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Contraf-CUT entrega minuta à Fenaban

A entrega da pauta de reivindicações da Contraf (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro) à direção da Febraban, nesta quinta (10), em São Paulo, deu início formal à primeira campanha salarial organizada pela entidade e serviu para a CUT reafirmar suas críticas à política econômica – na figura de seus reflexos benéficos para o sistema financeiro – e defender a reforma da estrutura sindical brasileira.
Diante de 15 banqueiros, todos dirigentes da Febraban, o presidente da Contraf e diretor executivo da CUT Vagner Freitas destacou, no início do encontro, que o grupo de sindicalistas presentes representam neste ano aproximadamente 1 milhão de trabalhadores. Criada em maio, a Contraf sucedeu a CNB (Confederação Nacional dos Bancários), entidade cutista que sempre liderou as mobilizações no segmento. Por representar, além dos bancários, trabalhadores de outras empresas do ramo, a Contraf incorporou mais 600 mil pessoas à campanha. Havia 26 representantes de sindicatos de trabalhadores na reunião.
“A Contraf está colocando em prática um dos princípios que nos levou a fundar a CUT, o de unir os trabalhadores em ramos de atividade, e não divididos em diversas categorias”, afirmou Vagner. A apresentação do dirigente serviu de deixa para que o presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Luiz Cláudio Marcolino, defendesse a reforma da estrutura sindical brasileira. “A Contraf simboliza a ousadia de lutarmos por um contrato coletivo nacional de um ramo, rompendo as amarras de uma legislação sindical arcaica, que traz diversos obstáculos a entidades realmente representativas. É isso que defendemos ao lutar pela reforma sindical”, concluiu. Diante dele, havia representantes da Febraban que participaram dos debates no Fórum Nacional do Trabalho.
Ao comentar os pontos da pauta de reivindicações, Vagner Freitas disse que o posicionamento das entidades durante a campanha salarial será “duro”, informação repercutida por Luiz Cláudio logo depois. Com bom-humor, o presidente da CUT Artur Henrique utilizou as duas falas para criticar o sistema financeiro.
“Olha, me desculpem. Esta é a primeira vez que participo da entrega de uma pauta para representantes do setor financeiro, então talvez isso explique por que estou estranhando o fato de os companheiros ficarem repetindo que a campanha será dura. Dura por quê? Seria dura se fosse com a Varig, que está em dificuldades e atrasando salários. Eu leio nos jornais várias notícias sobre lucro recorde dos bancos aqui, outro lucro recorde ali… Então, acredito que não haverá dificuldades para conquistar as reivindicações e nós começarmos a transformar lucros em distribuição de renda, tornar o país mais justo e outros avanços importantes. Permitam-me esta tese de leitor de jornal”, ironizou Artur. O presidente da Febraban e do Bradesco, Márcio Cypriano, respondeu dizendo que “nossos lucros são éticos”.
Do lado de fora do prédio, naquele momento, manifestantes lançaram rojões simbolizando o início oficial da campanha reivindicatória.
Entre as principais reivindicações deste ano, definidas na Conferência Nacional, estão aumento real de 7,05% mais a inflação do período, Participação dos Lucros e Resultados (PLR) mais justa, com a distribuição de 5% do lucro líquido de forma linear, além da parte fixa e de percentual do salário. A ratificação da Convenção 158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que proíbe dispensas imotivadas, a isonomia de direitos entre os afastados (por motivo de saúde) e os que estão na ativa; a ampliação do horário de atendimento bancário com dois turnos de trabalho, mais contratações, respeito à jornada de 6 horas, fim do assédio moral, das metas abusivas e da insegurança bancária também compõem a minuta.
Todas essas reivindicações surgiram de consultas aos bancários, foram oficializadas em assembléias dos sindicatos, que elegeram delegados para as conferências regionais e a Conferência Nacional do Ramo Financeiro.
Fonte: CUT Brasil

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Contraf-CUT entrega minuta à Fenaban

A entrega da pauta de reivindicações da Contraf (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro) à direção da Febraban, nesta quinta (10), em São Paulo, deu início formal à primeira campanha salarial organizada pela entidade e serviu para a CUT reafirmar suas críticas à política econômica – na figura de seus reflexos benéficos para o sistema financeiro – e defender a reforma da estrutura sindical brasileira.

