Solução de pendências sem sair de casa. Quem não quer? Atualmente, boa parte das pessoas opta pela comodidade das transações pela internet para fugir das filas de banco. Bastam um ou dois cliques e pronto: conta paga, transferência concluída, resgate feito.
Em 2003, o número de usuários do chamado “internet banking” cresceu 10,4%, segundo dados do Ibope/NetRatings, somando 3,42 milhões de pessoas até o final daquele ano. O número faz dos brasileiros campeões na utilização de serviços bancários via internet. Dados da Federação Brasileira das Associações de Bancos (Febraban) mostram que entre 2001 e 2002, o número de operações realizadas via internet cresceu 177,9%.
A má notícia é que, com o aumento dessa prática, o número de fraudes também cresceu. Somente no ano de 2003, instituições financeiras e clientes acumularam prejuízos da ordem de R$ 100 milhões.
Os casos de fraude são os mais variados. Vinicius Garcia Costa, associado do Idec, foi avisado pelo próprio banco sobre movimentos suspeitos em sua conta. “A instituição se comprometeu a devolver todos os valores após eu redigir uma carta atestando que as transferências não haviam sido feitas por mim”, lembra o associado que contou com orientação do Idec na ocasião.
Outro associado, mesmo sem ser cliente de um banco, recebeu um e-mail, teoricamente da instituição, solicitando que indicasse seus dados em um site para o ingresso em um suposto “novo sistema antifraude”. A prática de levar o internauta a um site falso para roubar seus dados é chamada de phishing, uma alusão à expressão, em inglês, fishing que significa pescando (informações, nesse caso). Em outros casos, o internauta pode receber um vírus que “captura” todos os seus dados.
Em dezembro de 2004, foram identificados 1.707 sites falsos e 9.019 e-mails circulando pela internet com o vírus “ladrão”. Seus provedores normalmente são hospedados no exterior (32% deles nos Estados Unidos, contra 2,7% no Brasil), o que dificulta muito a identificação dos usuários e faz o Judiciário brasileiro depender da justiça desses países.
Apuração
O editor de TV Lucio da Cunha se tornou vítima de um dessas fraudes sem identificação do responsável quando R$ 4 mil sumiram de sua poupança. “Três dias após minha esposa ter reclamado junto ao banco fui ressarcido com juros e tudo”, espanta-se ele. “Disseram que investigariam meus computadores, mas até hoje, ninguém me procurou”, conta.
A facilidade com que o editor conseguiu seu dinheiro de volta não é de se espantar. Em entrevista para o jornal Folha de S. Paulo no ano passado, o então delegado da 4ª Delegacia de Meios Eletrônicos do Deic Arlindo Vaz afirmou que “a apuração e as estatísticas acabam prejudicadas pela conduta de bancos e clientes”. Segundo ele, os bancos, por temerem ver sua imagem afetada, preferem não fornecer dados sobre fraudes em seu sistema. “Normalmente, os bancos não querem se mostrar vulneráveis. Os gerentes orientam os clientes a registrar boletim de ocorrência e fazem o ressarcimento”, disse ele na entrevista.
Responsabilidade
De fato, o Idec entende que essa é a solução que deve ser adotada, pois acredita que o banco é responsável por qualquer dano causado por má execução do serviço oferecido via internet, como por exemplo, saques e transferências não realizados pelo titular da conta. “Dessa forma, pode o consumidor solicitar, com base nos arts. 6º, VI, 14 e 20, do Código de Defesa do Consumidor a reparação de todos os prejuízos que eventualmente sofrer”, afirma Maira Feltrin, Coordenadora do Serviço de Orientação do Idec.
Segurança
Para evitar riscos, o Comitê Gestor da Internet no Brasil possui uma cartilha de segurança que dá uma série de recomendações para a navegação segura.
Uma delas é certificar se a conexão é criptografada (segura). Você pode verificar esse dado de duas formas. A primeira é na janela do browser, no local onde o endereço do site é digitado. O endereço deve começar com https:// (diferente do http:// nas conexões normais), onde o “s” antes do sinal de dois-pontos indica que o endereço em questão é de um site com conexão segura e, portanto, os dados serão criptografados antes de serem enviados.
