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Febraban defende a queda do compulsório

Os juros bancários só vão cair mais quando as taxas do empréstimo compulsório forem reduzidas, avalia o presidente da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), Marcio Cypriano. As taxas para o depósito à vista estão hoje em 45%. Para ele, é necessária uma redução de pelo menos 10% nas taxas.
“As taxas (do compulsório) são da época da inflação alta”, destaca Cypriano, ressaltando que elas não refletem mais a realidade do país. “Com a queda do compulsório, a redução dos juros será imediata”, afirma o presidente da Febraban. “Será uma injeção na veia”, completa. Nos períodos de mais alta inflação, o compulsório chegou a ser de 65%. A redução, diz, não precisa ser brusca, mas deveria ser de pelo menos 10%.
Os juros altos cobrados pelos bancos são um dos fatores que mais desestimulam o crédito, principalmente na baixa renda, aponta uma pesquisa da TNS InterScience divulgada ontem. Segundo o levantamento, 70% da pessoas entrevistadas disseram que deixaram de fazer empréstimos ou financiamentos nos últimos 24 meses devido aos juros.
Cypriano abriu ontem o I Congresso Brasileiro de Meios Eletrônicos de Pagamento, organizado pela Febraban e pela Abecs, a associação das empresas de cartões de crédito. Para Cypriano, o setor de cartões deve continuar com crescimento elevado nos próximos anos. “O sistema financeiro tem conseguido fazer a bancarização da população por meio dos cartões”, diz. Ele citou como exemplo a parceria do Bradesco com as Casas Bahia, que superou todas as metas de emissão.
O setor de cartões deve crescer 22% este ano em volume financeiro e 15% em número de cartões, prevê a Abecs. Pelas estimativas, o país terá 390 milhões destes meios de pagamento (incluindo crédito, débito e cartões de loja) em dezembro, que devem movimentar R$ 250 bilhões.
Fonte: Valor Econômico

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Febraban defende a queda do compulsório

Os juros bancários só vão cair mais quando as taxas do empréstimo compulsório forem reduzidas, avalia o presidente da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), Marcio Cypriano. As taxas para o depósito à vista estão hoje em 45%. Para ele, é necessária uma redução de pelo menos 10% nas taxas.

“As taxas (do compulsório) são da época da inflação alta”, destaca Cypriano, ressaltando que elas não refletem mais a realidade do país. “Com a queda do compulsório, a redução dos juros será imediata”, afirma o presidente da Febraban. “Será uma injeção na veia”, completa. Nos períodos de mais alta inflação, o compulsório chegou a ser de 65%. A redução, diz, não precisa ser brusca, mas deveria ser de pelo menos 10%.

Os juros altos cobrados pelos bancos são um dos fatores que mais desestimulam o crédito, principalmente na baixa renda, aponta uma pesquisa da TNS InterScience divulgada ontem. Segundo o levantamento, 70% da pessoas entrevistadas disseram que deixaram de fazer empréstimos ou financiamentos nos últimos 24 meses devido aos juros.

Cypriano abriu ontem o I Congresso Brasileiro de Meios Eletrônicos de Pagamento, organizado pela Febraban e pela Abecs, a associação das empresas de cartões de crédito. Para Cypriano, o setor de cartões deve continuar com crescimento elevado nos próximos anos. “O sistema financeiro tem conseguido fazer a bancarização da população por meio dos cartões”, diz. Ele citou como exemplo a parceria do Bradesco com as Casas Bahia, que superou todas as metas de emissão.

O setor de cartões deve crescer 22% este ano em volume financeiro e 15% em número de cartões, prevê a Abecs. Pelas estimativas, o país terá 390 milhões destes meios de pagamento (incluindo crédito, débito e cartões de loja) em dezembro, que devem movimentar R$ 250 bilhões.

Fonte: Valor Econômico

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