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6º Fórum Social Mundial inicia dia 24 em Caracas

A sexta edição do principal encontro da sociedade civil para discutir a luta pela democratização da política e da economia não será no Brasil. Nas versões anteriores, o encontro aconteceu quatro vezes em Porto Alegre (2001, 2002, 2003 e 2005), intercalado por uma edição em Mumbai, cidade indiana antes conhecida como Bombaim.
Entre os dias 24 e 29 de janeiro, o Fórum será realizado em Caracas, capital venezuelana. Poucos dias antes, o encontro acontece em Bamako, capital de Mali, país no noroeste africano. Alguns meses depois, está programada a parte asiática do FSM, em Karachi, cidade paquistanesa.
A descentralização do encontro atende a uma estratégia de “mundialização” do Fórum, para torná-lo mais “participativo, democrático e horizontal”, segundo o paraguaio Gustavo Codas, um dos integrantes do Comitê Organizador do Fórum. Codas representa a Central Única dos Trabalhores (CUT) no comitê.
“Evidentemente, quando o Fórum acontece em um país ou em uma região próxima de onde as pessoas moram, a participação é mais facilitada”, afirmou Codas, frisando que a idéia inicial era realizar os fóruns em uma mesma data, mas houve dificuldades com relação aos calendários de cada país.
Eixos temáticos:
1. Poder, política e lutas pela emancipação social
Novos padrões de poder global: relações entre movimentos, organizações sociais, partidos e Estado. Balanço e perspectivas das lutas contra o capitalismo neoliberal no continente americano e no mundo. Relações entre política e economia. O papel do Estado: o público e o privado. As lutas para construir a democracia. Práticas sociais de resistência: novas culturas políticas e novas formas de organização. O Fórum Social Mundial: processos e perspectivas. Projetos políticos e propostas programáticas. Solidariedade e novo internacionalismo. Feminismo, lutas contra o patriarcado e contra todas as formas de dominação e violência. A conjuntura continental e os novos desafios para a construção de alternativas. Lutas e projetos políticos dos povos e nacionalidades indígenas. Lutas juvenis. Horizontes de mudança e de transformação social: outros socialismos são possíveis?
2. Estratégias imperialistas e resistências dos povos
Neoliberalismo de guerra e ordem imperialista. Militarização, criminalização das lutas e a pobreza, terror, terrorismo e cultura do medo. Políticas de “cooperação” militar: bases militares, ocupação e acordos de imunidade na América Latina e no Caribe. A “guerra de civilizações” como nova estratégia de expansão imperialista. Mercantilização da vida e seus instrumentos jurídico-institucionais: “livre comércio”, dívida externa, instituições financeiras internacionais, OMC, ALCA e TLC´s, corporações multinacionais. Modelo energético e geopolítica da energia. As crises das instituições do sistema de Nações Unidas e do direito internacional. A luta pelos direitos humanos e direitos dos povos. Soberania e luta contra o colonialismo. Relações Sul-Sul. Novos rumos para a integração regional e a integração dos povos. O desenvolvimento em debate. Resistências, desobediência civil e lutas pela paz.
3. Recursos e direitos para a vida: alternativas ao modelo civilizatório depredador
Capitalismo e ameaças à vida: aquecimento global e catástrofes “naturais”, perda da biodiversidade, desertificação. Apropriação imperialista e privatização dos recursos. Lutas pelo acesso, redistribuição e proteção de recursos: terra, biodiversidade, água, sementes e energias. Autonomias indígenas e territórios. Crises e segregação urbana, exclusão social e violência. As lutas por novas relações e espaços urbanos. Padrões de conhecimento hegemônico e construção de conhecimentos contra-hegemônicos. Diálogos de saberes. Propriedade intelectual e apropriação de saberes. Direito à saúde e práticas alternativas em saúde. Direitos sexuais, direitos reprodutivos e a não penalização do aborto.
4. Diversidades, identidades e cosmovisões em movimento
Pluralidade e interculturalidade. Povos e nacionalidades indígenas e povos afrodescendentes. O racismo e a permanência e reprodução da ordem colonial. Identidades latino-americanas e regionais. Identidades locais. Saberes, espiritualidades e diálogo inter-religioso. Identidades de gênero e diversidade sexual. Identidades e culturas da juventude. Espaços e direitos para portadores de necessidades especiais.
5. Trabalho, exploração e reprodução da vida
Precarização, exclusão, desigualdade e pobreza no Norte e no Sul. Trabalho e desigualdades de gênero. Trabalho, sindicatos e organizações sociais. Migrações e novas formas de exploração. Trabalho infantil.Tráfico de pessoas. Resistências e novas sociabilidades no trabalho. Formas não mercantis de reprodução da vida: reciprocidade, comunidades indígenas, agricultura familiar, economia solidária, cooperativas e autogestão. Trabalho “invisível” e economia do cuidado.
6. Comunicação, culturas e educação: dinâmicas e alternativas democratizadoras
Direito à comunicação para fortalecer a cidadania e a democracia participativa. Resistências à mercantilização da comunicação e à concentração da propriedade da mídia. A agenda social em comunicação e a construção de alternativas. Apropriação social das tecnologias da informação e a comunicação, e resistências na rede (internet e telefonia móvel). Defesa do público na comunicação, na cultura e na educação. Mercado e indústrias culturais. Diversidades lingüísticas e linguagens críticas. Produção artística contra-hegemônica. Movimentos sócio-culturais como resistências dos povos. Direito à educação e lutas estudantis. Modelos educativos contra-hegemônicos e experiências de educação popular.
Fonte: CUT

Por 15:06 Sem categoria

6º Fórum Social Mundial inicia dia 24 em Caracas

A sexta edição do principal encontro da sociedade civil para discutir a luta pela democratização da política e da economia não será no Brasil. Nas versões anteriores, o encontro aconteceu quatro vezes em Porto Alegre (2001, 2002, 2003 e 2005), intercalado por uma edição em Mumbai, cidade indiana antes conhecida como Bombaim.
Entre os dias 24 e 29 de janeiro, o Fórum será realizado em Caracas, capital venezuelana. Poucos dias antes, o encontro acontece em Bamako, capital de Mali, país no noroeste africano. Alguns meses depois, está programada a parte asiática do FSM, em Karachi, cidade paquistanesa.