A segunda forma para verificar se a conexão é segura é o desenho que fica logo abaixo na tela. O mais adotado nos browsers recentes é de um “cadeado fechado”. Se o cadeado estiver aberto, a conexão não é segura.
E mais:
# Certifique-se de que está em área segura;
# Antes de aceitar um novo certificado, verificar junto à instituição que mantém o site sobre sua emissão e quais são os dados nele contidos;
# Procurar sempre digitar em seu browser o endereço desejado. Não utilize links em páginas de terceiros ou recebidos por e-mail;
# Evite realizar operações em equipamentos de uso público;
# Não anote sua senha em papéis, arquivos ou outros tipos de documentos;
# Mude sua senha regularmente;
# Evite abrir e-mail de origem desconhecida. Evite também executar programas ou abrir arquivos anexados, sem verificá-los com antivírus atualizado;
# Somente use provedores com boa reputação no mercado e browsers e antivírus atualizados;
# Não utilize senhas simples (números seqüenciais, datas óbvias, etc);
# Em caso de perda ou roubo de documentos, comunique às autoridades e ao banco imediatamente e modifique sua senha de acesso;
# Não use a mesma senha para outros tipos de acessos ou cartões;
# Nunca forneça senhas a terceiros ou digite-as em celulares;
# Desligue sua webcam (caso você possua alguma) ou certifique-se de que ela não está voltada para o teclado ao acessar um site de comércio eletrônico ou Internet Banking. Deste modo, as imagens coletadas (incluindo aquelas que contém a digitação de senhas ou número de cartões de crédito) não serão enviadas para um atacante.
Fonte: IDEC
Notícias recentes
- Fetec/PR realiza 28.ªConferência Estadual dos Bancários e Bancárias do Paraná, de 15 a 17 de maio
- Com queda do dólar, comércio cresce 0,5% em março e amplia recorde
- Lula assina MP e zera “taxa das blusinhas”
- Assembleia dos bancários do Itaú na base de Cornélio delibera na sexta (15) sobre a CCV
- Assembleia dia 15 na base de Arapoti vota Acordo da CCV do Itaú
Comentários
Por Mhais• 4 de agosto de 2006• 09:15• Sem categoria
Cuidado com as transações bancárias online: o perigo pode estar em apenas um clique!
Solução de pendências sem sair de casa. Quem não quer? Atualmente, boa parte das pessoas opta pela comodidade das transações pela internet para fugir das filas de banco. Bastam um ou dois cliques e pronto: conta paga, transferência concluída, resgate feito.
Em 2003, o número de usuários do chamado “internet banking” cresceu 10,4%, segundo dados do Ibope/NetRatings, somando 3,42 milhões de pessoas até o final daquele ano. O número faz dos brasileiros campeões na utilização de serviços bancários via internet. Dados da Federação Brasileira das Associações de Bancos (Febraban) mostram que entre 2001 e 2002, o número de operações realizadas via internet cresceu 177,9%.
A má notícia é que, com o aumento dessa prática, o número de fraudes também cresceu. Somente no ano de 2003, instituições financeiras e clientes acumularam prejuízos da ordem de R$ 100 milhões.
Os casos de fraude são os mais variados. Vinicius Garcia Costa, associado do Idec, foi avisado pelo próprio banco sobre movimentos suspeitos em sua conta. “A instituição se comprometeu a devolver todos os valores após eu redigir uma carta atestando que as transferências não haviam sido feitas por mim”, lembra o associado que contou com orientação do Idec na ocasião.
Outro associado, mesmo sem ser cliente de um banco, recebeu um e-mail, teoricamente da instituição, solicitando que indicasse seus dados em um site para o ingresso em um suposto “novo sistema antifraude”. A prática de levar o internauta a um site falso para roubar seus dados é chamada de phishing, uma alusão à expressão, em inglês, fishing que significa pescando (informações, nesse caso). Em outros casos, o internauta pode receber um vírus que “captura” todos os seus dados.
