Quando nos deparamos com mais uma campanha presidencial e, conseqüentemente, com a discussão sobre o futuro que queremos para o país, em que estão inseridos os empregados da ativa e os aposentados da Caixa, além del famílias beneficiadas pelos programas sociais do governo federal, é hora de reiterar: “O Brasil precisa da Caixa”.
Analisando as declarações públicas proferidas pelos dois candidatos que disputam o segundo turno das eleições presidenciais, temos duas propostas distintas. De um lado, um candidato de centro-esquerda que defende e executa um projeto popular e democrático. De outro, um candidato de direita que defende e executa um projeto neoliberal, incluindo-se aí as privatizações.
Para se ter uma idéia do projeto privatista do candidato do PSDB/PFL, ele declarou sobre os bancos públicos ao jornal “O Globo”, edição de 15 de janeiro deste ano, que “a maioria já foi privatizada, mas deveriam ser todos. Tem muita coisa que se pode avançar. Susep, sistema de seguros, tem muita coisa que se pode privatizar”.
Além disso, o governo do PSDB já demonstrou na prática, seja no governo federal seja em governos estaduais, sua política de desmonte do Estado e de privatizações, como no caso da maioria dos bancos estaduais, da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), da Companhia Vale do Rio Doce etc. Ainda assim, o candidato tucano-pefelista vem afirmando que a palavra privatização nunca saiu da sua boca.
Uma afirmação mais lógica e próxima da prática conhecida dos governos do PSDB foi dada recentemente pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que admitiu em entrevista à Rádio CBN, em 17 de outubro, ser favorável à privatização da Petrobrás e do Banco do Brasil. O candidato Alckmin, admita ou não, o fato é que em seu governo em São Paulo as privatizações prosseguiram. A Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista foi privatizada em junho deste ano e, na Assembléia Legislativa do estado, tramita projeto de privatização da linha 4 do Metrô.
Por outro lado, o governo Lula colocou em prática uma política de distribuição dos ganhos, ampliação das oportunidades de investimento, unificação das políticas de transferência de renda, criação de programas de bancarização da população de baixa renda, microcrédito e lei de crédito em consignação. E também se comprometeu em visita ao prédio da Matriz da Caixa, em Brasília, no dia 4 de agosto, em não privatizar o banco. “Vocês demonstraram ser possível realizar as funções de banco público e ainda atuar no mercado, sem ter que ficar no vermelho. Acho que agora ninguém mais vai falar em privatizar a Caixa”.
Diferentemente do que afirmam os críticos desse projeto para o Brasil, a Caixa Econômica Federal saiu de um processo de preparação para a privatização e reassumiu seu papel como agente de políticas públicas e de inclusão social. As expectativas foram superadas nos últimos três anos e meio, com a empresa posicionando-se com destaque no mercado, priorizando investimentos em áreas como habitação, saneamento/infra-estrutura e transferência de renda, sempre em benefício da população de baixa renda.
O governo Lula também valorizou os bancários da Caixa, rompendo com a cultura de reajuste zero nos salários, de demissões e do autoritarismo com que empregados e suas representações sindicais e associativas eram tratados.
Por que não privatizar?
Por que a venda das empresas públicas de nada adiantariam para pagar as dívidas do país (interna e externa). Em artigo publicado no portal “O Vermelho”, intitulado “Alckmin e o desmonte do Estado”, o jornalista Altamiro Borges desmonta o argumento de que as privatizações ajudam a pagar os gastos. Segundo ele, durante o período em que esteve à frente do governo de São Paulo, Alckmin privatizou bancos de fomento, ferrovias, centro de abastecimento, geradora de energia, companhia de água e luz e, mesmo assim, não diminuiu a dívida do Estado, que hoje consome R$ 5 bilhões do dinheiro público.
Se o objetivo da privatização é o pagamento da dívida, por que é que nos oito anos de governo FHC, quando foram vendidas estatais dos setores de mineração, petroquímico, elétrico, ferroviário, metroviário, marítimo, saneamento, telecomunicações e financeiro, a dívida não diminuiu? Ao contrário, ela só aumentou.
Portanto, há dois projetos para o futuro do Brasil: crescer para poucos ou crescer com distribuição de renda para muitos.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.fenae.org.br.
