar cada vez mais no varejo. Por isso, apóia a iniciativa de Alonso de abrir as agências em horário ampliado, das 9 às 18 horas, e aos sábados.
Fonte: Valor Online

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HSBC já fez 4 compras na A. Latina neste ano

Em menos de dois meses, em 26 de maio, Michael Geoghegan assumirá o segundo cargo mais importante do HSBC Bank Holdings. Geoghegan será o de principal executivo (CEO) do banco, o maior em valor de mercado da Europa, com US$ 1,5 trilhão em ativos, duas vezes maior do que todo o sistema financeiro brasileiro.

Quem conheceu o ritmo de Geoghegan nos sete anos em que dirigiu o HSBC Bank no Brasil sabe que dinamismo e energia são alguns de seus traços marcantes. Geoghegan fazia duas vezes por ano a de “presidents tour”, visitando 25 cidades em 22 estados em duas semanas.

O mesmo ritmo frenético será imprimido agora – só que em escala mundial. Dois meses depois da posse, entre a última semana de agosto e a primeira de setembro, Geoghegan vai visitar 16 países, em 15 dias. Na primeira semana, visitará a Argentina, Brasil, México, três cidades dos Estados Unidos, Canadá e voltará à Inglaterra. Na segunda, visitará a França, Turquia, Arábia Saudita, Dubai, Índia, Cingapura, Malásia, Hong Kong, e duas cidades chinesas. “Se você dormir cinco noites no avião, dá”, responde Geoghegan a quem se espanta com o roteiro apertado.

Forma física Geoghegan tem para isso. Com 52 anos, vai correr a maratona de Londres, dia 23, cujo objetivo é angariar recursos para entidades da área de saúde. Sua meta é levantar 100 mil libras. No ano passado, subiu pela escada os 44 andares da torre do HSBC em Canary Wharf, em Londres, em apenas 11 minutos.

Em rápida visita ao Brasil, na semana passada, Geoghegan disse ao Valor que uma de suas principais tarefas no novo cargo será promover cada vez mais a sinergia das operações do HSBC nos 76 países onde atua e de seus 280 mil funcionários.

Geoghegan não quis se estender sobre os planos futuros, em respeito ao atual ocupante do cargo, Stephen Green, que, por sua vez, assumirá o cargo de presidente do conselho de administração, substituindo Sir John Bond, que vai se aposentar.

Mas acredita-se que seu novo posto será muito favorável ao desenvolvimento dos negócios no Brasil. Geoghegan chegou ao país em 1997 para plantar as operações locais do banco, após a compra do Bamerindus. Ficou no cargo até dezembro de 2003, para ser o principal executivo das operações na Inglaterra, sua terra natal.

Em sua gestão à frente do HSBC Bank Brasil, administrou as repercussões locais de duas aquisições internacionais (CCF e Republic) e realizou outras três (Matone, Valeu e Lloyds Bank), investindo um total de US$ 2 bilhões, incluindo o Bamerindus. Ao sair, deixou o banco especialmente azeitado para surfar a onda da expansão do crédito

“Os resultados do banco estão muito melhores agora com o Emilson”, disse elogiando o atual presidente, Emilson Alonso, que contabilizou, no ano passado, o melhor resultado do banco no país, R$ 850,2 milhões de lucro, 61,5% maior do que o de 2004, e um retorno de 28%.

Geoghegan continua otimista com o Brasil. “Há quatro anos eu dizia que tinha mais confiança no Brasil do que os brasileiros. De fato, os últimos quatro anos foram excepcionais. O governo está controlando os gastos. Com as reservas que possui, tem oportunidade de fazer investimentos”.

O banqueiro também vê com otimismo o futuro do HSBC no Brasil: “Com uma população de 180 milhões de pessoas, há muitas oportunidades de usar a indústria bancária. Estamos aqui com chuva e sem chuva”.

O banco continua atento a novas oportunidades de aquisições. As alternativas, porém, disse Alonso, estão salgadas. “O mercado está caro agora, depois dos últimos resultados”, afirmou.

O HSBC dispõe, porém, de caixa. O banco teve um lucro líquido de US$ 15,1 bilhões no ano passado e um retorno de 15,9%. O capital atingiu US$ 105,5 bilhões.

Apenas neste ano já fez quatro investimentos na América Latina. Pagou US$ 155 milhões pelo BNL na Argentina, reforçando as operações no país do qual chegou a pensar em sair após o calote da dívida, agregando 91 agências às 58 que já possui. Comprou também as operações do Lloyds TSB no Paraguai por US$ 15 milhões. Pediu às autoridades licença para abrir um banco no Peru. E, sexta-feira, comprou 20% da mexicana Financiera Independencia, por US$ 60 milhões, entrando na área de financiamento ao consumo para as classes mais baixas. “Vamos investir onde houver oportunidade, especialmente nos grandes países, com maior população”, afirmou.

Geoghegan, que fez na Inglaterra uma liquidação de crédito imobiliário, oferecendo recursos a juros mais baixos do que o mercado, disse que o sistema financeiro tem que se inspirar cada vez mais no varejo. Por isso, apóia a iniciativa de Alonso de abrir as agências em horário ampliado, das 9 às 18 horas, e aos sábados.

Fonte: Valor Online

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