Bancários enviam denúncias diariamente. Se você sofre com o problema, relate ao Sindicato
São Paulo – Todos os dias o Sindicato recebe denúncias ou casos relatando assédio moral nos locais de trabalho. E nenhum banco escapa. Desde abril do ano passado, o site do Sindicato tem uma lista com reportagens só sobre o tema. Já são mais de 140 matérias publicadas.
Isso mostra que a categoria está farta de tanta pressão. Por isso, um dos principais temas na campanha deste ano é discutir o assédio moral nos locais de trabalho. E os banqueiros tiveram que reconhecer na mesa de negociação que ele existe.
“Os banqueiros cederam e reconhecem agora que a prática do assédio moral contra os trabalhadores é uma realidade. Esse resultado só foi possível graças à participação de cada bancário que enviou sua denúncia, que se mobilizou com as atividades da categoria. Essa participação tem que ser ainda maior para que a conquista se repita nas reivindicações de aumento real e PLR maior”, disse o presidente do Sindicato, Luiz Cláudio Marcolino.
Em junho, o Sindicato lançou uma campanha contra o assédio moral e uma cartilha, com debates para esclarecer o problema.
Veja abaixo alguns exemplos de mensagens que chegam ao Sindicato:
“Nesses sete anos de (Bradesco) fui perseguido e humilhado pelos meus superiores, por me preocupar com o bem-estar dos clientes e funcionários. Lutava pelo direito do cliente ser bem atendido e pelo fim das enormes filas (de duas horas).”
“Essa batalha (assédio moral) é importante e no momento certo. O assédio recebe nomes pomposos e enganadores, como agregar valor, metas, competitividade, avaliação de desempenho, trabalho em equipe, etc. No fundo, tudo é aumento estapafúrdio de resultados sem contrapartida.”
“Minha esposa trabalha no Unibanco e está afastada, com problema de cefaléia crônica, agravada por assédio moral, com laudos psicólogo e neurológico.”
“Necessito de terapia uma vez por semana, devido à síndrome do pânico, e outros distúrbios provenientes de estresse. Porém, o plano de saúde só proporciona 12 sessões (3 meses), e os outros tenho que desembolsar R$ 240, para complementar o tratamento. Com cinco meses de afastamento, logo vou parar de receber também ajuda alimentação e a situação vai piorar. Peço que enfatizem a não interrupção da cesta-alimentação e vale-refeição.”
“Estou escrevendo para denunciar que um gerente de contas foi humilhado, dizendo que ele não está vendendo produtos, que não paga a sua presença na agência e nem vale o quando o Banco do Brasil paga de salário a ele.”
Por Ricardo Negrão.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.spbancarios.com.br.
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Por Mhais• 9 de setembro de 2006• 10:37• Sem categoria
Assédio moral: Sindicato recebe centenas de e-mails
Bancários enviam denúncias diariamente. Se você sofre com o problema, relate ao Sindicato
São Paulo – Todos os dias o Sindicato recebe denúncias ou casos relatando assédio moral nos locais de trabalho. E nenhum banco escapa. Desde abril do ano passado, o site do Sindicato tem uma lista com reportagens só sobre o tema. Já são mais de 140 matérias publicadas.
Isso mostra que a categoria está farta de tanta pressão. Por isso, um dos principais temas na campanha deste ano é discutir o assédio moral nos locais de trabalho. E os banqueiros tiveram que reconhecer na mesa de negociação que ele existe.
“Os banqueiros cederam e reconhecem agora que a prática do assédio moral contra os trabalhadores é uma realidade. Esse resultado só foi possível graças à participação de cada bancário que enviou sua denúncia, que se mobilizou com as atividades da categoria. Essa participação tem que ser ainda maior para que a conquista se repita nas reivindicações de aumento real e PLR maior”, disse o presidente do Sindicato, Luiz Cláudio Marcolino.
Em junho, o Sindicato lançou uma campanha contra o assédio moral e uma cartilha, com debates para esclarecer o problema.
Veja abaixo alguns exemplos de mensagens que chegam ao Sindicato:
“Nesses sete anos de (Bradesco) fui perseguido e humilhado pelos meus superiores, por me preocupar com o bem-estar dos clientes e funcionários. Lutava pelo direito do cliente ser bem atendido e pelo fim das enormes filas (de duas horas).”
“Essa batalha (assédio moral) é importante e no momento certo. O assédio recebe nomes pomposos e enganadores, como agregar valor, metas, competitividade, avaliação de desempenho, trabalho em equipe, etc. No fundo, tudo é aumento estapafúrdio de resultados sem contrapartida.”
“Minha esposa trabalha no Unibanco e está afastada, com problema de cefaléia crônica, agravada por assédio moral, com laudos psicólogo e neurológico.”
“Necessito de terapia uma vez por semana, devido à síndrome do pânico, e outros distúrbios provenientes de estresse. Porém, o plano de saúde só proporciona 12 sessões (3 meses), e os outros tenho que desembolsar R$ 240, para complementar o tratamento. Com cinco meses de afastamento, logo vou parar de receber também ajuda alimentação e a situação vai piorar. Peço que enfatizem a não interrupção da cesta-alimentação e vale-refeição.”
“Estou escrevendo para denunciar que um gerente de contas foi humilhado, dizendo que ele não está vendendo produtos, que não paga a sua presença na agência e nem vale o quando o Banco do Brasil paga de salário a ele.”
Por Ricardo Negrão.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.spbancarios.com.br.
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