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Por Mhais• 23 de outubro de 2006• 21:21• Sem categoria
Confira as diferenças entre Lula e Alckmin na área das privatizações
Quando nos deparamos com mais uma campanha presidencial e, conseqüentemente, com a discussão sobre o futuro que queremos para o país, em que estão inseridos os empregados da ativa e os aposentados da Caixa, além del famílias beneficiadas pelos programas sociais do governo federal, é hora de reiterar: “O Brasil precisa da Caixa”.
Analisando as declarações públicas proferidas pelos dois candidatos que disputam o segundo turno das eleições presidenciais, temos duas propostas distintas. De um lado, um candidato de centro-esquerda que defende e executa um projeto popular e democrático. De outro, um candidato de direita que defende e executa um projeto neoliberal, incluindo-se aí as privatizações.
Para se ter uma idéia do projeto privatista do candidato do PSDB/PFL, ele declarou sobre os bancos públicos ao jornal “O Globo”, edição de 15 de janeiro deste ano, que “a maioria já foi privatizada, mas deveriam ser todos. Tem muita coisa que se pode avançar. Susep, sistema de seguros, tem muita coisa que se pode privatizar”.
Além disso, o governo do PSDB já demonstrou na prática, seja no governo federal seja em governos estaduais, sua política de desmonte do Estado e de privatizações, como no caso da maioria dos bancos estaduais, da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), da Companhia Vale do Rio Doce etc. Ainda assim, o candidato tucano-pefelista vem afirmando que a palavra privatização nunca saiu da sua boca.
Uma afirmação mais lógica e próxima da prática conhecida dos governos do PSDB foi dada recentemente pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que admitiu em entrevista à Rádio CBN, em 17 de outubro, ser favorável à privatização da Petrobrás e do Banco do Brasil. O candidato Alckmin, admita ou não, o fato é que em seu governo em São Paulo as privatizações prosseguiram. A Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista foi privatizada em junho deste ano e, na Assembléia Legislativa do estado, tramita projeto de privatização da linha 4 do Metrô.
Por outro lado, o governo Lula colocou em prática uma política de distribuição dos ganhos, ampliação das oportunidades de investimento, unificação das políticas de transferência de renda, criação de programas de bancarização da população de baixa renda, microcrédito e lei de crédito em consignação. E também se comprometeu em visita ao prédio da Matriz da Caixa, em Brasília, no dia 4 de agosto, em não privatizar o banco. “Vocês demonstraram ser possível realizar as funções de banco público e ainda atuar no mercado, sem ter que ficar no vermelho. Acho que agora ninguém mais vai falar em privatizar a Caixa”.
Diferentemente do que afirmam os críticos desse projeto para o Brasil, a Caixa Econômica Federal saiu de um processo de preparação para a privatização e reassumiu seu papel como agente de políticas públicas e de inclusão social. As expectativas foram superadas nos últimos três anos e meio, com a empresa posicionando-se com destaque no mercado, priorizando investimentos em áreas como habitação, saneamento/infra-estrutura e transferência de renda, sempre em benefício da população de baixa renda.
O governo Lula também valorizou os bancários da Caixa, rompendo com a cultura de reajuste zero nos salários, de demissões e do autoritarismo com que empregados e suas representações sindicais e associativas eram tratados.
Por que não privatizar?
Por que a venda das empresas públicas de nada adiantariam para pagar as dívidas do país (interna e externa). Em artigo publicado no portal “O Vermelho”, intitulado “Alckmin e o desmonte do Estado”, o jornalista Altamiro Borges desmonta o argumento de que as privatizações ajudam a pagar os gastos. Segundo ele, durante o período em que esteve à frente do governo de São Paulo, Alckmin privatizou bancos de fomento, ferrovias, centro de abastecimento, geradora de energia, companhia de água e luz e, mesmo assim, não diminuiu a dívida do Estado, que hoje consome R$ 5 bilhões do dinheiro público.
Se o objetivo da privatização é o pagamento da dívida, por que é que nos oito anos de governo FHC, quando foram vendidas estatais dos setores de mineração, petroquímico, elétrico, ferroviário, metroviário, marítimo, saneamento, telecomunicações e financeiro, a dívida não diminuiu? Ao contrário, ela só aumentou.
Portanto, há dois projetos para o futuro do Brasil: crescer para poucos ou crescer com distribuição de renda para muitos.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.fenae.org.br.
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