Em dezembro de 2004, foram identificados 1.707 sites falsos e 9.019 e-mails circulando pela internet com o vírus “ladrão”. Seus provedores normalmente são hospedados no exterior (32% deles nos Estados Unidos, contra 2,7% no Brasil), o que dificulta muito a identificação dos usuários e faz o Judiciário brasileiro depender da justiça desses países.
Apuração
O editor de TV Lucio da Cunha se tornou vítima de um dessas fraudes sem identificação do responsável quando R$ 4 mil sumiram de sua poupança. “Três dias após minha esposa ter reclamado junto ao banco fui ressarcido com juros e tudo”, espanta-se ele. “Disseram que investigariam meus computadores, mas até hoje, ninguém me procurou”, conta.
A facilidade com que o editor conseguiu seu dinheiro de volta não é de se espantar. Em entrevista para o jornal Folha de S. Paulo no ano passado, o então delegado da 4ª Delegacia de Meios Eletrônicos do Deic Arlindo Vaz afirmou que “a apuração e as estatísticas acabam prejudicadas pela conduta de bancos e clientes”. Segundo ele, os bancos, por temerem ver sua imagem afetada, preferem não fornecer dados sobre fraudes em seu sistema. “Normalmente, os bancos não querem se mostrar vulneráveis. Os gerentes orientam os clientes a registrar boletim de ocorrência e fazem o ressarcimento”, disse ele na entrevista.
Responsabilidade
De fato, o Idec entende que essa é a solução que deve ser adotada, pois acredita que o banco é responsável por qualquer dano causado por má execução do serviço oferecido via internet, como por exemplo, saques e transferências não realizados pelo titular da conta. “Dessa forma, pode o consumidor solicitar, com base nos arts. 6º, VI, 14 e 20, do Código de Defesa do Consumidor a reparação de todos os prejuízos que eventualmente sofrer”, afirma Maira Feltrin, Coordenadora do Serviço de Orientação do Idec.
Segurança
Para evitar riscos, o Comitê Gestor da Internet no Brasil possui uma cartilha de segurança que dá uma série de recomendações para a navegação segura.
Uma delas é certificar se a conexão é criptografada (segura). Você pode verificar esse dado de duas formas. A primeira é na janela do browser, no local onde o endereço do site é digitado. O endereço deve começar com https:// (diferente do http:// nas conexões normais), onde o “s” antes do sinal de dois-pontos indica que o endereço em questão é de um site com conexão segura e, portanto, os dados serão criptografados antes de serem enviados.
A segunda forma para verificar se a conexão é segura é o desenho que fica logo abaixo na tela. O mais adotado nos browsers recentes é de um “cadeado fechado”. Se o cadeado estiver aberto, a conexão não é segura.
E mais:
# Certifique-se de que está em área segura;
# Antes de aceitar um novo certificado, verificar junto à instituição que mantém o site sobre sua emissão e quais são os dados nele contidos;
# Procurar sempre digitar em seu browser o endereço desejado. Não utilize links em páginas de terceiros ou recebidos por e-mail;
# Evite realizar operações em equipamentos de uso público;
# Não anote sua senha em papéis, arquivos ou outros tipos de documentos;
# Mude sua senha regularmente;
# Evite abrir e-mail de origem desconhecida. Evite também executar programas ou abrir arquivos anexados, sem verificá-los com antivírus atualizado;
# Somente use provedores com boa reputação no mercado e browsers e antivírus atualizados;
# Não utilize senhas simples (números seqüenciais, datas óbvias, etc);
# Em caso de perda ou roubo de documentos, comunique às autoridades e ao banco imediatamente e modifique sua senha de acesso;
# Não use a mesma senha para outros tipos de acessos ou cartões;
# Nunca forneça senhas a terceiros ou digite-as em celulares;
# Desligue sua webcam (caso você possua alguma) ou certifique-se de que ela não está voltada para o teclado ao acessar um site de comércio eletrônico ou Internet Banking. Deste modo, as imagens coletadas (incluindo aquelas que contém a digitação de senhas ou número de cartões de crédito) não serão enviadas para um atacante.
Fonte: IDEC
Deixe um comentário