(São Paulo) Hoje, dia 13 de maio, é comemorado em todo o Brasil o dia Nacional de combate ao racismo. Com a segunda maior população negra do mundo, o Brasil ainda tem muito o que fazer para por fim ao racismo e promover a igualdade racial de fato. Em especial, nos bancos, muitas medidas ainda são necessárias para garantir aos negros os mesmos direitos.
A secretária de Política Sociais da CNB/CUT, Neide Aparecida Fonseca, lembra que a categoria bancária foi a primeira a fazer um estudo sobre raça. A pesquisa realidade pela CNB, “’Os rostos dos bancários’ é um retrato da categoria e serviu de base para um projeto que vem sendo desenvolvido pela Procuradoria Geral do Trabalho, em Brasília. Os negros são discriminados nos bancos e apesar de possuírem a mesma preparação não estão nos cargos mais elevados nos bancos.”.
O projeto piloto da Procuradoria Geral do Trabalho chama-se “Programa de Promoção de Igualdade de Oportunidades para Todos” e será aplicado nos bancos Itaú, ABN, Bradesco, Unibanco e HSBC e irá fazer um levantamento da situação dos homens negros e das mulheres negras e brancas nos bancos tendo como objetivo promover a igualdade de oportunidades contemplando a diversidade de gênero e raça.
A diretora da CNB lembra ainda que os bancários foram a primeira categoria profissional do País a ter uma cláusula específica de igualdade de oportunidades (independentemente de raça, gênero, religião, deficiência física ou orientação sexual), incluída em acordo coletivo nacional. Ainda assim, os bancos não têm proporcionado as mesmas chances de ascensão profissional a todos os seus funcionários.
Neide lembra, por fim, que o ano de 2005 foi declarado pelo governo federal o Ano Nacional da Igualdade Racial. Além disso, será realizada uma conferência nacional, em Brasília, nos dias 30 de junho, 1º e 2 de julho, que irá debater caminhos efetivos para o fim da discriminação.
Meire Bicudo, com informações do Seeb São Paulo
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