A descentralização do encontro atende a uma estratégia de “mundialização” do Fórum, para torná-lo mais “participativo, democrático e horizontal”, segundo o paraguaio Gustavo Codas, um dos integrantes do Comitê Organizador do Fórum. Codas representa a Central Única dos Trabalhores (CUT) no comitê.

“Evidentemente, quando o Fórum acontece em um país ou em uma região próxima de onde as pessoas moram, a participação é mais facilitada”, afirmou Codas, frisando que a idéia inicial era realizar os fóruns em uma mesma data, mas houve dificuldades com relação aos calendários de cada país.

Eixos temáticos:

1. Poder, política e lutas pela emancipação social

Novos padrões de poder global: relações entre movimentos, organizações sociais, partidos e Estado. Balanço e perspectivas das lutas contra o capitalismo neoliberal no continente americano e no mundo. Relações entre política e economia. O papel do Estado: o público e o privado. As lutas para construir a democracia. Práticas sociais de resistência: novas culturas políticas e novas formas de organização. O Fórum Social Mundial: processos e perspectivas. Projetos políticos e propostas programáticas. Solidariedade e novo internacionalismo. Feminismo, lutas contra o patriarcado e contra todas as formas de dominação e violência. A conjuntura continental e os novos desafios para a construção de alternativas. Lutas e projetos políticos dos povos e nacionalidades indígenas. Lutas juvenis. Horizontes de mudança e de transformação social: outros socialismos são possíveis?

2. Estratégias imperialistas e resistências dos povos

Neoliberalismo de guerra e ordem imperialista. Militarização, criminalização das lutas e a pobreza, terror, terrorismo e cultura do medo. Políticas de “cooperação” militar: bases militares, ocupação e acordos de imunidade na América Latina e no Caribe. A “guerra de civilizações” como nova estratégia de expansão imperialista. Mercantilização da vida e seus instrumentos jurídico-institucionais: “livre comércio”, dívida externa, instituições financeiras internacionais, OMC, ALCA e TLC´s, corporações multinacionais. Modelo energético e geopolítica da energia. As crises das instituições do sistema de Nações Unidas e do direito internacional. A luta pelos direitos humanos e direitos dos povos. Soberania e luta contra o colonialismo. Relações Sul-Sul. Novos rumos para a integração regional e a integração dos povos. O desenvolvimento em debate. Resistências, desobediência civil e lutas pela paz.

3. Recursos e direitos para a vida: alternativas ao modelo civilizatório depredador

Capitalismo e ameaças à vida: aquecimento global e catástrofes “naturais”, perda da biodiversidade, desertificação. Apropriação imperialista e privatização dos recursos. Lutas pelo acesso, redistribuição e proteção de recursos: terra, biodiversidade, água, sementes e energias. Autonomias indígenas e territórios. Crises e segregação urbana, exclusão social e violência. As lutas por novas relações e espaços urbanos. Padrões de conhecimento hegemônico e construção de conhecimentos contra-hegemônicos. Diálogos de saberes. Propriedade intelectual e apropriação de saberes. Direito à saúde e práticas alternativas em saúde. Direitos sexuais, direitos reprodutivos e a não penalização do aborto.

4. Diversidades, identidades e cosmovisões em movimento

Pluralidade e interculturalidade. Povos e nacionalidades indígenas e povos afrodescendentes. O racismo e a permanência e reprodução da ordem colonial. Identidades latino-americanas e regionais. Identidades locais. Saberes, espiritualidades e diálogo inter-religioso. Identidades de gênero e diversidade sexual. Identidades e culturas da juventude. Espaços e direitos para portadores de necessidades especiais.

5. Trabalho, exploração e reprodução da vida

Precarização, exclusão, desigualdade e pobreza no Norte e no Sul. Trabalho e desigualdades de gênero. Trabalho, sindicatos e organizações sociais. Migrações e novas formas de exploração. Trabalho infantil.Tráfico de pessoas. Resistências e novas sociabilidades no trabalho. Formas não mercantis de reprodução da vida: reciprocidade, comunidades indígenas, agricultura familiar, economia solidária, cooperativas e autogestão. Trabalho “invisível” e economia do cuidado.

6. Comunicação, culturas e educação: dinâmicas e alternativas democratizadoras

Direito à comunicação para fortalecer a cidadania e a democracia participativa. Resistências à mercantilização da comunicação e à concentração da propriedade da mídia. A agenda social em comunicação e a construção de alternativas. Apropriação social das tecnologias da informação e a comunicação, e resistências na rede (internet e telefonia móvel). Defesa do público na comunicação, na cultura e na educação. Mercado e indústrias culturais. Diversidades lingüísticas e linguagens críticas. Produção artística contra-hegemônica. Movimentos sócio-culturais como resistências dos povos. Direito à educação e lutas estudantis. Modelos educativos contra-hegemônicos e experiências de educação popular.

Fonte: CUT

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