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publicado em 15 de Abril de 2005 às 12:12:
Bancos lançam cartão de crédito consignado

O banco BMG e o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) assinaram ontem o primeiro convênio para a concessão de empréstimos consignados (com desconto em folha) a aposentados e pensionistas por meio de cartões de crédito.

Os cartões terão a bandeira Aura, da financeira Cetelem (subsidiária do grupo financeiro francês BNP Paribas), que no ano passado assinou acordo de R$ 6 bilhões para a compra de crédito consignado do BMG.

É o primeiro convênio assinado nos moldes da instrução normativa do INSS, de março, que cria o crédito consignado por meio de cartões. A regra diz que o aposentado pode comprometer 10% de seu benefício com o pagamento de prestações de financiamentos no cartão de crédito, e outros 20% no crédito consignado tradicional. Aposentados que não têm cartões continuam sujeitos ao limite de 30% do benefício.

A diferença cartões de crédito para os aposentados é que, ao fazer as compras, ele poderá financiar total ou parcialmente a fatura, e o desconto das parcelas será feito pelo INSS. O limite de compras é de duas vezes o valor do benefício.

A taxa de juros do BMG, de 3,5% ao mês, é competitiva em relação aos demais cartões, mas está no teto dos percentuais cobrados pelo banco na linha de crédito consignado normal (de 1,68% ao mês até seis meses a 3,5% ao mês para 24 a 36 meses). Se os prazos do empréstimo são mais curtos, compensa para os aposentados tomar um empréstimo consignado para quitar à vista fatura do cartão. “Certamente esse é um cálculo que o aposentado terá que fazer”, disse o vice-presidente do BMG, Roberto José Rigotto de Gouvêa.

No cartão do BMG, não há anuidade nem taxa de manutenção, mas serão cobrados R$ 25 em cinco vezes pela abertura de crédito.

Para a Cetelem, que tem 600 mil cartões com a bandeira Aura, a parceria é uma oportunidade para ampliar a base de clientes no Brasil (no exterior, são 18 milhões). “Estamos investindo no Brasil porque, na Europa, onde somos a maior financeira, as possibilidades de crescimento são menores, e as margens, mais apertadas que no Brasil”, disse Frank Laurent Vignard Rosez, diretor de marketing da Cetelem.

O BMG já fechou, desde agosto de 2004, negócios com milhão de aposentados, o que equivale a R$ 2 bilhões (42% dos empréstimos concedidos pelo sistema para aposentados e pensionista).

O Cruzeiro do Sul e o Unibanco estão lançando cartões de crédito com desconto em folha. Nota divulgada pelo Unibanco lembra que o BNL Brasil, que adquiriu em junho do ano passado, já possuía há seis anos cartão de crédito com desconto em folha, produto agora transferido para a Unicard Unibanco. O cartão tem como alvo cerca de 10,5 milhões de trabalhadores dos setores público e privado com carteira assinada das seis maiores capitais do Brasil. Até o final do ano, a Unicard pretende emitir 1 milhão de cartões, sextuplicando os números atuais.

O cartão, com a bandeira Visa, tem taxa de juros para saque e crédito rotativo de 5,5% ao mês, não cobra anuidade e oferece crédito de até um salário bruto. Somente o pagamento mínimo do cartão será descontado na folha.

O cartão do Cruzeiro do Sul também Visa, informou o diretor Adolpho Eugênio Nardy Filho, será oferecido para desconto em folha de aposentados do país todo e trabalhadores da ativa de Mato Grosso do Sul, Paraíba e Pernambuco. No caso dos aposentados, a prestação está limitada a 10% do benefício mensal e faz parte do limite total de 30%.

Para os trabalhadores da ativa, “o cartão é extra-margem”, disse Nardy Filho, isto é, tem a prestação limitada a 10% do salário mensal mas fica fora do limite de 30%.

A iniciativa do Banco do Brasil (BB) de reduzir os juros do crédito com desconto em folha para 1,50% ao mês nas operações com até seis meses e a 2,4% ao mês para as de 25 a 36 meses, anunciada quarta-feira, deverá ter impacto limitado, dizem especialistas do mercado.

A taxa mínima de 1,5% ao mês está praticamente no mesmo nível do juro básico (Selic) de 1,48% ao mês. “Não é uma remuneração decente para o crédito consignado”, disse o diretor da agência de avaliação de risco de crédito Fitch Ratings, Rafael Guedes, ponderando que a operação tem que cobrir além do custo do dinheiro, as despesas administrativas e o risco, “que é baixo mas existe”.

Segundo especialistas, uma taxa nesse nível só é viável nas operações mais curtas, que representam uma parcela pequena da demanda uma vez que a limitação das prestações mensais só permite créditos de pequena monta.

Já a taxa máxima do Banco do Brasil não está muito distante da média do mercado de 2,8% ao mês (39,3% ao ano), apurada pelo Banco Central.

Fonte: Valor Econômico – Alex Ribeiro e Maria Christina Carvalho

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