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Por 11:41 Notícias

Lula amplia vantagem entre “não polarizados” e rejeição a Flávio Bolsonaro bate em 52%, diz BTG/Nexus

Pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (15) mostra que as últimas jogadas no tabuleiro político – e geopolítico – favoreceram Lula, principalmente entre os 21% que se definem como “não polarizados”, que “não se engajam com o antilulismo e o antibolsonarismo”.

Essa fatia do eleitorado, que deve definir as eleições presidenciais, foi quem mais sentiu os efeitos da revelação do elo de Daniel Vorcaro com Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que também perdeu tração com a visita a Donald Trump na Casa Branca, que resultou na classificação das facções criminosas Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como terroristas e no novo tarifaço, de 25% e 12,5%, dos EUA sobre produtos brasileiros.

Segundo o estudo, entre os polarizados Lula ampliou a vantagem de 1 para 9 pontos percentuais em 20 dias. Na pesquisa do dia 25 de maio, Lula marcava 31% contra 30% de Flávio Bolsonaro. Na atual, o presidente foi a 35%, enquanto o senador caiu para 26% no principal cenário de .

O levantamento mostra ainda que Lula tem uma ampla vantagem sobre o filh0 “01” de Jair Bolsonaro (PL), de 20 pontos percentuais, entre as mulheres: 49% a 29%. Entre os homens, o senador segue liderando mesmo em meio aos escândalos por 40% a 37%.

Lula também tem ampla vantagem entre os mais pobres, que ganham até 1 salário mínimo: 54% a 26% – uma vantagem de 28 pontos. Flávio Bolsonaro, por sua vez, lidera entre os mais ricos, com renda acima de 5 salários mínimos: 40% a 36%. Na classe média, Lula marca 50% a 32% entre os que ganham entre 1 e 2 salários mínimos; e 38% a 37% na camada entre 2 e 5 salários mínimos.

Rejeição

A rejeição de Flávio Bolsonaro também explodiu após as revelações sobre o envolvimento com o escândalo do Master. Segundo a BTG/Nexus 52% dizem que “não votariam nele de jeito nenhum”. Apenas 25% dizem que ele é “o único que votaria”.

Lula, por sua vez, manteve os 47% de rejeição e vem aumentando o índice entre aqueles que declaram que ele é o único em que votaria, de 34% em abril para 37% em maio a atuais 38%.

O presidente também se descolou de Flávio Bolsonaro entre os eleitores que desejam vê-lo eleito para o quarto mandato: eram 37% em abril (em situação de empate com o senador), foi para 39% a 34% em 25 de maioo e chegou a atuais 40% a 31%.

Taxação e terrorismo

A BTG/Nexus também mostra que a investida de Flávio Bolsonaro junto a Donald Trump teve efeito reverso: 37% dizem que a classificação de CV e PCC como terroristas “vai ameaçar a segurança dos brasileiros – já que vai ser utilizada como uma desculpa/justificativa para os Estados Unidos interferirem e sancionarem o Governo brasileiro e o povo brasileiro, ameaçando a soberania nacional”. Outros 23% se mostram neutros e 30% acreditam que “vai melhorar a segurança dos brasileiros”.

Entre os chamados não polarizados, o efeito negativo da medida foi ainda maior, de 44% – apenas 21% vêem a medida como positiva e 25% como neutra.

Sobre o novo tarifação, 42% acreditam que “é mais culpa do Flávio Bolsonaro, pois a aproximação entre a família Bolsonaro e o Governo dos Estados Unidos gerou essa nova tarifa apenas para punir o governo Lula”. Outros 39% culpam Lula pela “falta de bom relacionamento com o governo dos EUA” e 11% dizem que “não é culpa de nenhum dos dois, pois o Governo dos Estados Unidos discute aplicar essa nova tarifa por interesses próprios”.

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A Nexus ouviu 2017 eleitores via sistema CATI, por telefone, entre 12 e 14 de maio. A margem de erro é de 2 pontos para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%.

Leia a íntegra da Pesquisa BTG/Nexus de 15 de junho de 2026

Texto: Plinio Teodoro

Fonte: Revista Fórum

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