Diante de 15 banqueiros, todos dirigentes da Febraban, o presidente da Contraf e diretor executivo da CUT Vagner Freitas destacou, no início do encontro, que o grupo de sindicalistas presentes representam neste ano aproximadamente 1 milhão de trabalhadores. Criada em maio, a Contraf sucedeu a CNB (Confederação Nacional dos Bancários), entidade cutista que sempre liderou as mobilizações no segmento. Por representar, além dos bancários, trabalhadores de outras empresas do ramo, a Contraf incorporou mais 600 mil pessoas à campanha. Havia 26 representantes de sindicatos de trabalhadores na reunião.

“A Contraf está colocando em prática um dos princípios que nos levou a fundar a CUT, o de unir os trabalhadores em ramos de atividade, e não divididos em diversas categorias”, afirmou Vagner. A apresentação do dirigente serviu de deixa para que o presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Luiz Cláudio Marcolino, defendesse a reforma da estrutura sindical brasileira. “A Contraf simboliza a ousadia de lutarmos por um contrato coletivo nacional de um ramo, rompendo as amarras de uma legislação sindical arcaica, que traz diversos obstáculos a entidades realmente representativas. É isso que defendemos ao lutar pela reforma sindical”, concluiu. Diante dele, havia representantes da Febraban que participaram dos debates no Fórum Nacional do Trabalho.

Ao comentar os pontos da pauta de reivindicações, Vagner Freitas disse que o posicionamento das entidades durante a campanha salarial será “duro”, informação repercutida por Luiz Cláudio logo depois. Com bom-humor, o presidente da CUT Artur Henrique utilizou as duas falas para criticar o sistema financeiro.

“Olha, me desculpem. Esta é a primeira vez que participo da entrega de uma pauta para representantes do setor financeiro, então talvez isso explique por que estou estranhando o fato de os companheiros ficarem repetindo que a campanha será dura. Dura por quê? Seria dura se fosse com a Varig, que está em dificuldades e atrasando salários. Eu leio nos jornais várias notícias sobre lucro recorde dos bancos aqui, outro lucro recorde ali… Então, acredito que não haverá dificuldades para conquistar as reivindicações e nós começarmos a transformar lucros em distribuição de renda, tornar o país mais justo e outros avanços importantes. Permitam-me esta tese de leitor de jornal”, ironizou Artur. O presidente da Febraban e do Bradesco, Márcio Cypriano, respondeu dizendo que “nossos lucros são éticos”.

Do lado de fora do prédio, naquele momento, manifestantes lançaram rojões simbolizando o início oficial da campanha reivindicatória.

Entre as principais reivindicações deste ano, definidas na Conferência Nacional, estão aumento real de 7,05% mais a inflação do período, Participação dos Lucros e Resultados (PLR) mais justa, com a distribuição de 5% do lucro líquido de forma linear, além da parte fixa e de percentual do salário. A ratificação da Convenção 158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que proíbe dispensas imotivadas, a isonomia de direitos entre os afastados (por motivo de saúde) e os que estão na ativa; a ampliação do horário de atendimento bancário com dois turnos de trabalho, mais contratações, respeito à jornada de 6 horas, fim do assédio moral, das metas abusivas e da insegurança bancária também compõem a minuta.

Todas essas reivindicações surgiram de consultas aos bancários, foram oficializadas em assembléias dos sindicatos, que elegeram delegados para as conferências regionais e a Conferência Nacional do Ramo Financeiro.

Fonte: CUT Brasil

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